sexta-feira, 30 de julho de 2010

30/07/2010 15h58 - Atualizado em 30/07/2010 15h59


Marina Silva diz que não muda de discurso conforme o público

Candidata afirmou ser contrária ao aborto e à legalização da maconha.

Declaração foi dada a cientistas durante reunião da SBPC, em Natal.

Iberê Thenório

Do G1, em Natal



imprimir A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, disse nesta sexta-feira (30) que não muda de discurso conforme o público. Dirigindo-se a cientistas e estudantes que participavam da reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Natal, ela afirmou ser contra a descriminalização do aborto, a legalização da maconha e o casamento entre homossexuais.

“Eu tenho coragem de dizer lá para os pastores o que eu estou dizendo aqui. E se tiver uma reunião com a comunidade gay eu vou dizer a mesma coisa”, afirmou. Marina defendeu que questões polêmicas como a permissão do aborto para além dos casos já previstos em lei e a legalização da maconha devam ser avaliadas por meio de um plebiscito. “Ninguém melhor do que o povo brasileiro debatendo o assunto.”

Marina Silva tira foto com eleitores após discursar para estudantes e pesquisadores na reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que ocorre em Natal. (Foto: Iberê Thenório)Em relação ao casamento gay, a senadora disse que considera o casamento “um sacramento”, e que aceitá-lo para os homossexuais iria contra suas convicções religiosas. Ela ressaltou, contudo, que é a favor de reconhecer alguns benefícios de pessoas casadas para gays que vivem juntos.

“Eu defendo os direitos civis da comunidade gay assim como eu tenho direito. Eu tenho direito de ter um plano de saúde com o meu companheiro. Na herança, às vezes as pessoas se dedicam a vida toda para conseguir um patrimônio e quando morre o companheiro lá vai a família tomando tudo. Isso é injusto”, declarou.
Colômbia e Venezuela

A candidata pelo PV também criticou a posição do governo federal em relação ao desentendimento entre a Colômbia e a Venezuela. “O Brasil, como um dos países que tem uma liderança inquestionável, não pode ter uma atitude de amenizar as coisas, de achar que o conflito é de pequena monta. Vamos tratá-lo com a seriedade que ele se coloca para aqueles que estão vivendo o problema.”

Em seu discurso, Marina elogiou diversas vezes o governo Lula, mas disse que é preciso “olhar para a falta”, se referindo ao que ainda precisa ser feito. “Existem aqueles que, em nome dos acertos, se tornam complacentes com os erros e com os problemas, e aí fazem aquele discurso ‘olha como fizemos, fizemos, fizemos...’”.

A senadora voltou a afirmar que chamará membros de outros partidos para seu governo caso seja eleita. “O meu partido é muito pequeno. Eu quero governar com os melhores do PT, do PMDB, do PSDB.”

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