sexta-feira, 7 de outubro de 2011

EUA têm as melhores universidades do mundo; USP está em 178º


FOLHA.COM
A USP voltou a aparecer entre as 200 melhores universidades do mundo, segundo o ranking THE (Times Higher Education), criado há oito anos. A universidade brasileira está em 178º lugar e é a única instituição da América Latina presente na lista. No ano passado, a USP aparecia na posição número de 232.
A divulgação desse ranking de universidades, um dos mais respeitados no cenário internacional, ocorreu à 0h da quinta-feira de Londres (20h de quarta no Brasil) --leia a cobertura completa na edição desta quinta-feira da Folha.
 
A americana Harvard, que sempre liderou a lista, foi desbancada pelo Instituto Tecnológico da Califórnia, uma instituição com pouco mais de 2.100 alunos, 55% deles na pós-graduação.
Entre os destaques da THE, os Estados Unidos têm 75 universidades entre as 200 melhores; os norte-americanos são seguidos pelos britânicos, com 32 instituições na lista. Entre países emergentes, China e Coreia do Sul têm três universidades cada, a África do Sul tem uma. Índia e Rússia não aparecem.
A Unicamp não está entre as 200 mais bem colocadas, mas um aplicativo para iPhone do estudo permite identificar sua colocação: 286º. No ano passado, ela ocupava a 248ª colocação.
O ranking da THE é feito com a combinação de 13 critérios. São levados em conta a relação professor/aluno, percentual de doutores, internacionalização (número de professores e estudantes estrangeiros), pesquisa (desenvolvimento de produtos e conhecimento, publicação de trabalhos em revistas especializadas) e citação por outros autores. 


Evangelho de Lucas 1; 26-38

 Sexta-feira, 07 de outubro de 2011


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 26o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Naza­ré, 27a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da Virgem era Maria. 28O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!”
29Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. 30O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus.32Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”.
34Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?” 35O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. 36Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37porque para Deus nada é impossível”.
38Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Educação no Ceará: Governo e professores se reúnem novamente


O chefe do Gabinete do Governador, Ivo Gomes, e a secretária da Educação, Izolda Cela, se reuniram nesta terça-feira (4), no Palácio da Abolição, com o comando de greve dos professores durante cinco horas para definir um consenso em torno do fim da paralisação dos professores da rede pública estadual. Na reunião, Ivo Gomes reiterou a ata da última reunião da categoria com o governador Cid Gomes, ocorrida no dia 22 de setembro, e pediu que os professores do sindicato Apeoc que a greve fosse suspensa. “O Governo já fez vários gestos para que a paralisação terminasse. Passamos cinco anos para corrigir o calendário escolar e veio a greve. A nossa angústia é verdadeira. Educação é prioridade no nosso Governo”, destacou o secretário.

Entre os pontos destacados pelo secretário na ata anterior está o compromisso do Governo de construir uma tabela coletivamente dos vencimentos (comissão de oito pessoas paritária entre Governo do Estado e professores) utilizando 29,5% do orçamento do Estado destinado à educação – um dos maiores do País - , onde todos os profissionais do magistério tenham ganho salarial. “Não é em efeito automático ou linear, mas dentro do que for factível”, assinala a ata da reunião. O comando de greve pediu prazo para levar a proposta à assembleia da categoria na próxima sexta-feira (7), quando será votada a suspensão ou não da greve. Além desse ponto, a ata da reunião do último dia 22 destaca ainda a implementação do um terço da carga horária para extraclasse em 2012; realização de concurso público para professor em 2012 e o não encaminhamento de mensagem que trata de avaliação de desempenho sem que o tema seja debatido entre Governo e categoria.

IMG_1642Sobre a manifestação ocorrida na última quinta-feira (29), na Assembleia Legislativa, onde foram vistos gestos de violência, Ivo repudiou qualquer forma de excesso. “O Governo repudia a violência e não concordamos com o que aconteceu. Nunca tivemos nenhum confronto com movimentos sociais em quatro anos e dez meses de governo”, reiterou Ivo Gomes. Durante a reunião, Ivo Gomes e a secretária Izolda Cela reiteraram que o canal de diálogo entre Governo e professores sempre permaneceu aberto, tanto que já passam de dez o número de reuniões entre o Estado e a categoria. Participaram ainda da reunião os deputados estaduais Antonio Carlos (líder do Governo na Assembleia), Lula Morais e Professor Teodoro.

04.10.2011






Coordenadoria de Imprensa do Governo do Estado
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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Ata da reunião do comando de greve com o Secretário Ivo Gomes realizada no Palácio da Abolição na data de 06/10/2011.


ATA DA REUNIÃO DO COMANDO DE GREVE DOS PROFESSORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA ESTADUAL COM O CHEFE DE GABINETE DO GOVERNO, A SECRETÁRIA DA EDUCAÇÃO, DEPUTADO FEDERAL, ARTUR BRUNO, DEPUTADO ESTADUAL, LULA MORAIS, COMISSÃO DE DIREITO SINDICAL DA OAB, SINDICATO-APEOC, COMANDO DE GREVE.
Aos sexto dia do mês de outubro de dois mil e onze, na sala de reuniões do Palácio da Abolição, às dezesseis horas, teve início a reunião do Comando de Greve do Sindicato-APEOC com Chefe de Gabinete do Governador do Estado, Deputado Ivo Gomes, a Secretária da Educação do Estado, Izolda Cela, e Secretário Executivo da SEDUC, Idilvan Alencar e Cristina, Vice-Presidente da Comissão de Educação da Câmara Federal, Deputado Artur Bruno, Deputado Estadual, Lula Moraes, com Deputado Estadual, Rogério Pinheiro, o professor Raimundo de Brito, representando o Deputado Federal, Eudes Xavier, Presidente do Sindicato-APEOC, Anízio Melo, e representantes do Sindicato e da Base, Italo Hide, Nagibe, Arivalto Freitas, Pedro Henrique, Sérgio Bezerra, Joatan Freitas, Roberto Oliveira, George Bezerra. A OAB-Comissão de Direito Sindical foi representada pelo Dr. Ítalo Bezerra e o Técnico da APEOC André Carvalho.
O Deputado Ivo Gomes iniciou a reunião e, após saudar a todos, passou a palavra para o professor Anízio Melo, que falou da proposta do Sindicato-APEOC e do comando de greve que conforme a Lei 12.066/1993.
O Presidente do Sindicato-APEOC iniciou avaliando que a reunião ocorrida no dia anterior e mediada pelo Ministério Público e a OAB-CE na qual fora apresentada uma proposta pela Comissão de Fiscalização do FUNDEB trouxe um elemento novo, que deve ser avaliado pela categoria. Reiterando, porém, que a proposta defendida pelo Sindicato-APEOC é a apresentada no início da negociação e novamente entregue pelo presidente Anízio ao Secretário Ivo Gomes que traz a repercussão do piso na atual carreira.
O professor George Bezerra afirmou que o desejo da categoria é sair do impasse e que existem setores na categoria que, demonstrando o interesse em negociar, aceitam o compromisso de implantar o piso do MEC na atual carreira num período de 3 anos, ou intercalado, o que representa um acréscimo de aproximadamente 60%..
A Professora Luana falou sobre a sua situação dos professores mestres que estão sem perspectiva de crescimento e que a proposta do Governo não contempla tais profissionais. E que o desejo dos professores é um piso digno com sua repercussão na carreira. Acrescentando que é difícil defender na assembléia a suspensão da greve sem ter algo concreto.
O professor Ítalo Hide lembrou as principais reivindicações da categoria que são: a aplicação do piso na Lei nº 12.066/1993. Como VPNI integral, regência de 10% no vencimento base; não divisão da carreira em nível médio e graduado, interstício de 5%.
O Secretário Ivo Gomes reconheceu que a primeira proposta apresentada e depois retirada não contemplava a valorização dos profissionais mestres e doutores, e que isto foi erro do governo, ressaltando, porém, que o compromisso do Governo é atender, no que for possível, esse ponto de valorização dos professores em início de carreira e os mestres e doutores. Afirmou que o Governo garante que todos os níveis da carreira serão beneficiados. Comprometeu-se, ainda, que os professores do Ceará sairão da greve em condições melhores que os professores de todos os outros estados que fizeram greves. Os compromissos assumidos serão cumpridos até o final do governo, ou seja, 2014, os quais serão estudo de tabela escalonado em três (03) anos, bem como aplicação do 1/3 do planejamento escalonado. O Secretário Ivo garantiu que todos os níveis da carreira do magistério terão ganhos.
Afirmou, ainda, a Secretária Izolda, que está em discussão uma maneira de fazer a vinculação no plano atual seja em uma ou duas tabelas com um tipo de repercussão na carreira. Ressaltando que não poderá se comprometer com valores.
O Deputado Artur Bruno afirmou que talvez fosse interessante ouvido os presentes e na medida do possível formular propostas palpáveis para informar a categoria. Ressaltou, ainda que esta reunião avançou os ganhos já afirmados por Ivo Gomes como o reajuste para toda a categoria. Repercussão financeira escalonada, dos moldes concordados pelo Secretário Ivo como proposta para três anos, até o final do Governo Cid Gomes.
O professor Pedro Henrique (macarrão) informou que a categoria quer algo de concreto e um compromisso.
Após, o Secretário Ivo Gomes e a Secretária Izolda Cela informarão que receberá a categoria para negociar na próxima segunda-feira, caso seja suspensa a greve, conforme acordado em reunião junto ao Ministério Público.
O Professor Arivalto afirmou que na última reunião ouve uma tentativa de colocar a sociedade contra os professores espera também que o governo enviasse mais rápido possível uma proposta semelhante à do Sindicato-APEOC, afirma também que um grande número dos professores não aceitam a idéia de construir com o governo uma proposta, pois o mesmo apresentou uma proposta antes de agosto que não beneficiava a categoria. Um exemplo de proposta o piso na carreira inicialmente com um interstício de 4% no primeiro ano, no segundo ano 4,5% e no próximo ano 5 %.
O professor Joatan Freitas defendeu a aplicação do piso na atual carreira, a manutenção do interstício e da regência de classe. Informou, ainda, que considera positiva a construção do plano de carreira de forma conjunta entre governo e categoria, mas que a negociação precisa avançar em aspectos mais concretos e palpáveis.
O Professor Nagibe afirmou que hoje é notório o esforço e o desejo dos professores e da sociedade de resolver este impasse. Após, indagou ao Secretário acerca do compromisso de que os ganhos serão retroativos a junho de 2011, conforme anteriormente informado pelo Governador Cid Gomes. O Sec. Ivo respondeu que tal retroatividade não estava descartada, mas não poderia ser garantida por ele, sendo, portanto, objeto de negociação.
O Governo reiterou que, com a suspensão da Greve na assembléia do dia 07-10-2011, não haverá punição, nem retaliação, seja na forma de desconto ou demissão ou qualquer outra.
Ao final, o Presidente Anízio Melo elencou os parâmetros para a negociação que foram discutidos na reunião:
  1. A negociação tem como parâmetro inicial a Lei 12.066, atual plano de cargos e salários dos professores cearenses;
  2. Ganho real para toda a carreira, destacando-se o salário inicial do professor, valorizando-se o Professor em início de carreira;
  3. Valorização da Pós-Graduação, Especialistas, Mestres e Doutores, mantendo proporcionalidade entre os níveis;
  4. Reafirmação do compromisso de implementação do 1/3 hora atividade exta-classe a partir de 2012 de forma escalonada;
  5. Realização de concurso público em 2012 para contratação de professores;
  6. Descompressão da carreira dos professores;
  7. A Comissão de negociação, juntamente com o governo estadual, trabalhará com vista a um plano de ganho real no plano de cargos e carreira, a exemplo da metodologia utilizada aos professores das Universidades Estaduais;
  8. A Regência de classe será baseada no vencimento base de cada nível incidindo em termos percentuais;
  9. Retorno da Gratificação de Incentivo Profissional;
  10. O interstício entre os níveis será anual com percentual a ser definidos em negociação.
  11. As diretrizes e princípios da mensagem do ensino médio aprovada na Assembléia Legislativa não serão aplicados na proposta a ser elaborada.

Câmara aprova o Estatuto da Juventude

A relatora, Manuela d´Ávila, manteve o combate a todas as formas de discriminação, assim como o respeito às crenças.
Rodolfo Stuckert
Dep. Manuela D·Ávida (relatora) na sessão em que foi aprovado projeto de lei que dispõe sobre o Estatuto da Juventude
Manuela d´Ávila incluiu no texto direitos para a comunidade LGBT e liberdade de credo.
O Plenário aprovou, nesta quarta-feira, o Projeto de Lei 4529/04, que institui o Estatuto da Juventude, com princípios e diretrizes para o Poder Público criar e organizar políticas para essa idade, considerada pelo texto como a faixa de 15 a 29 anos. A matéria, aprovada na forma de um substitutivo, será enviada para análise do Senado.
A autoria do projeto é da comissão especial de políticas públicas para a juventude. No acordo feito antes da votação, a relatora Manuela d’Ávila (PCdoB-RS) ajustou o texto sobre a inclusão de temas relacionados à sexualidade nos currículos escolares.
A relatora manteve o combate a todas as formas de discriminação, assim como o respeito às crenças. “Pela primeira vez, produzimos um acordo que garante os direitos para a comunidade LGBT e também a liberdade de credo tão aclamada e exigida pelos evangélicos. Agradeço a todos os deputados que participaram da construção desse acordo”, disse a relatora.
Transporte
Outro ponto alterado se refere ao transporte de estudantes. Em vez de prever o direito ao transporte gratuito, o texto aprovado diz que os programas suplementares de transporte escolar serão progressivamente estendidos aos jovens estudantes de todos os níveis educacionais, no campo e na cidade.
Já o desconto de 50% nas passagens intermunicipais e interestaduais deverá obedecer às legislações federal, estaduais e municipais. Nos dois casos, os recursos para o subsídio deverão ser suportados, preferencialmente, com dotações orçamentárias específicas.
Para melhorar o ensino, Manuela d´Ávila incluiu como prioridade do Poder Público a universalização da educação em tempo integral.
O presidente da Câmara, Marco Maia, elogiou a aprovação do estatuto, que já tramita há mais de sete anos na Casa. Para ele, haverá um avanço no tratamento que o Brasil deve dar à juventude nos próximos anos. Ele ressaltou que a proposta estabelece políticas claras e concretas de atuação das entidades públicas. 
O deputado Domingos Neto (PSB-CE), que é presidente da Frente Parlamentar da Juventude, destacou o acordo feito com a Frente Parlamentar Evangélica que permitiu a aprovação do projeto. "Tivemos a oportunidade de, depois de sete anos tramitando nesta Casa, ver o extraordinário trabalho da deputada Manuela d'Ávila que, em conjunto com a Frente Parlamentar da Juventude, conseguiu uma vitória histórica para o País", afirmou.
Bebidas
Em seu substitutivo, Manuela d´Ávila também atendeu a apelo do deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP) para manter no texto a proibição de propagandas de bebidas com qualquer teor alcoólico quando esta tiver a participação de jovem menor de 18 anos.
Esse tópico faz parte dos direitos de atenção à saúde, cuja política deverá ter como uma das diretrizes a garantia de inclusão do tema no currículo escolar.
Entre os assuntos que deverão ser tratados pelos professores, destacam-se os relativos ao consumo de álcool, drogas, às doenças sexualmente transmissíveis, ao planejamento familiar e ao impacto da gravidez, seja planejada ou não.
Quanto ao desporto, o texto determina que as escolas com mais de 200 alunos, ou conjunto de escolas que agreguem esse número, deverão buscar um local apropriado para a prática de atividades poliesportivas.
A deputada Manuela, na época do debate na comissão especial, abriu uma comunidade virtual no e-Democracia para receber contribuições da sociedade. Algumas delas foram acatadas e acrescentadas ao texto do substitutivo aprovado no Plenário.

Sismo de magnitude 6.0 atinge Argentina




Por Redacção


O noroeste da Argentina foi atingido esta quinta-feira por um sismo de magnitude 6.0. Não houve registo de vítimas.

«O tremor, que aconteceu às 8.12 horas, foi de 6 graus na escala Richter e aconteceu a 8,3 quilómetros de profundidade, com epicentro na Serra da Centinela», informou o Instituto de Prevenção Sísmica (Inpres).

Segundo a rádio nacional de Jujuy, «o abalo provocou pânico, mas não houve vítimas». No entanto, são esperados danos materiais.

O terramoto foi sentido nas localidades de Tucumán, Salta, Jujuy, Catamarca e Santiago del Estero (noroeste).

Morre Steve Jobs, fundador da Apple



Criador da Apple impôs visão de simplicidade no mercado da tecnologia.
Da experiência com drogas às brigas, conheça a trajetória do empresário.

Do G1, em São Paulo
Steve Jobs (Foto: Moshe Brakha/AP)Steve Jobs, fundador da Apple, morre aos 56 anos nos Estados Unidos (Foto: Moshe Brakha/AP)
Morreu nesta quarta-feira (5) aos 56 anos o empresário Steven Paul Jobs, criador da Apple, maior empresa de capital aberto do mundo, do estúdio de animação Pixar e pai de produtos como o Macintosh, o iPod, o iPhone e o iPad.
Idolatrado pelos consumidores de seus produtos e por boa parte dos funcionários da empresa que fundou em uma garagem no Vale do Silício, na Califórnia, e ajudou a transformar na maior companhia de capital aberto do mundo em valor de mercado, Jobs foi um dos maiores defensores da popularização da tecnologia. Acreditava que computadores e gadgets deveriam ser fáceis o suficiente para ser operados por qualquer pessoa, como gostava de repetir em um de seus bordões prediletos, que era "simplesmente funciona" (em inglês, "it just works"). O impacto desta visão foi além de sua companhia e ajudou a puxar a evolução de produtos como o Windows, da Microsoft.
A luta de Jobs contra o câncer desde 2004 o deixou fisicamente debilitado nos anos de maior sucesso comercial da Apple, que escapou da falência no final da década de 90 para se transformar na maior empresa de tecnologia do planeta. Desde então, passou por um transplante de fígado e viu seu obituário publicado acidentalmente em veículos importantes como a Bloomberg. Há 42 dias, deixou o comando da empresa.
Foi obrigado a lidar com a morte, que temia, como a maioria dos americanos de sua geração, desde os dias de outubro de 1962 que marcaram o ápice da crise dos mísseis cubanos. "Fiquei sem dormir por três ou quatro noites porque temia que se eu fosse dormir não iria acordar", contou, em 1995, ao museu de história oral do Instituto Smithsonian.
"Ninguém quer morrer", disse, posteriormente, em discurso a formandos da universidade de Stanford em junho de 2005, um feito curioso para um homem que jamais obteve um diploma universitário. "Mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá. E, por outro lado, a morte é um destino do qual todos nós compartilhamos. Ninguém escapa. É a forma como deve ser, porque a morte é provavelmente a melhor invenção da vida. É o agente da vida. Limpa o velho para dar espaço ao novo."
Homem-zeitgeist
A melhor invenção da vida, nas palavras do zen-budista Jobs, deixa a indústria da tecnologia órfã de seu "homem-zeitgeist", ou seja, o empresário que talvez melhor tenha capturado a essência de seu tempo. Jobs apostou na música digital armazenada em memória flash quando o mercado ainda debatia se não seria mais interessante proteger os CDs para fugir da pirataria.
Home da Apple (Foto: Reprodução)Na página da Apple, foto em homenagem ao 
fundador (Foto: Reprodução)
Ele acreditou que era preciso gastar poder computacional para criar ambientes gráficos de fácil utilização enquanto as gigantes do setor ainda ensinavam usuários a editar o arquivo "AUTOEXEC.BAT" para configurar suas máquinas. Ele viu a oportunidade de criar smartphones para pessoas comuns ao mesmo tempo em que o foco das principais fabricantes era repetir o sucesso corporativo do BlackBerry.
Sob o comando de Jobs, a Apple dizia depender muito pouco de pesquisas de mercado. “Não dá para sair perguntando às pessoas qual é a próxima grande coisa que elas querem. Henry Ford disse que, se tivesse questionado seus clientes sobre o que queriam, a resposta seria um cavalo mais rápido", afirmou, em entrevista à revista "Fortune" em 2008. Em 2010, quando perguntado sobre quanto a Apple havia gasto com pesquisa com consumidores havia sido feito para a criação do iPad, Jobs respondeu que "não faz parte do trabalho do consumidor descobrir o que ele quer. Não gastamos um dólar com isso."
Nem sempre esta habilidade garantiu o sucesso da Apple, como na primeira versão da Apple TV, computador adaptado para trabalhar com central multimídia que não conseguiu um volume de vendas relevantes. Mas Jobs conseguia minimizar os fracassos: no caso da Apple TV, ele dizia que se tratava de um "hobby", um projeto pessoal que não fazia tanta diferença nos planos da empresa.
Perfeccionista e workaholic, Jobs gostava de controlar todos os pontos da produção da Apple, resistindo, inclusive, à decisão de terceirizar gradativamente a fabricação dos produtos da companhia para fabricantes chineses - plano proposto e executado pelo agora novo comandante da companhia, Tim Cook, e que se mostrou acertado.
Conhecido como um “microgerente”, nenhum produto da Apple chegava aos consumidores se não passasse pelo padrões Jobs de qualidade e de excentricidade. Isso incluía, segundo relatos, o número de parafusos existentes na parte inferior de um notebook e a curvatura das quinas de um monitor. No dia do anúncio de que Jobs estava deixando o comando da Apple, Vic Gundotra, criador do Google Plus, contou que recebeu uma ligação do presidente da Apple no domingo para pedir que fosse corrigida a cor de uma das letras do ícone do atalho do Google no iPhone.
Steve Jobs anunciou que deixará cargo de presidente da Apple (Foto: Reuters)Steve Jobs durante apresentação de produto
da Apple nos EUA (Foto: Reuters)
Na busca por produtos que fossem de encontro com seu padrão de qualidade pessoal, Jobs era criticado em duas frentes. Concorrentes e boa parte dos consumidores que tentavam fugir da chamado "campo de distorção da realidade" criado pela Apple reclamavam das diversas decisões que faziam dos produtos da companhia um "jardim fechado", incompatíveis com o resto do mundo e restritos a normas que iam além de restrições tecnológicas. Tecnicamente sempre foi possível instalar qualquer programa no iPhone, mas a Apple exige que o consumidor só tenha acesso aos programas aprovados pela companhia.
Internamente, entre alguns de seus funcionários, deixou a imagem de "tirano". Alan Deutschman, autor do livro “The second coming of Steve Jobs", afirma que, ao lado do "Steve bom", o mago das apresentações tão aguardadas pelo didatismo e capacidade de aglutinar o interesse do consumidor, também existia o “Steve mau”, um sujeito que gostava de gritar, humilhar e diminuir qualquer pessoa que lhe causasse algum tipo de desprazer.
Ao jornal “The Guardian”, um ex-funcionário que trabalhou na Apple por 17 anos comparou a convivência com Steve com à sensação de estar constantemente na frente de um lança-chamas. À revista “Wired”, o engenheiro Edward Eigerman afirmou: “mais do que qualquer outro lugar onde já trabalhei, há uma grande preocupação sobre demissão entre os funcionários da Apple”. A mesma publicação contou que o diretor-executivo não via problemas em estacionar sua Mercedes na área da empresa reservada aos deficientes físicos -- às vezes, ele ocupava até dois desses espaços.
Jobs também sempre precisou de um "nêmesis", um inimigo que ele satanizava e ridicularizava em público como contraponto de suas ações na Apple. O primeiro alvo foi a IBM, com quem disputou o mercado de computadores pessoais principalmente no início dos anos 80. Depois, a Microsoft, criadora do MS-DOS e do Windows. Mais recentemente, Jobs vinha mirando o Google, gigante das buscas na internet cujo presidente chegou a fazer parte do conselho de administração da Apple, e que investiu no mercado de sistemas para smartphones com o Android. Jobs ordenou que a Apple lutasse, mesmo que judicialmente, contra o programa que ele considerava um plágio do iOS, coração do iPhone e do iPad.
Steve Jobs (Foto: Kimberly White/Reuters)Steve Jobs (à direita), ao lado do antigo sócio
Steve Wozniak (Foto: Kimberly White/Reuters)
Do LSD ao Mac
O sucesso empresarial de Jobs é ainda um dos principais resquícios da transformação da contracultura dos anos 60 e 70 em mainstream nas décadas seguintes. A companhia que hoje briga para ser a maior do mundo foi fundada após Jobs ir à Índia em 1973 em busca do guru Neem Karoli Baba. O Maharaji morreu antes da chegada de Jobs, mas o americano dizia que havia encontrado a iluminação no LSD.
"Minhas experiências com LSD foram uma das duas ou três coisas mais importantes que fiz em minha vida", disse, em entrevista ao "New York Times". Depois, afirmou que seu rival, Bill Gates, seria "uma pessoa (com visão) mais ampla se tomasse ácido uma vez". O LSD foi a mesma droga que fascinara o inventor do mouse e precursor do ambiente gráfico, Douglas Englebart, cerca de dez anos antes de Jobs.
Coincidentemente foram o mouse e o ambiente gráfico os inventos que chamaram a atenção de Jobs na fatídica visita ao laboratório da Xerox em Palo Alto, em 1979. É uma das histórias mais contadas e recontadas do Vale do Silício, e as versões variam entre acusações de espionagem industrial à simples troca pela Apple de patentes que a Xerox não teria interesse em desenvolver por ações da companhia, que abriria seu capital no ano seguinte.
Fato é que a equipe de Jobs voltou da visita encantada com a metáfora do "desktop" utilizada pelo Xerox Alto. A integração entre ícones representando cada uma das funções do computador, acessadas por meio de uma seta comandada por um mouse, foi a base do Apple Lisa e, posteriormente, do Macintosh.
Steve Jobs (Foto: Robert Galbraith/Reuters)Steve Jobs, em uma das últimas aparições à frente
da Apple (Foto: Robert Galbraith/Reuters)
Com o "Mac", enfim, Jobs conseguiu colocar em prática a visão de que havia desenvolvido em parceria com o amigo e sócio Steve Wozniak, responsável pela criação das soluções técnicas que fizeram dos primeiros computadores da Apple máquinas que mudaram o cenário da computação "de garagem" que vinha se desenvolvendo nos Estados Unidos nos anos 70. Agora, 8 anos após a fundação da empresa, Jobs e "Woz" apresentavam um computador que não era feito para "o restante de nós".
"Algumas pessoas acreditam que precisamos colocar um IBM PC sobre cada escrivaninha para melhorarmos a produtividade. Não vai funcionar. As palavras mágicas especiais que você precisa aprender são coisas como 'barra Q-Z'. O manual para o WordStar, processador de texto mais popular, tem 400 páginas. Para escrever um livro, você precisa ler um livro - e um que parece um mistério complexo para a maioria das pessoas", afirmou Jobs em entrevista publicada pela Playboy americana de fevereiro de 1985.
Na frase, Jobs demostra que queria enfrentar a IBM, gigante nascida no início do século e que, depois de dominar o mercado de servidores corporativos, queria tomar também o setor de computadores pessoais. Para ele, as máquinas da IBM eram feitas "por engenheiros e para engenheiros", e havia a necessidade de criar algo para o "restante", ou, como diria a famosa campanha "Pense diferente" da Apple de 1997, um computador para "os loucos, os desajustados, os rebeldes (..), as peças redondas encaixadas em buracos quadrados".
Saída da própria empresaMas o sucesso do Mac - que viria posteriormente a impulsionar a adoção de ambientes gráficos até mesmo entre os computadores da IBM (com o Windows, criado pela Microsoft) - não evitou que Jobs acabasse demitido de sua própria companhia. As disputas internas entre equipes que queriam investir no mercado corporativo e as que apostavam apenas no consumidor fizeram com que John Sculley, vindo da Pepsi à convite do próprio Jobs, convencesse o conselho de administração de que era hora da empresa se livrar de seu fundador.
Durante a década em que esteve fora, Jobs fez dois investimentos que acabaram, de maneiras diferentes, alavancando o mito em torno de seu "toque de midas". No primeiro, pagou US$ 10 milhões pela problemática divisão de computação gráfica da LucasFilm, empresa de George Lucas responsável por franquias do cinema como Star Wars e Indiana Jones. A nova empresa foi batizada de Pixar, e após emplacar sucessos como “Toy story”, “Vida de inseto”, “Monstros S.A.” e “Procurando Nemo”, acabou sendo adquirida pela Disney por US$ 7,4 bilhões em 2006. No processo, Jobs se transformou no maior acionista individual da companhia de Mickey Mouse.
O outro investimento foi a semente não apenas do retorno de Jobs à Apple, mas teve relação direta com o surgimento da World Wide Web, invenção que impulsionou o crescimento da internet no mundo. Com a NeXT, Jobs desenvolveu computadores poderosos indicados para o uso educacional e desenvolvimento de programas. Um terminal NeXT foi usado por Tim Berners-Lee como o primeiro servidor de web do mundo, em 1991. Em dezembro de 1996, a Apple adquiriu a NeXT, manobra que serviu para incorporar tecnologias ao grupo e trazer Jobs de volta para o comando da companhia.
Steve Jobs (Foto: Kimberly White/Reuters)Steve Jobs com seu sucessor no comando da
Apple, Tim Cook (Foto: Kimberly White/Reuters)
O retorno de Jobs marca o início de uma era de crescimento para a Apple incomum na história do capitalismo americano. A sequência de sucessos - alguns atrelados a mudanças no paradigma de mercados importantes - inclui o MacBook, o tocador digital iPod, a loja virtual iTunes, o iPhone e o iPad. A maioria destes produtos veio de ideias impostas pelo próprio Jobs. À revista “Fortune”, em 2008, Jobs falou sobre sua tão aclamada criatividade - "sempre aliada ao trabalho duro", como ele mesmo enfatizou. "Não dá para sair perguntando às pessoas qual é a próxima grande coisa que elas querem. Henry Ford disse que, se tivesse questionado seus clientes sobre o que queriam, a resposta seria um cavalo mais rápido."
Nesta segunda passagem, Jobs reforçou ainda o legado de um empresário ímpar, que impunha uma visão holística na criação, desenvolvimento e venda de seus produtos, Do primeiro parafuso ao plástico que embalaria a caixa de cada aparelho, passando por custo, publicidade, estratégia de vendas.
Sigilo na vida pessoal
A mesma discrição que Jobs impunha na vida profissional - os lançamentos da Apple sempre foram tratados como segredo, aumentando a gerar um movimento de especulação que acabava servindo como publicidade gratuita - foi adotada em sua vida pessoal. Por isso, a luta do executivo contra o câncer no pâncreas foi tratada com muito sigilo, dando margem a uma infinidade de boatos.
Em 2004, Jobs fez tratamento após descobrir um tipo raro da doença. Durante o ano de 2008, Jobs foi aparecendo cada vez mais magro e os boatos aumentaram, até que ele anunciou em janeiro de 2009 seu afastamento da diretoria da empresa para cuidar da saúde. No início de 2011, novo afastamento, até que, em agosto, Jobs deixou de vez o comando da Apple. "Eu sempre afirmei que se chegasse o dia em que eu não fosse mais capaz de cumprir minhas obrigações e expectativas como CEO da Apple, eu seria o primeiro a informá-los disso. Infelizmente, este dia chegou", afirmou, em comunicado.
Steve Jobs apresenta o iPhone 4, em junho de 2010 (Foto: Robert Galbraith/Reuters)Steve Jobs apresenta o iPhone 4, em junho de
2010 (Foto: Robert Galbraith/Reuters)
A vida reservada fez, por exemplo, que Jobs não tivesse contato direto com sua família biológica. Nascido em 24 de fevereiro de 1955 em San Francisco, filho dos então estudantes universitários Abdulfattah John Jandali, imigrante sírio e seguidor do islamismo, e Joanne Simpson, foi entregue à adoção quando sua mãe viajou de Wisconsin até a Califórnia para dar à luz.
Segundo o pai biológico, os sogros não aprovavam que sua filha se casasse com um imigrante muçulmano. Lá, ele foi adotado por Justin e Clara Jobs, que moravam em Mountain View. Seus pais biológicos depois se casaram e tiveram uma filha, a escritora Mona Simpson, que só descobriu a existência do irmão depois de adulta.
Do pai adotivo, herdou a paixão de montar e desmontar objetos. Assim como Paul, Steve não chegou a ser um especialista em eletrônicos, mas ao aprender os conceitos básicos conseguiu se aproximar das pessoas certas no lugar certo. Vivendo no Vale do Silício, conheceu Steve Wozniak, gênio criador do primeiro computador da Apple. Trabalhou na Atari até decidir criar, com Woz, sua própria empresa.
Em mais uma conexão com a contracultura, Jobs teria tido um relacionamento de curta duração com a cantora folk Joan Baez, ex-namorada do ícone da música Bob Dylan, talvez o maior ídolo do empresário.
Casado com Laurene Powell desde 1991, Jobs deixa quatro filhos: Reed Paul, Erin Sienna, e Eve, nascidos de seu relacionamento com Laurene, e Lisa Brennan-Jobs, de um relacionamento anterior com a pintora Chrisann Brennan.

Diretor de escola não é sargento. Muito menos um ditador de regras.

A escola é um espaço de aprendizagem, respeito, diálogo e convivência. É nela que devem florescer as boas relações interpessoais entre a ges...