sábado, 26 de abril de 2014

CÂMARA DE VEREADORES DE PENTECOSTE

Professor Valdeni Cruz


Na quinta-feira lá Câmara olhei para onde estavam sentados os vereadores. E pude observar que em suas cabines eles não tem nada para se pautarem, tirar dúvidas, analisar...Nada. Perguntei a alguns deles se eles não tinham a Constituição federal, Lei Orgânica do município, etc. Eles olharam pra mim e disseram: sei não. Nenhum deles me parecia ter o edital do concurso, já que a sessão iria tratar do assunto. É muito descaso. Poderiam ter pelo menos pra disfarçar, já que talvez não entendam nada que possa estar escrito. Claro, aqui estou sendo irônico, pois sei que tem pessoas que tem formação elevada para entender qualquer coisa. Mas isso é um observação de um cidadão que entende que ali é uma casa onde se votam as leis. Portanto, me vem ao entendimento de que se deveria ter um guia destas Leis que é a Constituição Federal, ou não? Estaria eu dizendo asneiras? Pois é, estas são coisas que este doido vê por ai e fica quase não querendo entender que não haja nenhuma preocupação com os cargos a que foram chamados a ocupar. Sinto muito, mas me dá certa pena.

PROGRAMA A VOZ DO SINDSEP – PENTECOSTE

Professor Valdeni Cruz

Não perca logo mais ao meio dia, o PROGRAMA A VOZ DO SINDSEP. Hoje tratará do concurso público. Tentaremos de esclarecer alguns pontos que tem levantado dúvidas das pessoas. Falaremos do que foi dito na quinta-feira pela representante da CONSUMPAN na sessão da câmara.
Falaremos sobre a posição do sindicato quanto ao edital e o concurso em si.
Não perca!
Trataremos também da questão dos valores salariais pago atualmente e dos valores oferecidos no concurso.
Total de vagas.
De quem são as responsabilidades do concurso, quanto ao edital e oferecimento de vagas e salários e tramites legal de realização do concurso.
Das pessoas que vão fazer o concurso para auxiliares de serviço que terão que trabalhar 40/h e receberá o salário mínimo. Os que recebem o salário mínimo hoje por 20 horas devem-se ao erro cometido no concurso de 2003 e que ganharam a causa na justiça.
Também comentaremos sobre a posição do sindicato quanto a aposentadoria dos professores.
Portanto, se quer saber como o sindicato tem se posicionado a respeito da realização deste concurso, ouça o programa.
Peça às pessoas que também escutem o programa para tirarem suas dúvidas.
Participe do programa pelo telefone 91935480.

O programa começa ao meio dia pela Rádio Difusora Vale do Curu, AM 1560

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Maioria dos brasileiros acha que a vida melhorou, mas foi por esforço próprio

Por Ana Flávia Oliveira , iG São Paulo 

Pesquisa aponta que a vida está melhor neste ano para 67% dos entrevistados, mas só 2% relaciona a evolução ao governo. Para 31% deles, Deus e a Fé são os responsáveis pela melhora

A maioria dos brasileiros acredita que a vida melhorou no último ano, mas atribui essa condição ao próprio esforço e a Deus, segundo revelou a pesquisa "A Relação dos Brasileiros com os Serviços Públicos", realizada e divulgada pelo Instituto Data Popular nesta quinta-feira (24).
Wanderley Preite Sobrinho/iG
Pesquisa avaliou a qualidade de serviços como educação, saúde, transporte público e segurança
Segundo o levantamento, que ouviu 3 mil pessoas, 67% dos brasileiros acreditam que a vida melhorou desde o último ano. Dos que acharam que a vida melhorou, 52% dos entrevistados avaliam que a melhora foi resultado do próprio esforço. Outros 31% colocam Deus e a Fé como responsáveis pela melhora, enquanto 13% citam a família. O governo é responsável pela melhoria das condições de vida para apenas 2% dos entrevistados, de acordo com o levantamento. A sorte (1%) e o patrão (1%) também são citados pelos entrevistados.
O levantamento mostrou também que, apesar de não considerar o governo responsável pela melhora de vida, os brasileiros querem um governo presente no dia a dia. Segundo o levantamento, 66% dos entrevistados acreditam que quanto mais benefícios o governo prover, mais qualidade de vida terão os cidadãos. Ainda de acordo com a pesquisa, 61% da população acha que o governo deve atuar com força na economia para evitar abusos das empresas.
A pesquisa também indicou que mesmo considerando a carga tributária muito alta, os brasileiros são favoráveis a oferta de serviços custeados pelo Estado. Para 91% dos entrevistados, o governo deveria custear plenamente a saúde e educação (básica e creches) e 84% acreditam que os remédios deveriam ser pagos pelo Estado. Segundo 72% dos entrevistados, o Estado deveria custear o ensino superior e 56% deles acreditam que o transporte público deve ser responsabilidade do Estado, e 54% acham que a internet deveria ser paga pelo governo.
Na avaliação geral com a comparação entre os serviços públicos e privados, o brasileiro deu nota 3,95 para os serviços públicos e 5,1 para os serviços privados. As notas vão de zero a 10.
Quando o assunto é educação, o brasileiro dá nota 4,56 para o serviço público e 6,9 para privado. Os entrevistados teriam que dar nota de zero a 10. Apenas 41% consideram a educação privada boa (31%) ou ótima (10%). No entanto, 82% dos entrevistados disseram que colocariam os filhos em escolas particulares, se tivessem oportunidade.
Em relação à saúde, os brasileiros deram 3,73 para o serviço público e 4,9 para o privado. Segundo o levantamento, 29% aprovam a saúde pública como a avaliação boa (23%) ou ótima (6%) e 53% consideram o serviço público ruim ou péssimo.
O brasileiro deu nota 3,64 para a segurança e 52% consideram que o serviço é ruim ou péssimo. A maior parte (77%) considera que a violência aumentou muito na cidade onde mora. A pesquisa foi realizada em 63 municípios do País, em todas as regiões.
O estudo mostrou ainda que o brasileiro não está satisfeito com o transporte público. A nota de avaliação do serviço foi 3,87 e 45% dos brasileiros consideram o transporte público ruim ou péssimo. Apenas 35% consideram o serviço bom ou ótimo.
    Leia tudo sobre: pesquisa • datapopular • brasil • qualidade de vida
    Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2014-04-24/maioria-dos-brasileiros-acha-que-a-vida-melhorou-mas-foi-por-esforco-proprio.html

    segunda-feira, 21 de abril de 2014

    Papa reza o Regina Coeli enfatizando alegria do tempo pascal


    Francisco reuniu-se com os fiéis na Praça São Pedro para rezar esta oração que, no tempo pascal, substitui o Angelus
    Jéssica Marçal 
    Da Redação
    papa reza regina coeliNesta segunda-feira, 21, primeiro dia depois da celebração da Páscoa, Papa Francisco reuniu-se com os fiéis na Praça São Pedro para rezar o Regina Coeli, tradicional oração que, no tempo pascal, substitui o Angelus.
    Francisco lembrou que o sentimento que vem com os relatos evangélicos da Ressurreição é uma alegria que vem de dentro. Com a Liturgia, revive-se o estado de alma dos discípulos quando eles receberam a notícia de que Jesus havia ressuscitado.
    “Deixemos que esta experiência, impressa no Evangelho, imprima-se também nos nossos corações e transpareça na nossa vida. Deixemos que o estupor alegre do Domingo de Páscoa se irradie nos pensamentos, nos olhares, nas atitudes, nos gestos e nas palavras”.
    Esta luminosidade do tempo pascal não é uma maquiagem, lembrou o Papa, mas é algo que vem de dentro, de um coração imerso nesta alegria da ressurreição de Jesus.
    Ao longo desta semana, Francisco considerou oportuno pegar o Evangelho e ler as passagens que falam da ressurreição de Jesus, bem como pensar na alegria de Maria, uma alegria íntima e profunda que pôde atingir os discípulos. Passando pela experiência de morte e ressurreição de seu Filho, Maria, segundo o Papa, tornou-se fonte de paz, de consolação, de esperança e de misericórdia.
    “Todas as prerrogativas da nossa Mãe derivam daqui, da sua participação na Páscoa de Jesus (…) Da sexta-feira até o domingo, ela não perdeu a esperança (…) A ela, silenciosa testemunha da morte e da ressurreição de Jesus, peçamos para nos introduzir na alegria pascal”
    Fonte: Canção Nova Notícias

    sexta-feira, 18 de abril de 2014

    O dinheiro está por trás dos males da sociedade, diz Raniero SEXTA-FEIRA, 18 DE ABRIL DE 2014, 13H24


    Leia na íntegra a pregação de Frei Raniero Cantalamessa, nesta sexta-feira, 18, sobre a idolatria ao dinheiro e as consequências para a sociedade
    Da Redação, com Boletim da Santa Sé
    O dinheiro está por trás dos males da sociedade, diz Raniero
    Pregador do Papa faz um alerta sobre a valorização excessiva do dinheiro e a inversão de valores / Foto: Reprodução – Centro Televisivo Vaticano
    O pregador da Casa Pontifícia, Frei Raniero Cantalamessa, fez nesta sexta-feira, 18, em presença do Papa e dos fiéis reunidos na Basílica Vaticana,  a tradicional homilia da Celebração das Funções da Paixão de Cristo.
    A partir da figura do apóstolo Judas, Raniero denunciou a ganância e a corrupção presentes na administração pública. O Capuchinho falou sobre o acumulo de bens que nega ao próximo os seus direitos.
    Segue homilia de Frei Raniero Cantalamessa na íntegra:
    “Estava com eles também Judas, o traidor”
    Dentro da história divino-humana da paixão de Jesus existem muitas pequenas histórias de homens e de mulheres que entraram no raio da sua luz ou da sua sombra. A mais trágica delas é a de Judas Iscariotes. É um dos poucos fatos comprovados, com igual destaque, por todos os quatro Evangelhos e pelo resto do Novo Testamento. A primitiva comunidade cristã tem refletido muito sobre ele e nós faríamos mal se não fizéssemos o mesmo. Ela tem muito a nos dizer.
    Judas foi escolhido desde a primeira hora para ser um dos doze. Ao incluir o seu nome na lista dos apóstolos o evangelista Lucas escreve “Judas Iscariotes, que se tornou” (egeneto) o traídor” (Lc 6, 16). Portanto, Judas não tinha nascido traidor e não o era quando foi escolhido por Jesus; tornou-se! Estamos diante de um dos dramas mais obscuros da liberdade humana. Por que se tornou? Em anos não distantes, quando estava de moda a tese do Jesus “revolucionário”, tentou-se dar a seu gesto motivações ideais. Alguém viu no seu apelido “Iscariotes” uma deformação de “sicariota”, ou seja, pertencente ao grupo de zelotes extremistas que atuavam como “sicários” contra os romanos; outros pensaram que Judas estivesse desapontado com a maneira em que Jesus realizou a sua ideia do “reino de Deus” e que quisesse força-lo a agir no plano político contra os pagãos. É o Judas do famoso musical “Jesus Christ Superstar” e de outros espetáculos e novelas recentes. Um Judas muito semelhante a um outro célebre traidor do próprio benfeitor: Brutus, que matou Júlio César para salvar a República!
    São reconstruções que devem ser respeitadas quando contém alguma dignidade literária ou artística, mas não têm nenhuma base histórica. Os Evangelhos – as únicas fontes confiáveis ​​que temos sobre a personagem – falam de um motivo muito mais terra-terra: o dinheiro. Judas tinha a responsabilidade da bolsa comum do grupo; na ocasião da unção em Betânia havia protestado contra o desperdício do perfume precioso derramado por Maria aos pés de Jesus, não porque se preocupasse pelos pobres, assinala João, mas porque “era um ladrão e, como tinha a bolsa, tirava o que se colocava dentro”(Jo 12, 6). A sua proposta aos chefes dos sacerdotes é explícita: “Quanto estão dispostos a dar-me, se vo-lo entregar? E eles fixaram a soma de trinta moedas de prata” (Mt 26, 15).
    Mas por que maravilhar-se desta explicação e achar que ela é banal? Não foi quase sempre assim na história e não é ainda assim hoje em dia? Mamona, o dinheiro, não é um dos muitos ídolos; é o ídolo por excelência; literalmente, “o ídolo de metal fundido” (cf. Ex 34, 17). E se entende o motivo. Quem é, objetivamente, se não subjetivamente (ou seja, nos fatos, não nas intenções), o verdadeiro inimigo, o rival de Deus, neste mundo? Satanás? Mas nenhum homem decide servir, sem motivo, a Satanás. Se o faz, é porque acredita que vai ter algum poder ou algum benefício temporal. Quem é, nos fatos, o outro patrão, o anti-Deus, Jesus no-lo diz claramente: “Ninguém pode servir a dois senhores: não podeis servir a Deus e a Mamona” (Mt 6, 24). O dinheiro é o “deus visível[16]“, em oposição ao verdadeiro Deus que é invisível.
    Mamona é o anti-Deus, porque cria um universo espiritual alternativo, muda o objeto das virtudes teologais. Fé, esperança e caridade não são mais colocados em Deus, mas no dinheiro. Ocorre uma sinistra inversão de todos os valores. “Tudo é possível ao que crê”, diz a Escritura (Mc 9, 23); mas o mundo diz: “Tudo é possível para quem tem dinheiro”. E, em certo sentido, todos os fatos parecem dar-lhe razão.
    “O apego ao dinheiro – diz a Escritura – é a raiz de todos os males” (1 Tm 6,10). Por trás de todo o mal da nossa sociedade está o dinheiro, ou pelo menos está também o dinheiro. Esse é o Moloch de bíblica memória, ao qual foram imolados jovens e crianças (cf. Jer 32, 35), ou o deus Azteca, ao qual era preciso oferecer diariamente um certo número de corações humanos. O que está por trás do tráfico de drogas que destrói tantas vidas humanas, a exploração da prostituição, o fenômeno das várias máfias, a corrupção política, a fabricação e comercialização de armas, e até mesmo – coisa horrível de se dizer – a venda de órgãos humanos removidos das crianças? E a crise financeira que o mundo atravessou e que este país ainda está atravessando, não é, em grande parte, devida à “deplorável ganância por dinheiro”, o auri sacra fames[17], de alguns poucos? Judas começou roubando um pouco de dinheiro da bolsa comum. Isso não diz nada para certos administradores do dinheiro público?
    Mas sem pensar nesses modos criminosos de ganhar dinheiro, por acaso, já não é escandaloso que alguns percebam salários e pensões cem vezes maiores do que daqueles que trabalham nas suas casas, e que já levantem a voz só com a ameaça de ter que renunciar a algo, em vista de uma maior justiça social?
    Nos anos 70 e 80, para explicar, na Itália, diante as imprevistas mudanças políticas, os jogos ocultos de poder, o terrorismo e os mistérios de todo tipo que atormentava a convivência civil, foi-se afirmando a ideia, quase mítica, da existência de um “grande Velho”: um personagem muito sagaz e poderoso que dos bastidores teria movido as fileiras de tudo, para finalidades somente conhecidas por ele. Este “grande Velho” existe realmente, não é um mito; chama-se Dinheiro!
    Como todos os ídolos, o dinheiro é “falso e mentiroso”: promete a segurança e, em vez disso, a tira; promete a liberdade e, em disso, a destrói. São Francisco de Assis descreve, com uma severidade incomum, o fim de uma pessoa que viveu somente para aumentar o seu “capital”. Aproxima-se a morte; chamam o sacerdote. Ele pergunta ao moribundo: “Queres o perdão de todos os teus pecados?”, e ele responde que sim. E o sacerdote: “Estás preparado para satisfazer os erros cometidos com os demais?”. E ele: “Não posso”. “Por que não podes?”. “Porque já deixei tudo nas mãos dos meus parentes e amigos”. E assim ele morre impenitente e, apenas morto, os parentes e amigos dizem entre si: “Maldita a sua alma! Podia ganhar mais e deixar-nos, e não o fez![18]“.
    Quantas vezes, nestes tempos, tivemos que refletir naquele grito dirigido por Jesus ao rico da parábola que tinha acumulado muitos bens e se sentia seguro pelo resto da vida: “Tolo, esta mesma noite a tua alma te será pedida; e o que tens acumulado, de quem será?” (Lc 12, 20). “Homens colocados em cargos de responsabilidade que não sabiam mais em qual banco ou paraíso fiscal acumular os proventos da sua corrupção encontraram-se no banco dos réus, ou na cela de uma prisão, justamente quando estavam pra dizer a si mesmos: “Agora goza, minha alma”. Para quem o fizeram? Valia a pena? Fizeram realmente o bem dos filhos e da família, ou do partido, se é isso que procuravam? Ou não acabaram destruindo a si mesmos e os demais? O deus dinheiro se encarrega de punir, ele mesmo, os seus adoradores.
    A traição de Judas continua na história e o traído é sempre ele, Jesus. Judas vendeu o chefe, os seus seguidores vendem o seu corpo, porque os pobres são membros de Cristo. “Tudo aquilo que fizestes a um só destes meus irmãos pequeninos, a mim o fizestes” (Mt 25, 40). Mas a traição de Judas não continua somente nos casos clamorosos aos quais me referi. Seria cômodo para nós pensar assim, mas não é assim. Ficou famosa a homilia que pronunciou numa Quinta-feira Santa o padre Primo Mazzolari sobre “Nosso irmão Judas”. “Deixem, dizia aos poucos paroquianos que tinha diante, que eu pense por um momento no Judas que tenho dentro de mim, no Judas que talvez vocês também tenham dentro”.
    É possível trair Jesus também por outros tipos de recompensa que não sejam as trinta moedas de prata. Trai a Cristo quem trai a própria esposa ou o próprio marido. Trai a Jesus o ministro de Deus infiel ao seu estado, ou que, em vez de apascentar o rebanho apascenta a si mesmo. Trai a Jesus quem trai a própria consciência. Posso traí-lo até mesmo eu, neste momento – e isso me faz tremer – se enquanto prego sobre Judas me preocupo pela aprovação do auditório mais do que de participar da imensa pena do Salvador. Judas tinha um atenuante que nós não temos. Ele não sabia quem era Jesus, considerava-o somente “um homem justo”; não sabia que era o Filho de Deus, nós sim. Como a cada ano, na iminência da Páscoa, quis reescutar a “Paixão segundo S. Mateus” de Bach. Há um detalhe que cada vez me faz estremecer. No anúncio da traição de Judas, ali, todos os apóstolos perguntam a Jesus: “Porventura sou eu, Senhor?” Herr, bin ich’s?”. Antes, porém, de fazer-nos ouvir a resposta de Cristo, anulando toda distância entre o evento e a sua comemoração, o compositor insere um coro que começa assim: “Sou eu, sou eu o traidor! Eu tenho que fazer penitência!”, “Ich bin’s, ich sollte büßen”. Como todos os coros daquela obra, esse expressa os sentimentos do povo que escuta; é um convite também a nós, de fazermos a nossa confissão de pecado.
    O Evangelho descreve o fim horrível de Judas: “Judas, que o havia traído, vendo que Jesus tinha sido condenado, se arrependeu, e devolveu as trinta moedas de prata aos chefes dos sacerdotes e aos anciãos, dizendo: pequei, entregando-vos sangue inocente. Mas eles disseram: O que nos importa? O problema é seu. E ele, jogando as moedas no templo, partiu e foi enforcar-se” ( Mt 27 , 3-5). Mas não julguemos apressadamente. Jesus nunca abandonou a Judas e ninguém sabe onde ele caiu quando se jogou da árvore com a corda no pescoço: se nas mãos de Satanás ou naquelas de Deus. Quem pode dizer o que aconteceu na sua alma naqueles últimos instantes? “Amigo”, foi a última palavra que Jesus lhe disse no horto e ele não podia tê-la esquecido, como não podia ter esquecido o seu olhar.
    É verdade que, falando ao Pai dos seus discípulos, Jesus tinha falado de Judas: “Nenhum deles se perdeu, exceto o filho da perdição” (Jo 17, 12), mas aqui, como em tantos outros casos, ele fala na perspectiva do tempo, não da eternidade. Mesmo a outra palavra terrível referida a Judas: “Seria melhor para esse homem nunca ter nascido” (Mc 14, 21 ) é explicada pela enormidade do fato, sem a necessidade de se pensar em um erro eterno. O destino eterno da criatura é um segredo inviolável de Deus. A Igreja nos garante que um homem ou uma mulher proclamados santos estão na bem-aventurança eterna; mas de ninguém a Igreja sabe com certeza que esteja no inferno.
    Dante Alighieri, que, na sua Divina Comédia, coloca Judas nas profundezas do inferno, fala da conversão, no último momento, de Manfred, filho de Federico II e rei da Sicília, que todos na sua época acreditavam que tinha sido condenado excomungado. Mortalmente ferido em batalha, ele confia ao poeta que, no último momento da vida, se arrependeu chorando àquele “que voluntariamente perdoa” e que do Purgatório envia para a terra esta mensagem que vale também para nós: “Terríveis foram os meus pecados, mas a bondade infinita com seus grandes braços sempre acolhe aquele que se arrepende”
    É a isso que deve levar-nos a história do nosso irmão Judas: a render-nos àquele que voluntariamente perdoa, a jogar-nos também nós, nos grandes braços do crucifixo. A coisa mais importante na história de Judas não é a sua traição, mas a resposta que Jesus dá a ela. Ele sabia bem o que estava amadurecendo no coração do seu discípulo; mas não o expôs, quis dar-lhe a chance até o último momento de voltar atrás, quase o protege. Sabe por que veio, mas não rejeita, no horto das oliveiras, o seu beijo gélido e até o chama de amigo (Mt 26, 50). Da mesma forma que procurou o rosto de Pedro depois de sua negação para dar-lhe o seu perdão, terá procurado também o de Judas em algum momento da sua via crucis! Quando da cruz reza: “Pais, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc 23 , 34), não exclui certamente deles a Judas.
    Então, o que faremos, portanto, nós? Quem seguiremos, Judas ou Pedro? Pedro teve remorso pelo que ele tinha feito, mas também Judas teve remorso, tanto que gritou: “Eu traí sangue inocente!”, e devolveu as trinta moedas de prata. Onde está, então, a diferença? Em apenas uma coisa: Pedro teve confiança na misericórdia de Cristo, Judas não! O maior pecado de Judas não foi ter traído Jesus, mas ter duvidado da sua misericórdia.
    Se nós o imitamos, quem mais quem menos, na traição, não o imitemos nesta sua falta de confiança no perdão. Existe um sacramento no qual é possível fazer uma experiência segura da misericórdia de Cristo: o sacramento da reconciliação. Como é belo este sacramento! É doce experimentar Jesus como mestre, como Senhor, mas ainda mais doce experimentá-lo como Redentor: como aquele que te tira para fora do abismo, como Pedro do mar, que te toca, como fez com o leproso, e te diz: “Eu quero, seja curado!” (Mt 8, 3).
    A confissão nos permite experimentar em nós o que a Igreja diz sobre o pecado de Adão no Exultet pascal: “Ó feliz culpa que mereceu tal Redentor!” Jesus sabe fazer de todas as culpas humanas, uma vez que nos tenhamos arrependido, “felizes culpas”, culpas que não são mais lembradas a não ser pela experiência da misericórdia e pela ternura divina da qual foram ocasião!
    Tenho um desejo para mim e para todos vós, Veneráveis Padres, irmãos e irmãs: que na manhã da Páscoa possamos acordar e sentir ressoar no nosso coração as palavras de um grande convertido do nosso tempo, o poeta e dramaturgo Paul Claudel:
    “Deus meu, ressuscitei e ainda estou com você!
    Dormia e estava deitado como um morto na noite.
    Deus disse: “Seja feita a luz” e eu despertei como se dá um grito!(…)
    Meu Pai, que me gerou antes da aurora,
    coloco-me na tua presença.
    O meu coração está livre e a minha boca está limpa, o corpo e o espírito estão de jejum.
    Sou absolvido de todos os meus pecados
    que confessei um por um.
    O anel das núpcias está no meu dedo e o meu rosto está limpo.
    Sou como um ser inocente na graça
    Que tu me concedestes”.
    Isso é o que nos pode fazer a Páscoa de Cristo.
    Fonte: http://noticias.cancaonova.com/o-dinheiro-esta-por-tras-dos-males-da-sociedade-diz-raniero/

    quinta-feira, 17 de abril de 2014

    QUINTA-FEIRA - SANTA Na Missa do Crisma, Papa fala da alegria sacerdotal



    Francisco destacou algumas características da alegria do sacerdote, enfatizando que a fonte dessa alegria é o Amor de Deus
    Jéssica Marçal
    Da Redação
    papa missa do crismaNesta Quinta-Feira Santa, 17, Papa Francisco celebrou, na Basílica Vaticana, a Missa do Crisma, concelebrando com cardeais, bispos e padres presentes em Roma. O Santo Padre concentrou sua homilia na alegria do sacerdote.
    Neste dia específico da Semana Santa, a Igreja faz memória da instituição do sacerdócio. Na homilia, Francisco explicou que Deus ungiu os sacerdotes com o óleo da alegria e esta unção os convida a receber e cuidar deste grande dom: a alegria sacerdotal; e elencou três características dela.
    A primeira é a unção, uma alegria que não torna o padre presunçoso, mas penetra no íntimo do coração dele. A segunda é o fato de ser incorruptível, pois é a integridade de um dom que ninguém pode tirar ou acrescentar nada. Por fim, é também missionária, colocada em íntima relação com o povo fiel de Deus. Trata-se de uma felicidade que flui somente quando o pastor está em meio ao seu rebanho, explicou o Santo Padre.
    Francisco também falou que a alegria do sacerdote tem como “irmã” a pobreza. O padre é uma pessoa que renunciou a muitas coisas, explicou o Papa, de forma que deve pedir sua alegria a Deus e a Seu povo fiel, não procurá-la sozinho. Ele lembrou que muitos, ao falar da identidade sacerdotal, não consideram que a identidade pressupõe pertença ativa e empenhada ao povo de Deus. “Se não sai de si mesmo, o óleo torna-se rançoso e a unção não pode ser fecunda. Sair de si requer um despojar-se, comportar a pobreza”.
    Outra “irmã” da alegria sacerdotal é, segundo Francisco, a fidelidade à Igreja. Da mesma forma, a obediência a ela também caminha junto com a alegria do padre. Não se trata somente de uma obediência à paróquia na qual atua, mas à união com Deus Pai, da qual deriva toda paternidade.
    Francisco também destacou a obediência à Igreja no serviço, o que requer disponibilidade e prontidão para servir a todos da melhor forma. “A disponibilidade do sacerdote faz da Igreja uma casa de portas abertas (…) Onde o povo de Deus tem uma necessidade, lá está o sacerdote que sabe escutar e sente um mandato amoroso de Cristo, que o envia para socorrer, com misericórdia, aquela necessidade ou apoiar os bons desejos com caridade criativa”.
    O Papa encerrou a homilia pedindo a Deus que ajude muitos jovens a descobrir o ardor do coração e a audácia de responder com prontidão ao Seu chamado. Ele também pediu que Deus conserve o brilho nos olhos dos recém-ordenados e confirme a alegria sacerdotal dos que já têm muitos anos de ministério.
    “Enfim, peço ao Senhor Jesus que brilhe a alegria dos sacerdotes idosos, sadios ou doentes. É a alegria da cruz, que emana da consciência de ter um tesouro incorruptível em um vaso de barro que vai se desfazendo (…) Sintam a alegria de passar a chama, a alegria de ver crescer os filhos dos filhos e de saudar, sorrindo e com mansidão, as promessas, naquela esperança que não desilude”.
    Fonte: Canção Nova Notícias

    quinta-feira, 10 de abril de 2014

    SÓ BASTA BALANÇAR A CUIA


    A FALTA DE CONSCIÊNCIA DE NOSSO POVO FAZ COM QUE OS DESMANDO NESTE PAÍS DÊ LUGAR AO DESRESPEITO E A IMORALIDADE.



    Sabemos que as obrigações de um Gestor não são poucas e em cidades pobres como as nossas os problemas são grandes. Moradias irregulares, falta de saneamento básico e falta de consciência e várias outras mazelas que se encontram dentro e fora de nossas cidades. Porém, quando os candidatos aos cargos eletivos procuram as pessoas que vivem em tudo quanto é lugar, se comovem da situação em que elas vivem, se comprometem e juram de pé junto que farão a diferença. O barulho em cima dos palanques é de ensurdecer qualquer um. Naquelas falas, todos se tornam os salvadores da pátria. Dizem ser os mais preparados e mais competentes para realizarem tais mudanças. Esta história se arrasta desde sempre. Nos últimos anos temos visto algumas mudanças em relação a consciência das pessoas, mas insignificante diante de tanta bandalheira e cretinice de nossos políticos. Agora já se vê as pessoas cobrando, falando aos blogs e mostrando a cara por meio de vídeos... Isso é louvável, mas ainda não é a mudança de verdade, consciente, pois aqueles que gritam pedindo que se resolvam os problemas são os mesmo que vendem seus votos por um pouco mais um nada e se esquecem de colocar o candidato na parede para que este se comprometa como o povo de verdade. Do contrário, pedem coisas pequenas para os candidatos, pois dizem que só tem valor nesta época. Como eles sabem que isso sempre acontece, já tem quase certeza que quando voltar aquele local e balançar a cuia, como já dizia uma antigo político aqui de nosso município, terão como resposta a votação esperada por pagar pelos votos. É esta a conclusão deste texto. Vamos penar ainda por muitos anos. Enquanto não houver mudança no comportamento da população manipulada, não teremos mudança política.

    Só acho.

    Professor Valdeni Cruz




    PENTECOSTE É NOTÍCIA: ENTRE DESAFIOS E EXPECTATIVAS DE NOVOS TEMPOS

    A segunda-feira, 22 de junho, foi marcada por acontecimentos que colocaram o município de Pentecoste no centro das atenções. Entre notícias ...