sexta-feira, 16 de outubro de 2026

A LUTA SINDICAL, A CONSCIÊNCIA POLÍTICA E O DIREITO DE DEBATER

 Caros internautas, sejam todos muito bem-vindos a este canal mais uma vez!

Hoje, quero falar sobre um assunto muito sério, que tem um significado especial para mim: a luta sindical, a defesa dos direitos sociais e a responsabilidade que temos diante do futuro dos trabalhadores e da democracia brasileira.

Sou professor desde 2002 e, ao longo dessa trajetória, acompanhei de perto as dificuldades enfrentadas pelos servidores públicos do nosso município. Lembro-me muito bem de um tempo em que ainda não tínhamos um sindicato organizado para defender os interesses da nossa categoria.

Naquela época, os gestores públicos, muitas vezes, agiam como bem entendiam. Servidores que contrariavam seus interesses ou não se submetiam às suas vontades podiam sofrer perseguições, transferências abusivas, assédio e até demissões arbitrárias, inclusive em situações envolvendo servidores concursados.

Faltava aos trabalhadores um instrumento coletivo de defesa. Muitos tinham medo de se posicionar, de questionar decisões administrativas e até mesmo de participar de reuniões. Em determinadas situações, servidores eram chamados à atenção pelos gestores e chegavam a sofrer ameaças por sua participação em movimentos de organização da categoria.

Foi nesse contexto que surgiu o sindicato. E, com ele, começou uma nova etapa na história dos servidores públicos de Pentecoste.

O sindicato passou a cumprir seu verdadeiro papel: defender os trabalhadores, reivindicar direitos, questionar arbitrariedades e enfrentar medidas que contrariassem os interesses da categoria. Quando necessário, também passou a se posicionar contra decisões de gestores públicos e projetos de poder que colocassem os direitos dos servidores em segundo plano.

Naturalmente, essa postura não agradou a todos.

O sindicato começou a ser visto por alguns como um problema. Os trabalhadores que se filiavam à entidade, participavam das assembleias ou assumiam responsabilidades na direção sindical passaram a enfrentar resistências e, em determinadas situações, perseguições.

Mas a história demonstrou que a organização coletiva era necessária.

A caminhada não foi fácil. As mudanças aconteceram lentamente, mas de maneira progressiva. Vieram as lutas, os enfrentamentos, as dificuldades e, também, as conquistas. Aos poucos, as arbitrariedades foram perdendo espaço, mais servidores começaram a se filiar, a participar das discussões e a compreender que não precisavam enfrentar seus problemas sozinhos.

O medo foi dando lugar à consciência de que um trabalhador isolado é mais vulnerável, mas uma categoria organizada tem muito mais força para lutar por seus direitos.

Hoje, temos orgulho de olhar para essa trajetória e reconhecer o que foi construído. O SINDSEP, Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Pentecoste, reúne quase 600 filiados. Esse número representa muito mais do que uma quantidade de pessoas: representa confiança, organização, resistência e uma história construída por homens e mulheres que compreenderam a importância da luta coletiva.

E é justamente por conhecer essa história que me preocupo com o momento que estamos vivendo.

O sindicato não pode se afastar de sua missão

Precisamos compreender que os sindicatos não surgiram por acaso. Historicamente, nasceram da necessidade de os trabalhadores se organizarem para conquistar melhores salários, condições dignas de trabalho, proteção social, respeito e participação na sociedade.

A luta sindical nunca esteve limitada à discussão de salários ou de questões administrativas. Ela também envolve cidadania, democracia, políticas públicas, previdência social, educação, saúde e a defesa dos direitos fundamentais dos trabalhadores.

Por isso, a política faz parte da vida sindical.

Não estou falando de transformar o sindicato em propriedade de um partido ou de obrigar seus filiados a votar em determinado candidato. Estou falando de compreender que as decisões políticas influenciam diretamente a vida dos trabalhadores.

As reformas trabalhistas e previdenciárias, as regras de aposentadoria, a política de valorização salarial, os investimentos em educação e saúde e a proteção dos direitos sociais são exemplos claros de como as decisões tomadas pelos governantes e pelos representantes eleitos afetam a nossa categoria.

Historicamente, o movimento sindical brasileiro tem mantido uma relação importante com as forças políticas progressistas, especialmente aquelas que defendem a inclusão social, a ampliação de direitos e a valorização do trabalho.

Isso não significa que todo candidato progressista esteja sempre certo ou que não deva ser criticado. Significa que precisamos analisar os projetos políticos, suas propostas e suas consequências para a sociedade, sobretudo para aqueles que vivem do próprio trabalho.

O compromisso do sindicato deve ser, antes de tudo, com os trabalhadores, seus direitos e sua dignidade.

O avanço da extrema direita e o risco do retrocesso social

Nos últimos anos, temos acompanhado o crescimento da extrema direita e a disseminação de discursos que questionam a importância das políticas públicas e da atuação do Estado na redução das desigualdades sociais.

Em linhas gerais, setores dessa corrente política defendem a redução da intervenção estatal na economia, a ampliação do espaço da iniciativa privada e mudanças nas políticas de proteção social. Existem diferenças entre os grupos e os candidatos, por isso cada proposta precisa ser examinada com responsabilidade.

O problema começa quando o discurso de liberdade econômica é utilizado para justificar a retirada de direitos, enfraquecer a proteção dos trabalhadores ou tratar as políticas sociais como se fossem obstáculos ao desenvolvimento do país.

Mais preocupante ainda é perceber trabalhadores assalariados defendendo propostas que podem prejudicar seus próprios direitos, sem avaliar suficientemente as consequências dessas escolhas.

É legítimo que cada cidadão tenha suas convicções políticas. A democracia garante a liberdade de escolha, e ninguém deve ser perseguido ou discriminado por causa do candidato em quem vota.

Entretanto, liberdade política também exige consciência, informação e responsabilidade. Não podemos abrir mão da capacidade de analisar criticamente os projetos apresentados por aqueles que desejam governar o país.

Precisamos perguntar: quais são as propostas para os trabalhadores? O que pensam sobre aposentadoria, salários, direitos trabalhistas, serviços públicos e políticas de inclusão social? Que consequências suas decisões podem trazer para as famílias brasileiras?

Essas perguntas não podem ser consideradas inconvenientes. Pelo contrário, são indispensáveis em uma sociedade democrática.

O silêncio dentro do sindicato é motivo de preocupação

É nesse ponto que chego a uma das minhas maiores preocupações.

O nosso sindicato reúne quase 600 filiados, trabalhadores que possuem histórias, opiniões e posicionamentos políticos diferentes. Entretanto, muitos deles compartilham uma realidade comum: dependem do trabalho e precisam de direitos, salários dignos, proteção social e serviços públicos de qualidade.

Por isso, considero preocupante qualquer situação em que o debate político dentro da entidade seja limitado para atender aos interesses de um pequeno grupo.

Não se trata de exigir unanimidade, impor uma ideologia ou impedir que alguém defenda o candidato de sua preferência. Trata-se de garantir que todos tenham o direito de falar, argumentar, questionar e apresentar suas ideias.

Se alguém defende determinado candidato, deve ter liberdade para explicar suas razões. Da mesma forma, quem discorda precisa ter liberdade para apresentar argumentos contrários.

O que não podemos aceitar é que o receio de desagradar a determinados grupos ou candidatos se transforme em motivo para evitar discussões importantes.

Um sindicato não pode ter medo de debater política, porque as decisões políticas também determinam o futuro dos trabalhadores.

Se existem divergências entre os filiados, que elas sejam discutidas com respeito. Se existem dúvidas sobre as propostas de um candidato, que sejam esclarecidas. Se há discordâncias sobre o posicionamento da direção sindical, que sejam apresentadas e debatidas democraticamente.

O que não podemos fazer é confundir unidade com silêncio.

A unidade sindical não exige que todos pensem da mesma maneira. Exige que todos compreendam a importância de defender os interesses coletivos, respeitando as diferenças e as regras democráticas.

Quem conhece a história não pode ignorar os riscos do retrocesso

Não faz tanto tempo que os direitos dos trabalhadores foram colocados em discussão por meio de reformas que provocaram intensos debates na sociedade brasileira.

A reforma trabalhista e a reforma da Previdência, por exemplo, alteraram regras importantes para milhões de brasileiros. Seus defensores apresentaram argumentos relacionados à economia, ao emprego e à sustentabilidade fiscal. Seus críticos apontaram perdas de proteção, dificuldades para os trabalhadores e consequências sociais que precisavam ser consideradas.

Independentemente da avaliação que cada pessoa faça dessas medidas, uma coisa é inegável: as decisões políticas podem mudar profundamente a vida de quem trabalha.

Também conhecemos as dificuldades enfrentadas pelos servidores públicos quando não há valorização profissional, quando os direitos previstos em lei deixam de ser respeitados ou quando as reivindicações da categoria são tratadas com indiferença.

É por isso que precisamos acompanhar atentamente os discursos e as propostas dos candidatos, principalmente daqueles que pretendem conquistar cargos no Executivo e no Legislativo.

Hoje, os grupos de direita e extrema direita possuem presença expressiva no Congresso Nacional. Isso lhes confere capacidade de influenciar votações, aprovar mudanças legislativas e definir os rumos de importantes políticas públicas.

Diante desse cenário, precisamos ter clareza sobre o que está em jogo.

Não basta avaliar um candidato por sua popularidade, por seus discursos nas redes sociais ou por sua capacidade de mobilizar seguidores. É necessário conhecer suas propostas, seu histórico político, seus votos e as medidas que pretende apoiar.

Promessas eleitorais precisam ser confrontadas com ações concretas.

E isso vale para todos os candidatos, independentemente do partido ou da corrente ideológica a que pertençam.

O debate democrático é uma necessidade, não uma ameaça

Estamos vivendo um período em que a discussão política se torna ainda mais importante. As eleições despertam paixões, revelam diferenças e colocam em confronto diferentes projetos para o Brasil.

É natural que existam opiniões divergentes. O que não é natural, nem saudável para a democracia, é que as pessoas tenham medo de expressá-las.

Se alguém não concorda com determinado posicionamento político, tem todo o direito de apresentar argumentos contrários. Mas tentar impedir que o outro fale, simplesmente porque suas ideias incomodam, representa uma postura incompatível com o espírito democrático que devemos cultivar.

Ninguém é obrigado a concordar comigo. Da mesma forma, não aceito que o direito de discutir, questionar e defender ideias seja tratado como um problema.

A democracia não se fortalece quando todos repetem a mesma opinião. Ela se fortalece quando as diferenças podem ser expressas com liberdade, responsabilidade e respeito.

Por isso, defendo que o sindicato seja um espaço de debate aberto, no qual os trabalhadores possam discutir os projetos políticos que afetam suas vidas, sem intimidação, constrangimento ou imposição de silêncio.

A entidade não deve servir aos interesses eleitorais de uma pessoa, de um grupo ou de um candidato. Deve estar a serviço da categoria.

E quem ocupa uma função sindical precisa compreender que representar os trabalhadores significa, também, respeitar a pluralidade de opiniões e garantir espaço para a participação democrática.

Uma reflexão necessária para o presente e para o futuro

Faço essa reflexão porque conheço parte da história da luta sindical em nosso município. Sei das dificuldades que enfrentamos para construir uma entidade respeitada, capaz de defender os servidores e de enfrentar práticas que, durante muito tempo, alimentaram o medo e a submissão.

Não podemos esquecer de onde viemos.

Não podemos esquecer os trabalhadores que tiveram coragem de se organizar quando participar de uma reunião sindical era motivo de preocupação.

Não podemos esquecer aqueles que enfrentaram dificuldades para que hoje tivéssemos mais liberdade, mais organização e melhores condições de reivindicar nossos direitos.

E, sobretudo, não podemos permitir que a entidade construída com tanto esforço se afaste de sua missão fundamental.

Minha preocupação não é com a existência de opiniões diferentes. Isso faz parte da democracia. Minha preocupação é com a possibilidade de que interesses eleitorais, pressões políticas ou receios de determinados grupos impeçam o sindicato de cumprir seu papel de formação, conscientização e defesa dos trabalhadores.

Se não tivermos coragem de discutir os problemas de hoje, poderemos enfrentar dificuldades ainda maiores amanhã.

Por isso, precisamos conversar, estudar, analisar propostas e refletir sobre as consequências das nossas escolhas. Precisamos compreender que o voto é um direito individual, mas as decisões tomadas pelos eleitos afetam toda a sociedade.

Não devemos votar apenas por simpatia, amizade, influência de terceiros ou identificação com um discurso. Precisamos avaliar o que cada candidato representa e o que suas propostas significam para a nossa vida, para a nossa família e para o futuro dos trabalhadores brasileiros.

A consciência política é uma das ferramentas mais importantes de quem luta por direitos.

Finalizo reafirmando minha convicção de que o sindicato deve permanecer fiel à sua história: independente, combativo, democrático e comprometido com os interesses dos servidores públicos.

Um sindicato forte não é aquele em que todos concordam com tudo. É aquele em que os trabalhadores têm liberdade para participar, questionar, discordar e construir coletivamente os caminhos da luta.

Não podemos trocar a liberdade de debate pelo silêncio, nem a defesa dos direitos pela conveniência eleitoral.

A história nos ensinou que o silêncio imposto nunca foi um bom aliado dos trabalhadores. Foi justamente a coragem de falar, denunciar injustiças e lutar coletivamente que permitiu a conquista de muitos dos direitos que temos hoje.

Por isso, continuarei defendendo o direito de debater, a liberdade de expressão, a democracia e a valorização dos trabalhadores.

Porque os direitos não se preservam sozinhos. Eles precisam ser conhecidos, defendidos e, quando necessário, reconquistados.

Quem conhece a história da luta sindical sabe que não podemos ter medo de discutir o presente, porque é no presente que começamos a construir o futuro.

Um grande abraço a todos. E que possamos seguir na luta, sempre com consciência, coragem, responsabilidade e compromisso com a democracia e com os direitos dos trabalhadores.

Professor Valdeni Cruz

16 DE OUTUBRO DE 2026: UM DIA HISTÓRICO PARA OS TRABALHADORES BRASILEIROS!

Hoje, o Brasil registra um momento importante na história dos direitos sociais e trabalhistas. Em sessão solene do Congresso Nacional, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de diversas autoridades políticas, foram promulgadas duas emendas à Constituição Federal que representam avanços para milhões de trabalhadores.


✊ O FIM DA ESCALA 6X1

A Emenda Constitucional nº 141/2026, originada da PEC 221/2019, estabelece o fim da escala de seis dias de trabalho para um de descanso, garantindo dois dias de repouso semanal remunerado. A jornada máxima será reduzida gradualmente de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial.

Essa mudança representa mais tempo para a família, para o lazer, para o descanso e para a convivência social. Afinal, o trabalhador merece não apenas trabalhar para viver, mas também ter tempo para viver com dignidade.

RECONHECIMENTO AOS AGENTES DE SAÚDE E DE ENDEMIAS

Também foi promulgada a Emenda Constitucional nº 140/2026, decorrente da PEC 14/2021, que estabelece regras diferenciadas para a aposentadoria dos agentes comunitários de saúde e dos agentes de combate às endemias, reconhecendo a importância desses profissionais, que dedicam suas vidas à prevenção de doenças, à vigilância em saúde e ao cuidado com a população.

São categorias fundamentais para o funcionamento do SUS e para a proteção da saúde das nossas comunidades.

📢 UMA DATA PARA ENTRAR NA HISTÓRIA!

A promulgação dessas duas emendas representa o reconhecimento de reivindicações históricas dos trabalhadores brasileiros. São conquistas que reforçam a importância da mobilização social, da participação cidadã e da luta coletiva por direitos.

Hoje, celebramos avanços que alcançam tanto os trabalhadores de modo geral quanto categorias que há muito tempo reivindicam reconhecimento e valorização.

Direito ao descanso, dignidade na aposentadoria e valorização de quem trabalha: o Brasil avança quando os direitos dos trabalhadores avançam!

16 de outubro de 2026 — uma data que ficará marcada na história do Brasil.

Professor Valdeni Cruz

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

OS SINDICATOS NO PAÍS INTEIRO TÊM LADO - ELEIÇÕES 2026

Estamos a poucos dias das eleições no país. Temos acompanhado as campanhas políticas ao longo dos últimos meses e, certamente, muitos já escolheram em quem votar, enquanto outros ainda estão avaliando suas opções.

Historicamente, os sindicatos e os sindicalistas de verdade têm lado: o lado dos trabalhadores.

O lado das políticas públicas de educação, saúde, inclusão social e moradia. O lado da distribuição de renda, dos melhores salários e de melhores condições de trabalho.

É muito importante ter clareza disso neste momento.

Precisamos analisar a história, os fatos e os acontecimentos para não cairmos em armadilhas. É necessário ter discernimento e observar quais candidatos defendem as pautas que também são nossas.

Para nós, trabalhadores, essas pautas são fundamentais. Mas também precisamos levar em consideração as questões econômicas: a inflação, o emprego, os salários, o desenvolvimento e as condições gerais do país.

O Brasil não é um país das maravilhas. Temos muitos problemas e muita coisa ainda precisa melhorar. Mas também não podemos ignorar os avanços e os dados concretos. Os indicadores mais recentes do IBGE apontam uma taxa de desemprego de 5,3% no trimestre encerrado em julho de 2026, enquanto o IPCA acumulado em 12 meses até agosto ficou em 4,22%.

Ainda há muito a fazer. E melhorar o que precisa ser melhorado faz parte da continuidade da construção de um país mais justo. O que não podemos é retroceder.

Por isso, caro eleitor, use a sua consciência. Vote com a razão, com discernimento e conhecendo a história.

Não precisamos procurar uma pessoa perfeita, porque ela não existe. Precisamos analisar propostas, compromissos, trajetória e, principalmente, quem demonstra compromisso com a democracia, com os trabalhadores e com o bem-estar da população.

No dia 4 de outubro, façamos valer o nosso direito ao voto.

Votemos pela democracia.
Votemos pelo bem-estar de todos.
Votemos pelos nossos jovens.
Votemos pela educação para todos.
Votemos pela inclusão social.
Votemos pela valorização dos trabalhadores.
Votemos pela defesa do nosso país e da nossa soberania.
Votemos, principalmente, por aqueles que mais precisam.

VOTEMOS PELO BRASIL DE TODOS!

Professor Valdeni Cruz

terça-feira, 29 de setembro de 2026

PLANO DE CARGOS E CARREIRA DOS TÉCNICOS ADMINISTRATIVOS DE PENTECOSTE, LEI 538/2003


Sobre o Plano de Cargos e Carreira dos Técnicos Administrativos de Pentecoste, a Lei nº 538/2023 garante aos servidores técnicos administrativos o direito à progressão na carreira.

O texto da lei estabelece que esses servidores poderiam se beneficiar da progressão por merecimento a cada 18 meses, com base em uma avaliação de desempenho que deveria ser realizada anualmente, de forma sistemática.

Por outro lado, os servidores que não fossem beneficiados com a progressão por merecimento, no período de cinco anos, fariam jus à progressão por antiguidade.

Então, nós, aqui em Pentecoste, lutamos bastante para que essas progressões acontecessem, pelo menos pela antiguidade, já que nunca houve uma avaliação de desempenho para esses servidores por meio de uma avaliação sistemática.

A luta do sindicato foi intensa e, em 2019, o prefeito da época atualizou três referências pela antiguidade.

Se o servidor fez o concurso em 2003, por exemplo, foram contabilizadas as referências de 2008, 2013 e 2018, contemplando, portanto, três referências.

A luta agora é para que sejam implementadas as referências seguintes.

No caso de quem ingressou em 2003, esse servidor teria direito a uma nova referência pela antiguidade em 2023.

Já quem fez o concurso em 2014 está entre os mais prejudicados, pois não recebe nenhuma referência. Perdendo, portanto, 2 referências.

COMO FUNCIONAM AS REFERÊNCIAS

Essas referências, de acordo com o texto que nós temos em mãos da lei, têm um acréscimo de 3% de uma referência para outra em determinados cargos.

Dos cargos que vão da referência 1 até a referência 12, o acréscimo é de 3%. Vejam abaixo:


Já da referência 13 em diante, essas referências seriam de 4%.

Porém, em 2019, foram dadas de maneira generalizada em 3%, sem levar em consideração, naquele momento, as referências de 4%.

Mas precisamos fazer este ponto: a própria lei estabelece que, a partir da referência 13, o percentual seria de 4%.

Na época, o salário era de R$ 200,00.

Então, se o servidor iniciava a carreira com R$ 200,00 e passasse de uma referência para outra, tendo direito a 3%, ele iria para aproximadamente R$ 206,00.

Se tivesse mais uma referência, com mais 3%, iria para aproximadamente R$ 212,00.

Se tivesse mais uma referência, seriam mais 3%, chegando a aproximadamente R$ 218,00, e assim sucessivamente.

É a lei que diz isso.

Porém, partindo da referência 13 em diante, o percentual seria de 4%.

O QUE ESTÁ SENDO REIVINDICADO?

Precisamos deixar claro que, em 2019, foram concedidas as referências de maneira generalizada em 3%, sem levar em consideração as referências de 4% a partir da referência 13.

Mas a nossa luta, neste exato momento, é para que sejam pagas pelo menos as progressões pela antiguidade, observando-se também a questão dos 3% prevista na legislação.

Esta é a lei que existe.

É a lei que foi aprovada, assinada pelos vereadores no dia 20 de janeiro de 2003 e, posteriormente, sancionada pelo prefeito da época, que ainda era o senhor Antônio Carneiro

Portanto, a lei que está em vigor é esta.

Não há que se questionar uma lei que foi aprovada pelos vereadores e sancionada pelo prefeito.

O que se espera é simplesmente que a lei seja cumprida.

Não se pode ficar criando histórias, tentando deturpar a legislação ou procrastinar o cumprimento de um direito que está assegurado aos servidores.

Os servidores estão penando.

Como já dissemos, aqueles que recebem salário mínimo perdem, por ano, entre R$ 1.500 e R$ 2.000, em razão da não implementação adequada das progressões.

Esta é a razão dos fatos.

É preciso olhar para a realidade dos servidores, para aquilo que está escrito na legislação e para aquilo que efetivamente está sendo cumprido.

Tentar deturpar essa questão é outra coisa que cada pessoa precisa levar em consideração.

O que estamos defendendo é simples: se existe uma lei aprovada, sancionada e em vigor, o que se espera é o seu cumprimento.

Não estamos pedindo favor.

Estamos cobrando o cumprimento de um direito.

Professor Valdeni Cruz - Diretor do SINDSEP PENTECOSTE

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

ASSEMBLEIA GERAL DO SINDSEP-PENTECOSTE - ENCAMINHA COMUNICADO A PREFEITURA MUNICPAL COBRANDO IMPLEMETANÇÃO DO PLANO DE CARGOS E CARREIRA

O SINDSEP PENTECOSTE realizou no dia 19, Assembleia geral para tratar de Direitos dos Servidores Municipais de Pentecoste. Dentro da pauta discutida estava a implementação da Carreira dos Servidores. Também estava na pauta o processo que trata dos atrasados das 20h. Depois das discussões sobre o assunto, foi deliberado pelos presentes que encaminhassem ao Prefeito ofício com a intenção de que o mesmo implemente a Carreira dos Técnicos-administrativos, como determinou o Tribunal de Justiça e que apresente uma proposta de pagamento dos valores devidos aos servidores das 20h, em vez de recorrer a justiça para não implementar a Carreira ou atrasar esse pagamento. 


VEJA ABAIXO O MODELO DO OFÍCIO ENTREGUE NESTA TERÇA-FEIRA, 22 DE SETEMBRO


Pentecoste, Ceará, 21 de setembro de 2026

“A justiça atrasada não é justiça; senão injustiça qualificada e manifesta.”
Rui Barbosa


Ofício Nº - ____/2026

Exmo. Sr. Prefeito do Município de Pentecoste

Vicente de Paulo Sousa e Silva

Pentecoste – Ceará



ASSUNTO: Comunicado sobre as aprovações, por unanimidade pela categoria, na assembleia de 19/09/2026:

a) Sobre a imediata implementação da carreira, por antiguidade, para todos os servidores da carreira Técnicos-administrativos, conforme decisão do Tribunal de Justiça do Ceará, no processo nº 3000078 17 2024 06 0144 – evitando-se abuso de direito de defesa

b) Município apresentar proposta com deságio e parcelamentos, no processo das 20 horas, que está cobrando valores retroativos do salário mínimo, processo nº 0000905 75 2007 06 0144, em trâmite no fórum de Pentecoste.


Sindicato dos Servidores Públicos Municipais da Administração Direta e Indireta, da Câmara de Vereadores, das Fundações e ou Administração Direta da Prefeitura do Município de Pentecoste no Estado do Ceará – Sindsep-Pentecoste – representante legal dos servidores públicos municipais de Pentecoste, por força do artigo 8º, inciso III, da Constituição Federal, como representante legal da categoria, vem comunicar, expor e requerer:





Professor Vadeni Cruz

OPORTUNIDADE DE CAPACITAÇÃO PARA MERENDEIRAS E MANIPULADORES DE ALIMENTOS


O município de Pentecoste, em parceria com o PNAE, está divulgando uma importante plataforma de capacitação voltada, inicialmente, para as merendeiras e profissionais que trabalham diretamente com a alimentação escolar.

A iniciativa, porém, não se limita aos profissionais da rede de ensino. A plataforma também está aberta a todas as pessoas que tenham interesse em aprender mais sobre manipulação de alimentos, possibilitando a realização de cursos com carga horária de 40 horas ou mais.

🍽️ São oportunidades de formação que podem contribuir para o aperfeiçoamento profissional, para a melhoria da qualidade e da segurança na manipulação dos alimentos e também para quem deseja adquirir novos conhecimentos nessa área.

📚 É uma iniciativa de interesse público e uma oportunidade importante de capacitação.

Se você tem interesse, acompanhe as informações que serão divulgadas aqui. Vou apresentar os detalhes sobre a plataforma, os cursos disponíveis, a forma de acesso e todas as orientações necessárias para quem deseja participar. Entre no Site abaixo para se inteirar da proposta. 


Sit: II Encontro Anual de Capacitação de Manipuladores de Alimentos · Pentecoste - CE






Compartilhe esta informação. Pode ser uma oportunidade importante para você, para um familiar ou para alguém que está buscando qualificação profissional.

Professor Valdeni Cruz

Convocação para Reunião de Prestação de Contas do PNAE – Exercício 2025

Como todos sabem, nós, enquanto sindicato, fazemos parte de vários conselhos do município de Pentecoste, entre eles o Conselho Municipal de Educação, o Conselho de Alimentação Escolar — CAE, o Conselho do Fundeb, entre outros.



Neste momento, estou fazendo parte do Conselho de Alimentação Escolar (CAE), juntamente com outros cinco servidores filiados ao sindicato, sendo que dois deles representam diretamente o sindicato, por indicação e nomeação da entidade.

No dia 22 de setembro, fomos convidados para uma reunião com o objetivo de tratar da prestação de contas referente ao ano de 2025.

Durante a análise, porém, surgiram algumas pendências e dúvidas que precisam ser esclarecidas, principalmente em relação ao processo de licitação para aquisição dos alimentos destinados à merenda escolar.

Por isso, entendemos que é necessário realizar uma nova reunião, com a participação dos responsáveis pelo processo de licitação e pelas compras, para que possamos compreender melhor como todo o procedimento acontece: como é feita a licitação, como ocorre a aquisição dos alimentos, quais são os valores envolvidos e todos os demais aspectos necessários para que possamos analisar a prestação de contas com segurança e responsabilidade.

Portanto, na próxima semana deveremos concluir essa análise e emitir nosso parecer sobre a prestação de contas da alimentação escolar do município de Pentecoste.

Pedimos que todos aguardem. Estamos sempre dispostos a colaborar, mas queremos fazer isso da maneira mais coerente, responsável e transparente possível.

Os conselhos existem justamente para cumprir esse papel: acompanhar, fiscalizar, analisar e contribuir para a melhoria dos serviços públicos. E, no caso do Conselho de Alimentação Escolar, estamos falando de um serviço de altíssima relevância para a educação de Pentecoste, porque a alimentação escolar está diretamente ligada à saúde, ao bem-estar e ao desenvolvimento das nossas crianças e dos nossos jovens.

Estamos falando dos estudantes da Pré-escola, da Proinfância, do ensino fundamental e também da Educação de Jovens e Adultos — EJA.

Por isso, o nosso compromisso é analisar tudo com responsabilidade, buscando compreender cada etapa do processo antes de emitir qualquer posicionamento.

Portanto, aguardem. Na próxima semana voltaremos a nos manifestar de maneira mais aprofundada sobre essa questão, após os devidos esclarecimentos e a conclusão da análise.

Nosso compromisso é sempre com a responsabilidade, a transparência e a defesa de uma educação pública de qualidade para Pentecoste.


Professor Valdeni Cruz - Diretor do SINDSEP PENTECOSTE - CE

A LUTA SINDICAL, A CONSCIÊNCIA POLÍTICA E O DIREITO DE DEBATER

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