domingo, 30 de setembro de 2012

LITURGIA DESTE DOMINGO


Domingo, 30 de Setembro de 2012

Primeira leitura (Números 11,25-29)

26º Domingo Comum

Leitura do Livro dos Números:
Naqueles dias, 25o Senhor desceu na nuvem e falou a Moisés. Retirou um pouco do espírito que Moisés possuía e deu aos setenta anciãos. Assim que repousou sobre eles o espírito, puseram-se a profetizar, mas não continuaram.
26Dois homens, porém, tinham ficado no acampamento. Um chamava-se Eldad e o outro Medad. O espírito pousou igualmente sobre os dois, que estavam na lista mas não tinham ido à Tenda, e eles profetizavam no acampamento.
27Um jovem correu a avisar Moisés que Eldad e Medad estavam profetizando no acampamento.
28Josué, filho de Num, ajudante de Moisés desde a juventude, disse: “Moisés, meu Senhor, manda que eles se calem!”
29Moisés respondeu: “Tens ciúmes de mim? Quem dera que todo o povo do Senhor fosse profeta e que o Senhor lhe concedesse o seu espírito!”
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
Salmo (Salmos 18)
— A lei do Senhor Deus é perfeita,/ alegria ao coração.
— A lei do Senhor Deus é perfeita,/ alegria ao coração.
— A lei do Senhor Deus é perfeita,/ conforto para a alma!/ O testemunho do Senhor é fiel,/ sabedoria dos humildes.
— É puro o temor do Senhor,/ imutável para sempre./ Os julgamentos do Senhor são corretos/ e justos igualmente.
— E vosso servo, instruído por eles,/ se empenha em guardá-los./ Mas quem pode perceber suas faltas?/ Perdoai as que não vejo!
— E preservai o vosso servo do orgulho:/ não domine sobre mim!/ E assim, puro, eu serei preservado/ dos delitos mais perversos.
Segunda leitura (Tiago 5,1-6)
Leitura da Carta de São Tiago:
1E agora, ricos, chorai e gemei, por causa das desgraças que estão para cair sobre vós.
2Vossa riqueza está apodrecendo, e vossas roupas estão carcomidas pelas traças. 3Vosso ouro e vossa prata estão enferrujados, e a ferrugem deles vai servir de testemunho contra vós e devorar vossas carnes, como fogo! Amontoastes tesouros nos últimos dias.
4Vede: o salário dos trabalhadores que ceifaram os vossos campos, que vós deixastes de pagar, está gritando, e o clamor dos trabalhadores chegou aos ouvidos do Senhor todo-poderoso. 5Vós vivestes luxuosamente na terra, entregues à boa vida, cevando os vossos corações para o dia da matança. 6Condenastes o justo e o assassinastes; ele não resiste a vós.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
Evangelho (Marcos 9,38-43.45.47-48)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 38João disse a Jesus: “Mestre, vimos um homem expulsar demônios em teu nome. Mas nós o proibimos, porque ele não nos segue”.
39Jesus disse: “Não o proibais, pois ninguém faz milagres em meu nome para depois falar mal de mim. 40Quem não é contra nós é a nosso favor.
41Em verdade eu vos digo: quem vos der a beber um copo de água, porque sois de Cristo, não ficará sem receber a sua recompensa.
42E, se alguém escandalizar um destes pequeninos que creem, melhor seria que fosse jogado no mar com uma pedra de moinho amarrada ao pescoço.
43Se tua mão te leva a pecar, corta-a! É melhor entrar na Vida sem uma das mãos, do que, tendo as duas, ir para o inferno, para o fogo que nunca se apaga.
45Se teu pé te leva a pecar, corta-o! É melhor entrar na Vida sem um dos pés, do que, tendo os dois, ser jogado no inferno.
47Se teu olho te leva a pecar, arranca-o! É melhor entrar no Reino de Deus com um olho só, do que, tendo os dois, ser jogado no inferno, 48‘onde o verme deles não morre, e o fogo não se apaga’”.
- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

sábado, 29 de setembro de 2012

Hebe Camargo morre em São Paulo


Morreu neste sábado (29), em São Paulo, a apresentadora Hebe Camargo. Ela lutava contra o câncer.
A loira mais famosa da história da televisão brasileira não era loira. Paulista de Taubaté, Hebe Maria Camargo era até chamada de a moreninha que canta.
Começou no rádio e, numa entrevista ao SPTV, contou que só não participou da primeira transmissão de televisão no Brasil, na TV Tupi, dia 18 de setembro de 1950, porque preferiu ir namorar. “Menti que eu estava muito gripada, e na realidade eu estava apaixonada por um homem maravilhoso”, diz.Hebe lembrou que estava escalada para cantar o hino da televisão, feito sob encomenda para a inauguração. “A Lolita Rodrigues que substituiu cantando o hino, que eu até hoje dou graças a Deus porque o hino é horrível”.

Quatro décadas se passaram até que cara a cara com as amigas Lolita Rodrigues e Nair Belo, no programa do Jô, ela ouvisse o tal hino.
Nos anos 50, diante das câmeras outro talento foi revelado. "A apresentadora veio por causa da cantora e de repente a apresentadora sufocou a cantora", conta Hebe.
Nos anos 60, seu programa de entrevistas domingo à noite na TV Record, era uma referência. Por ali passou muita gente boa. Nessas entrevistas consagrou uma expressão. “Quando eu gosto muito vira gracinha, porque eu gosto muito, aí você é uma gracinha, tenho vontade, ah, engraçado, agora eu percebi que eu falo assim: gracinha”.
Tinha outra marca registrada: a risada. Participou de programas humorísticos. Com uma vistosa peruca, foi a Cleópatra do Júlio César Ronald Golias.
Hebe passou também pela TV Bandeirantes, ficou 25 anos no SBT e em 2011 foi para a RedeTV!. Outras loiras, como Xuxa, se renderam ao seu carisma.
Com versatilidade e bom humor esteve diante das câmeras por 60 anos. E mais de meio século depois de iniciar a carreira na TV fez reaparecer a Hebe cantora. Voltou aos estúdios, gravou um CD.
Em 2009 soltou a voz no palco do Teatro Municipal de São Paulo para homenagear os 50 anos de carreira do ídolo, Roberto Carlos.
O ano seguinte começou com um desafio: a luta contra um câncer no abdômen, que ela enfrentou com coragem e bom humor. Recebeu a solidariedade de todos, até do rei Roberto Carlos e como numa canção de Roberto, o público talvez tenha a certeza de que Hebe Camargo não acaba nunca. 

  

Relator prepara penas duras para Dirceu e Delúbio

Relator prepara penas duras para Dirceu e Delúbio
Ed Ferreira/AE

O relator do processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, vai impor penas mais duras a três figuras centrais do escândalo: o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, considerado o "mentor" do esquema de pagamento de parlamentares no governo Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, considerado o "organizador", e o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, chamado de "operador" do mensalão.

Outros réus terão tratamento mais brando. Segundo dois ministros do tribunal ouvidos em conversas reservadas pelo Estado, o presidente do PTB, Roberto Jefferson, por exemplo, poderá ter pena mais leve por ter prestado depoimentos que contribuíram para o Ministério Público embasar as acusações.

Ainda segundo os ministros ouvidos pela reportagem, o ex-presidente do PT José Genoino, apesar de ter assinado os empréstimos bancários considerados fraudulentos e que serviram para financiar o esquema e tentar ocultar a origem pública do dinheiro, poderá ter tratamento mais brando caso venha a ser condenado. Ministros argumentam que Genoino não agia como presidente de fato do PT, função que seria ocupada na verdade por Dirceu.
A atuação desses réus apontados como os corruptores do esquema do mensalão será analisada a partir de segunda-feira, 1, na semana que precede as eleições municipais de 7 de outubro, pelo plenário do Supremo.

O voto de Barbosa com a condenação de réus por lavagem de dinheiro em etapa anterior do julgamento mostrou como ele deve calcular as penas. Na ocasião, a dosimetria foi divulgada por engano por sua assessoria. Ao calcular a pena de Marcos Valério, Barbosa considerou que o empresário dirigiu "a atividade dos réus integrantes do chamado núcleo publicitário" e recordou que ele prestou "inestimável apoio empresarial" à estrutura do esquema. Por isso, estabeleceu a pena em 12 anos e 7 meses de reclusão.
Debate. A definição das penas, conforme ministros da Corte, deve gerar debates tão intensos quanto as discussões do julgamento do mérito. A dosimetria pode definir se um réu cumprirá a pena em regime fechado ou em liberdade. Pelo Código Penal, quem for condenado a mais de oito anos começa a cumprir a pena em regime fechado, os que receberem penas entre quatro e oito anos podem ser enquadrados em semiaberto e quem ficar abaixo de quatro anos pode cumprir a punição em regime aberto ou até conseguir convertê-la em pena alternativa. Não contarão para este cálculo penas aplicadas que já estiverem prescritas.

A fixação das penas é a última etapa do julgamento. Depois que todos os réus forem condenados, o relator julgará qual a pena mais adequada para cada réu, levando em conta os antecedentes dos crimes, o volume de dinheiro envolvido, o motivo do crime e a reprovabilidade da conduta. Antes de iniciarem esta definição, os ministros deverão discutir se aqueles que votaram pela absolvição participarão ou não deste cálculo das penas.

No entendimento de alguns ministros, quem absolveu deve votar, sim, na dosimetria, aplicando a pena mais baixa. Outros, no entanto, entendem que isso não seria possível por não ser racional "absolver fixando pena".

O ministro Luiz Fux, que tem seguido a maioria das condenações de Barbosa, é um dos que já defenderam publicamente a exclusão de quem votou pela absolvição do cálculo das penas.

A POLÍTICA VISTA EM OUTRA DIMENSÃO


Professor Valdeni Cruz

Caros leitores, Bom dia!


Comícios e reuniões de Luiza Perdigão
Estamos a pouco mais de oito dias das eleições. As campanhas dos candidatos se intensificam nestes últimos dias. A preocupação dos candidatos, dos apoiadores, dos eleitores diretamente ligados à campanha aumenta.  Os discursos se afinam tentando convencer o eleitor e ganhar os votos puder.
Nesta reta final a grande maioria já decidiu em quem vai votar. Para estes que estão decididos somente uma decepção muito grande em relação ao seu candidato escolhido o faria mudar de opinião. Por outro lado, ainda temos milhares de pessoas indecisas. Estes, por sua vez, aguardam tirar suas conclusões nos últimos momentos. Para eles não faz muita diferença entre este ou aquele candidato. Não se envolve, não defende nem o A nem o B. votam porque, segundo eles, tem que cumprir com a obrigação. Mas há também aqueles que esperam até o ultimo momento para ver se consegue o tão esperando milagre de receber um pouco mais pelo voto. Estes são os que mais prejudicam a qualidade da eleição. Os candidatos fazem seu trabalho. Conversam aqui, ali; dá um abraço em um, um aperto de mão em outro e acha que já fez sua parte por meio de conversas individuais e coletivas. Mas, mesmo que os eleitores tenham entendido tudo, fica na espreita para abocanhar o candidato lá no cantinho da parede para ver se consegue dar o golpe final.

Comício de Dra. Ivoneide
O grande prejuízo nosso está mesmo é na maldita compra de votos. Estive numa determinada comunidade, que por sinal não faz parte deste município e escutei coisas que como formador de opinião e como cidadão deixa a gente meio triste. Os candidatos a prefeito daquela Cidade vão a determinadas casas e chegam a dar de 400 reais pra família em troca dos votos dos pobres eleitores.  “Estes, pobres de tudo”. Desprovidos dos bens materiais e, claro, desprovidos do bem mais precioso que é a razão e o poder de decidir em seu próprio favor. Quem vende o voto não tem capacidade de decidir pelo melhor. O pior é que temos que pagar o preço por causa deste tipo de eleitor. A falta de uso da razão é grande parte de nossas mazelas, como já diziam os filósofos iluministas.

Comício de Zé Filho
A verdade é que muitos homens pagam o preço por não terem conhecimentos suficientes para decidir pelo certo, tendo certeza da razão dos fatos. E, não tendo a capacidade de pensar, reagir, criticar, torna-se presa fácil diante das palavras persuasivas daqueles que, sabendo dos pontos fracos dos mesmos, acerta de cheio usando as velhas práticas infames para que por meio de barganhas seja eleitos. Desse modo, mais uma vez os sonhos do povo vão sendo adiados.

É maravilhoso ver este povo todo correndo para cima e para baixo com suas bandeiras nas mãos, gritando e defendendo seu candidato, afirmando ser ele o melhor. Mas é nisso que está o erro. Este tipo de movimentação deveria ser feito sempre que as coisas não tivessem dando certo. Este movimento político seria muito mais válido e poderoso se depois que os candidatos fossem eleitos ou não, tivessem certeza de que seriam cobrados pelo que prometeram.

O exercício da cidadania não se resume ao período eleitoral. Isso se faz dia-a-dia, constantemente. Se estas 3 , 4, 5 mil pessoas que lotam os comícios também tivessem a mesma disposição para ir as ruas quando o candidato que for eleito tivesse se desviando das características próprias de governo do povo, para  cobrar uma postura coerente, dificilmente teríamos os desmandos que temos. Mas, o que acontece todo mundo já sabe. O povo fica na miséria, vendo seu dinheiro sendo desviado e age passivamente sem tomar atitude alguma. Do que adianta se digladiar durante as campanhas e não fazer depois?   

O nosso inimigo não é outro que defende um candidato diferente do nosso, mas nossa verdadeira  luta deveria ser bastante acirrada contra a corrupção, contra o autoritarismo e a arrogância daqueles que assumem o poder.

Povo de Pentecoste e de todos Brasil, usemos nossa capacidade de ser/fazer a diferença. Saiamos do campo da insanidade e entremos no campo do bom senso, da maturidade adquirida ao longo da vida e através do conhecimento. Não sejamos marionetes que só tem movimentos porque é manipulado por alguém. Sejamos capazes de dizer alguma coisa. Falo de dizer coisas que causem efeito positivo. Não estou falando das bobagens que se escrevem nas redes sociais. Falo de algo mais profundo, que dê sentido as nossas crenças. Escrevam sobre seus anseios, seus sonhos, suas esperanças. Diga pros quatro ventos o que você pensa. Não fique nas redes sociais fazendo comentários inúteis numa disputa que em nada contribui para qualificar o seu candidato. Pior mesmo é para quem escreve, pois demonstra claramente quão vazia é sua mente e falta de conhecimento. É bem verdade que nem todos desenvolveu ainda a capacidade de usar sua inteligência, mas faça um esforço que você verá quanta coisa boa vai sair de sua mente. Permita-se ir além das frases de ofensas, de defesa, de acusação... Não se limite a isso. Você mesmo sabe que pode mais.

Espero que depois do período eleitoral, não sejamos os passivos da historia, mas que sejamos mais do que nunca, ativos e que possamos decidir os rumos de nossa sociedade. Afinal de contas, todos vão continuar por aqui e queremos, com certeza, o melhor. Do contrario, tudo o que estamos fazendo agora é apenas ilusão e fogo de palha e algazarra que não irá alterar em nada as nossas vidas e nossas realidades.

Meus caros amigos leitores, vamos mudar. Não falo mudar simplesmente de gestor. Estou falando das mudanças nas atitudes, na postura. Vamos fazer este nosso lindo município atingir o grau de excelência, de visão de progresso. Que a partir do dia 7 de outubro estejamos preparados para construir nossa historia em novo paradigma de política. 

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Confira a regras que tornarão candidatos inelegíveis, a partir das eleições municipais de outubro 2012:




1 — Os que forem condenados, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão judicial colegiado (tribunais), desde a condenação até o transcurso do prazo de oito anos após o cumprimento da pena, pelos seguintes crimes: contra a vida e a dignidade sexual: praticados por organização criminosa, quadrilha ou bando; contra a economia popular, a fé pública, a administração pública e o patrimônio público; contra o patrimônio privado, o sistema financeiro, o mercado de capitais e os previstos na lei que regula a falência; contra o meio ambiente e a saúde pública; eleitorais, para os quais a lei comine pena privativa de liberdade; de abuso de autoridade, nos casos em que houver condenação à perda do cargo ou à inabilitação para o exercício de função pública; de lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores; de tráfico de entorpecentes e drogas afins, racismo, tortura, terrorismo e hediondos; de redução à condição análoga à de escravo.
2 — Os governadores e prefeitos que perderem seus cargos eletivos por infringência a dispositivo da Constituição estadual, da Lei Orgânica do Distrito Federal ou da Lei Orgânica do Município, para as eleições que se realizarem durante o período remanescente, e nos anos subsequentes ao término do mandato para o qual tenham sido eleitos.
3 — Os que tenham contra sua pessoa representação julgada procedente pela Justiça Eleitoral, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão colegiado, em processo de apuração de abuso do poder econômico ou político, para a eleição na qual concorrem ou tenham sido diplomados, bem como para as que se realizarem nos oito anos seguintes.
4 — Os que forem declarados indignos do oficialato, ou com ele incompatíveis, pelo prazo de oito anos.
5 — Os que tiverem suas contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por irregularidade insanável que configure ato doloso de improbidade administrativa, e por decisão irrecorrível do órgão competente, salvo se esta houver sido suspensa ou anulada pelo Poder Judiciário, para as eleições que se realizarem nos oito anos seguintes.
6 — Os detentores de cargo na administração pública direta, indireta ou fundacional, que beneficiarem a si ou a terceiros, pelo abuso do poder econômico ou político, que forem condenados em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão judicial colegiado, para a eleição na qual concorrem ou tenham sido diplomados, bem como para as que se realizarem nos oito anos seguintes.
7 — Os que forem condenados, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão colegiado da Justiça Eleitoral, por corrupção eleitoral, por captação ilícita de sufrágio, por doação, captação ou gastos ilícitos de recursos de campanha ou por conduta vedada aos agentes públicos em campanhas eleitorais que impliquem cassação do registro ou do diploma, pelo prazo de oito anos a contar da eleição.
8 — O presidente da República, o governador, o prefeito, os membros do Congresso Nacional, das Assembleias Legislativas, da Câmara Legislativa, das Câmaras Municipais, que renunciarem a seus mandatos desde o oferecimento de representação ou petição capaz de autorizar a abertura de processo por infringência a dispositivo da Constituição Federal, da Constituição Estadual, da Lei Orgânica do Distrito Federal ou da Lei Orgânica do Município, para as eleições que se realizarem durante o período remanescente do mandato para o qual foram eleitos e nos oito anos subsequentes ao término da legislatura.
9 — Os que forem condenados à suspensão dos direitos políticos, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão judicial colegiado, por ato doloso de improbidade administrativa que importe lesão ao patrimônio público e enriquecimento ilícito, desde a condenação ou o trânsito em julgado até o transcurso do prazo de oito anos após o cumprimento da pena.
10 — Os que forem excluídos do exercício da profissão, por decisão sancionatória do órgão profissional competente, em decorrência de infração ético-profissional, pelo prazo de oito anos, salvo se o ato houver sido anulado ou suspenso pelo Poder Judiciário.
11 — Os que forem condenados, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão judicial colegiado, em razão de terem desfeito ou simulado desfazer vínculo conjugal ou de união estável para evitar caracterização de inelegibilidade, pelo prazo de oito anos após a decisão que reconhecer a fraude.
12 — Os que forem demitidos do serviço público em decorrência de processo administrativo ou judicial, pelo prazo de oito anos, contado da decisão, salvo se o ato houver sido suspenso ou anulado pelo Poder Judiciário.
13 — A pessoa física e os dirigentes de pessoas jurídicas responsáveis por doações eleitorais tidas por ilegais por decisão transitada em julgado ou proferida por órgão colegiado da Justiça Eleitoral, pelo prazo de oito anos após a decisão.
14 — Os magistrados e os membros do Ministério Público que forem aposentados compulsoriamente por decisão sancionatória, que tenham perdido o cargo por sentença ou que tenham pedido exoneração ou aposentadoria voluntária na pendência de processo administrativo disciplinar, pelo prazo de oito anos. 

Fonte: Jornal do Brasil

Impeachment de Collor faz vinte anos


Portal EBC
Hoje completam 20 anos do impeachment do ex-presidente Fernando Collor
Impeachment do presidente mais jovem do Brasil completa 20 anos (Foto: Ubirajara Dettimar/Agência Brasil)
Brasília - Há vinte anos, era admitido o processo de impeachment do então Presidente da República, Fernando Collor de Mello.  Primeiro presidente eleito pelo voto direto após a ditadura militar, foi também o mais jovem político a ocupar a chefia do executivo no Brasil.
Candidato do pequeno PRN - Partido da Reconstrução Nacional, Collor foi eleito no segundo turno com 42,75% dos votos ante os 37,86% do seu oponente na época, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Durante a campanha, Collor se autodenominava “caçador de marajás”, em referência aos altos salários de um grupo de servidores públicos, e prometia combater a inflação e a corrupção. O candidato se dizia ainda o “defensor dos descamisados”.
Para enfrentar os problemas econômicos da época, Collor adotou uma série de medidas. Uma delas foi o bloqueio do dinheiro da população em conta-corrente e poupança, entre outras coisas. Também fez privatizações e uma reforma administrativa com a extinção de órgãos e empresas estatais, além de congelar preços e pré-fixar salários.
Confira o vídeo onde a Ministra da Economia, Zélia Cardoso de Melo, anuncia o confisco da poupança em março de 1990 :

A queda de Collor começou após denúncias de corrupção no governo feitas pelo irmão Pedro Collor e que envolviam também o tesoureiro de campanha Paulo César Farias, abrindo espaço para o afastamento do então Presidente da República pela Câmara dos Deputados. Eram denúncias de tráfico de influência, loteamento de cargos públicos e recebimento de propina que teria beneficiado integrantes do governo, no chamado “esquema PC”. 
O Congresso Nacional se viu, então, obrigado a instalar Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso. Foram ouvidos a sua secretária Ana Accioly e seu ex-motorista  Francisco Eriberto que falaram de um esquema, que teria sido operacionalizado, em parte, por contas “fantasmas” para a transferência de recursos. Gastos da "Casa da Dinda", residência oficial durante o governo Collor, pagos por PC Farais estavam entre as acusações.
Durante  os trabalhos da CPI no Congresso Nacional, a população foi às ruas e estudantes pintaram o rosto em protesto no movimento que ficou conhecido como os “caras-pintadas” . As frases mais utilizadas eram "Fora Collor" e  "Impeachment Já". Em uma última manobra, Collor tentou que a votação fosse secreta, mas em uma sessão aberta os deputados optaram pela abertura do processo de impeachment pela primeira vez na história do Brasil. Sem saída, Fernando Collor renunciou com o processo em andamento. Teve os direitos políticos cassados por oito anos.
De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, o processo de impeachment foi admitido no dia 29 de setembro de 1992. Por determinação legal, houve a  suspensão imediata do exercício das funções do acusado. No dia 2 de outubro, o vice Itamar Franco assumiu interinamente a presidência da República.
Em 1994, Supremo Tribunal Federal absolveu Collor da acusação de corrupção passiva por suposto envolvimento com o esquema PC Farias.

Setor público tem superávit primário de R$2,997 bi em agosto--BC



BRASÍLIA, 28 Set (Reuters) - O setor público brasileiro registrou superávit primário de 2,997 bilhões de reais em agosto, informou o Banco Central nesta sexta-feira. O resultado ficou abaixo do esperado pelo mercado, de 5,5 bilhões de reais, segundo pesquisa Reuters.
Em 12 meses até o mês passado, a economia feita para pagamento de juros foi equivalente a 2,46 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), o menor valor registrado no ano. O número mostra que os resultados estão se afastando da meta oficial do setor público, de 139,8 bilhões de reais, equivalente a cerca de 3,1 por cento do PIB.
Entre janeiro e agosto, o resultado primário está acumulado em 74,225 bilhões de reais.
No resultado do mês passado, os governos regionais (Estados e municípios) contribuíram com primário de 1,483 bilhão de reais, enquanto que as empresas estatais tiveram resultado positivo de 341 milhões de reais.
O BC informou ainda que o déficit nominal --diferença entre receitas e despesas, incluindo pagamento de juros-- ficou em 16,121 bilhões de reais no mês passado, e em 73,355 bilhões de reais entre janeiro e agosto. A dívida pública representou 35,1 por cento do PIB.
A apropriação de juros no mês passado somou 19,118 bilhões de reais, chegando a 147,580 bilhões de reais no acumulado do ano.
EXPECTATIVA
O governo mantém a expectativa de cumprimento da meta cheia do primário mesmo diante da desaceleração nas receitas e nas seguidas desonerações tributárias para estimular a atividade econômica, conforme disse o secretário do Tesouro, Arno Augustin, na quinta-feira.
Dentro do governo, no entanto, já se trabalha com a possibilidade de o primário não ser cumprido sem descontar os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Dessa forma, sobraria mais recursos para serem aplicados em investimento, buscando garantir maior ritmo para o crescimento da economia.
O BC, ao divulga o Relatório Trimestral de Inflação na véspera, revisou a projeção do déficit nominal de 1,4 para 1,9 por cento do PIB, ao mesmo tempo em que aumentou a projeção da relação dívida líquida sobre PIB para 35,2 por cento neste ano.
(Por Luciana Otoni, Tiago Pariz e Alonso Soto)

PENTECOSTE É NOTÍCIA: ENTRE DESAFIOS E EXPECTATIVAS DE NOVOS TEMPOS

A segunda-feira, 22 de junho, foi marcada por acontecimentos que colocaram o município de Pentecoste no centro das atenções. Entre notícias ...