sábado, 28 de julho de 2012

Julgamento começa com dúvidas sobre participações de Peluso e Toffoli


Mensalão

O primeiro se aposentará compulsoriamente em setembro; o segundo fez toda sua carreira como advogado do PT, destaca VEJA desta semana

Cezar Peluso e Dias Toffoli
Cezar Peluso e Dias Toffoli (Fellipe Sampaio /SCO/STF )
A sessão histórica que vai julgar os réus do mensalão será aberta na próxima quinta-feira com a presença dos onze magistrados que compõem o Supremo Tribunal Federal. Reportagem publicada em VEJA desta semana mostra, porém, que duas incertezas ainda pairam na corte.

A primeira é sobre a participação do ministro Cezar Peluso, um dos mais experientes juízes, que completará 70 anos no dia 3 de setembro. Por lei, ele será obrigado a se aposentar. Se tentar antecipar seu veredicto, a defesa dos réus planeja pedir a anulação do voto. Os advogados acreditam que Peluso, conhecido pelo rigor em matéria penal, se alinhará à tese da acusação.

A segunda e mais grave questão é a participação do ministro José Antonio Dias Toffoli. Ex-advogado do PT, ex-assessor de José Dirceu, ex-integrante do governo que inventou o mensalão, ex-sócio do escritório que defendeu três mensaleiros e até hoje amigo de alguns dos mais destacados réus do processo, Toffoli já disse a amigos que não vê razão para não atuar no julgamento. “A imparcialidade do julgamento passa necessariamente pela definição do ministro em relação a sua participação”, avalia Alexandre Camanho, presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República.

O ministro já atuou diretamente como advogado do principal réu do mensalão, o ex-ministro José Dirceu. Inclusive com registro em cartório, como mostra uma procuração de 2000 obtida por VEJA. Na ocasião, Dirceu era deputado e Toffoli foi encarregado por ele de mover uma ação popular contra a privatização do Banespa. Além disso, antes de ser indicado para o STF, em 2008, ele mantinha um escritório em sociedade com sua atual companheira, Roberta Rangel. Nesse período, a advogada foi contratada por três mensaleiros, José Dirceu entre eles. No próprio processo do mensalão, defendeu os ex-deputados petistas Paulo Rocha e Professor Luizinho, acusados de receber o dinheiro sujo do esquema. Ou seja, o ministro Dias Toffoli, caso não se considere suspeito, vai julgar o processo que já teve sua atual companheira como advogada dos réus, no período em que ele mesmo, Toffoli, era sócio dela no escritório. 

Por lei, juízes de quaisquer instâncias são impedidos de julgar uma causa quando forem parentes ou cônjuges de advogados de alguma das partes. Nesse caso, o impedimento é imperativo. Dias Toffoli argumenta, porém, que é apenas namorado de Roberta Rangel.

O ministro tem o direito de se declarar suspeito ou não, uma decisão de caráter subjetivo. Existe também a possibilidade de a Procuradoria-Geral da República requerer seu impedimento legal. Seja por um caminho, seja por outro, Toffoli não deveria julgar o mensalão. Quem diz é o jurista Luis Flávio Gomes: “O juridicamente correto, o moralmente correto e o eticamente correto seria ele se afastar”.


Evangelho de hoje (Mateus 13,24-30)



Sábado, 28 de Julho de 2012
16ª Semana Comum


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 24Jesus contou outra parábola à multidão: “O Reino dos Céus é como um homem que semeou boa semente no seu campo. 25Enquanto todos dormiam, veio seu inimigo, semeou joio no meio do trigo, e foi embora. 26Quando o trigo cresceu e as espigas começaram a se formar, apareceu também o joio.
27Os empregados foram procurar o dono e lhe disseram: ‘Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde veio então o joio?’ 28O dono respondeu: ‘Foi algum inimigo que fez isso’. Os empregados lhe perguntaram: ‘Queres que vamos arrancar o joio?’ 29O dono respondeu: ‘Não! pode acontecer que, arrancando o joio, arranqueis também o trigo. 30Deixai crescer um e outro até a colheita! E, no tempo da colheita, direi aos que cortam o trigo: arrancai primeiro o joio e o amarrai em feixes para ser queimado! Recolhei, porém, o trigo no meu celeiro!’”

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Dilma ameaça cortar IPI se indústria não gerar emprego


AGÊNCIA BRASIL


A presidente Dilma Rousseff cobrou hoje (27) dos empresários contrapartida, como a garantia de empregos, em resposta à decisão do governo de reduzir o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os automóveis e a desoneração do tributo para os eletrodomésticos da linha branca e móveis. A presidente disse ainda que o governo faz estudos para promover uma série de desonerações. Mas não detalhou informações sobre o levantamento.
“Damos incentivos fiscais e financeiros e queremos retorno”, destacou Dilma, antes de almoçar com atletas brasileiros, em Londres. “Não [queremos retorno] para nós, mas para o país inteiro, que é a manutenção do emprego. Damos incentivo para garantir emprego. Eles têm de saber que é por esse único motivo”, ressaltou.
A cobrança de Dilma ocorre no momento em que o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos (SP) pede a interferência do governo para evitar demissões na montadora General Motors (GM).
No final de maio, o governo federal reduziu o IPI para os carros – os de motor 1.0 – até 31 de agosto. Mas condicionou a medida à manutenção do nível de empregos no setor. Porém, na semana passada, a GM anunciou o plano de demissões na montadora em São José dos Campos (SP). A direção da montadora foi chamada a dar explicações no Ministério da Fazenda.

Debate sobre gasto com educação cai no vazio


Educação

 

Parlamentares querem elevar para 10% do PIB a despesa do governo com o setor; ponto fundamental, que é a qualidade do gasto, foi esquecido

Keila Cândido
Escola de palha em Balsas
Gasto médio com crianças e adolescentes é cinco vezes menor que com universitários (Cristiano Mariz/VEJA)
No começo de julho, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, fez uma observação que provocou toda sorte de protesto. Referindo-se ao Plano Nacional de Educação (PNE) que tramita no Congresso, e que propõe elevar para 10% do Produto Interno Bruto (PIB) os investimentos em educação, ele sentenciou: “Desse jeito, o Plano de Educação quebra o estado". A revolta nos círculos (e redes) sociais é compreensível. Afinal, ninguém jamais ouviu o ministro da Fazenda se opor de forma tão contundente a outros desperdícios do estado brasileiro como os vultosos salários e gratificações do Congresso Nacional, o elevado custeio da máquina pública ou o tamanho do funcionalismo. Mas, apesar de ser consensual a necessidade de ser dar um salto de qualidade na educação, é preciso admitir que a análise do ministro da Fazenda não de todo é infundada. Dobrar simplesmente o atual patamar de gasto com educação (5% do PIB) implicaria em lançar 200 bilhões de reais a mais na coluna das despesas públicas até 2020. De onde sairia o dinheiro? Como essa soma impactaria a situação fiscal do país? Essas perguntas continuam sem resposta. Assim como continuam obscuras noções que poderiam profissionalizar as discussões sobre o PNE: de quanto dinheiro a educação precisa, onde consegui-lo e como garantir que ele seja aplicado de forma eficiente em creches, escolas e universidades.
O PNE – As discussões sobre o atual PNE, que vai vigorar até 2020, carecem de qualidade. Ao longo de dezoito meses, deputados e senadores – instigados por movimentos sociais, sindicatos de professores, ONGs, etc, e pelo clima eleitoral, que os leva a encampar, sem análise aprofundada, projetos com forte apelo popular – foram incorporando demandas adicionais de recursos a cada nova reunião. Assim, dos atuais 5% de gastos com educação enquanto proporção do PIB, os valores foram subindo, subindo, até parar nos 10% aprovados pela Câmara em 26 de junho. Sem fazer contas, o número parece representar a panaceia para todos os males do setor. Nada garante, entretanto, que o desembolso adicional de 200 bilhões de reais no período implique melhoria do ensino. “A discussão em cima do PNE está mais eleitoreira do que deveria. Os problemas fundamentais, e que ninguém discute, são a qualidade dos serviços oferecidos, para onde está indo o dinheiro que já está sendo gasto e a efetividade das ações recentes do governo”, declarou Nilson Oliveira, pesquisador do Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial.
Gasto avança – No Parlamento, enquanto ecoavam reclamações por mais recursos, pouco destaque era dado a um importante indicador: o investimento no setor já se encontra em expansão. Os valores destinados à educação crescem cerca de 0,3 ponto porcentual do PIB ao ano desde  2000. No ano passado, o setor público investiu 5,1% do PIB no segmento, o equivalente ao que é verificado em países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Até junho deste ano, o investimento que mais cresceu, exceto o gasto com o programa Minha Casa, Minha Vida, foi em educação. De acordo com dados do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) do governo federal, o MEC recebeu 4,61 bilhões de reais na primeira metade de 2012. Entre janeiro e junho de 2011, o valor transferido totalizou 2,68 bilhões reais, o que implicou um aumento de 1,93 bilhão de reais na comparação entre os semestres. 
A evolução dos gastos com educação não tem resultado, porém, em melhoria nos índices de avaliação de desempenho dos estudantes. No último exame do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), realizado em 2009, o Brasil ficou em 53º lugar em leitura e em 57º em matemática, numa lista de 65 países. A nota média nacional foi, por exemplo, de 412 pontos em leitura, um verdadeiro vexame. Os alunos do país guardam distância abissal quando comparados aos estudantes de Xangai, na China, cuja pontuação foi de 556. Em matemática, um confronto ainda mais desigual: 600 pontos para os chineses e 386 para os brasileiros. 

5, 7 ou 10 por cento? – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, também defendeu a tese de que o orçamento comportaria um gasto de, no máximo, 7% do PIB. Especialistas ouvidos pelo site de VEJA dizem que dar este salto não seria absurdo, tendo em vista que há muito a construir. Na opinião de Oliveira, um avanço para 7% do PIB só será consistente se for estabelecido um plano de melhorias. “A verba pode até ser usada, mas deve ser feita uma avaliação detalhada sobre seu impacto e efetividade”, disse.
Para Fernando Veloso, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (IBRE/FGV), mais importante que aumentar os recursos é a maneira como serão utilizados. “Só faz sentido haver aumento do gasto se ele for focado e eficiente, em conformidade com um pacote de medidas que realmente promova avanços na educação.” 
Para Oliveira, o Brasil não avalia de maneira adequada os investimentos em esforços novos que têm sido empreendidos, como, por exemplo, a desastrosa ampliação das universidades federais no governo Lula. Tampouco se faz uso das estatísticas dos exames de avaliação para promover mudanças. Em resumo, há um uso inadequado dos recursos. 

Logo, a promoção de uma verdadeira revolução no modo de gastar o dinheiro da educação – com qualificação e remuneração adequada de professores, a criação de um sistema baseado na meritocracia, etc – representa um passo essencial. E tal debate não teve ambiente adequado para prosperar nas discussões do PNE em curso no Congresso Nacional.
Contas públicas – É preciso pensar seriamente também em como acomodar os gastos adicionais em nossas finanças sem causar um problema fiscal. Ainda que um dispêndio equivalente a 7% do PIB seja considerado aceitável pelo próprio ministério da Fazenda, não será tarefa simples acomodá-lo na próxima década. A primeira dificuldade são as próprias surpresas do Orçamento. Muitas vezes, por razões políticas, são aprovados dispositivos, como um aumento expressivo do salário mínimo, que podem tornar essa missão mais espinhosa.
A cada ano, o governo precisa considerar todos os gastos previstos, e não fazer uma conta isolada. Por isso, avalia o economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Mansueto Almeida, estabelecer um gasto rígido com educação em relação ao PIB é ruim. Ele também aponta que o porcentual de desembolso tem de surgir de uma análise das reais necessidades da área e não ser fixado previamente. “É preciso olhar o cenário educacional e definir o quanto precisa gastar para melhorar”, resumiu. “A pergunta que deveria ser feita é: ‘quanto o Brasil precisa investir para acabar com o atraso educacional’? Desta forma, o governo pode calcular o quanto precisa ao longo do tempo e controlar outras despesas”, acrescentou. 
O fator ‘crise’ – Além de definir melhor como usar os recursos, o Planalto terá de se preocupar em definir as receitas que permitirão realizar o pagamento. Em tempos de crise, essa conta fica mais difícil de ser feita. Nesta sexta-feira, por exemplo, o Ministério do Planejamento elevou em 912 milhões de reais a projeção para a arrecadação tributária, mas, ao mesmo tempo, espera um gasto 412 milhões de reais maior com despesas obrigatórias – a maior parte delas deriva de recursos para subsídios criados para salvar o PIB nacional da crise.
Ante a desaceleração do crescimento econômico e os benefícios fiscais, Almeida sugere reduzir o gasto em outras áreas, como a previdenciária, por exemplo, estabelecendo idade mínima para aposentadoria e redefinindo as regras de pensões. Seria possível assim abrir espaço para redirecionamento de verbas para educação. 
Adicionalmente, para conseguir aumentar, de forma sustentável, o gasto com educação em dois pontos porcentuais do PIB nos próximos oito anos, o governo terá de discutir outras reformas. “Queremos gastar muito com Previdência, muito com saúde, muito com educação, mas o Orçamento não comporta. Por isso, somos o país emergente com a maior carga tributária”, concluiu. No futuro, outra fonte de recursos para atender aos anseios da população pode ser a receita da exploração da camada pré-sal. 
Enfim, é preciso planejamento – tanto da reformulação do sistema de ensino, de modo a gastar com eficiência e corrigir as escandalosas distorções atuais, quanto da incorporação destes gastos nas contas públicas.
(com reportagem de Naiara Infante Bertão)

PAC 2: principais obras ainda se arrastam no CE

4º BALANÇO DO PROGRAMA


Intervenções atreladas à segunda etapa do programa não chegaram a 30% de execução no Estado
A cada quatro meses, o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão reúne a imprensa, como fez ontem, para divulgar o andamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2). Todavia, para o Ceará, não há muitas novidades. O de sempre, desta vez, é que a maioria dos principais investimentos atrelados à segunda etapa do programa ainda não chegou a 30% de execução, no Estado.


O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão classificou como estado de "atenção" a demora no andamento das obras de esgotamento sanitário, na Capital cearense, que são feitas com recursos do PAC-2 FOTO: José Leomar

São obras que o cidadão cearense já sabe de cor, mas que, infelizmente, ainda não as percebe e, por conta disso, desconfia de que elas realmente saiam do papel um dia. Refinaria Premium II; ferrovia Transnordestina; eixo norte da transposição do rio São Francisco, trecho de Jati; e reforma do aeroporto internacional Pinto Martins são alguns exemplos de empreendimentos que engatinham ou sequer iniciaram de verdade (caso da refinaria, por exemplo).

Sem começar

De acordo com o 4º balanço do Governo Federal, o "avanço" da Premium II se limita a dizer que foi "recebida a renovação da LP (Licença Prévia) do empreendimento; conclusão da realocação dos moradores do terreno onde será a refinaria; emitida pela Semace a autorização de supressão vegetal da área administrativa; e emitida pela Semace a autorização para instalação das cercas e guaritas".

Mais uma intervenção de suma importância para o Estado, a primeira parte de ampliação do aeroporto internacional Pinto Martins, em Fortaleza, foi citada pelo relatório divulgado ontem, mas como obra recém-iniciada. Sem avaliação, portanto, acerca do estágio de avanço. Quanto ao porto do Mucuripe, foi concluída a dragagem de aprofundamento do calado, porém, somente 7% da execução do terminal de passageiros do equipamento estão prontos.

Transporte

Outro grande investimento que também deverá potencializar a economia do Estado ainda não entrou "nos trilhos". Apenas 50 dos 527 Km da parte cearense da ferrovia Transnordestina que liga Missão Velha (CE) ao Pecém foram concluídos. Isso corresponde a 4% da infraestrutura e 1% das Obras de Arte Especiais (OAEs), que envolvem a implantação da ferrovia. A boa notícia é que o trecho de 96 Km que liga Salgueiro (PE) a Missão Velha (CE) poderá ficar pronto até início de setembro. De acordo com o relatório do ministério, o andamento da Transnordestina está classificado como "adequado", portanto, dentro do cronograma, mesmo restando praticamente toda a parte cearense até o Complexo Industrial e Portuário do Pecém a fazer.








































Mais atrasadas

Alguns investimentos do PAC 2 no Ceará estão classificados pelo próprio ministério como em estado de "atenção". Preocupa a lentidão, por exemplo, das obras de esgotamento sanitário da Capital cearense, sobretudo, a implantação e ampliação do sistema para atender as bacias dos rios Siqueira e Cocó. Ação que poderá estender a cobertura de coleta e tratamento de 52% para 63% na Cidade, beneficiando 150 mil famílias.

Segundo o balanço, apenas 31% foram executadas. O motivo é a "morosidade na aprovação de projetos e na conclusão de aditivos contratuais, entre outras ações preparatórias", alerta o relatório.

O documento também revela que apenas 27% do assentamento de moradores da área da bacia do rio Maranguapinho, estão concluídos. Para fazer a dragagem e a barragem de contenção de cheias e drenagem urbana é necessária a construção de 6.543 unidades habitacionais.

Polêmica e demorada

Uma das mais polêmicas obras do conjunto do governo Lula e Dilma, a transposição de parte das águas o Rio São Francisco, também não escapou do excesso de atraso. O Eixo Norte, trechos I e II, que contempla a parte do município de Jati-CE, apresenta apenas 24% realizados.

Minha Casa

Outro programa importante do governo, o Minha Casa, Minha Vida, não vai bem no Ceará. O Estado ficou com o terceiro pior desempenho dentre todas as unidades da Federação com apenas 30% dos empreendimentos executados. Ao todo, o investimento do PAC 2 em território cearense chega R$ 59,17 bilhões, sendo R$ 26,80 bilhões destinados para aplicação até 2014. E os restantes R$ 32,37 bilhões para 2015 em diante.

Colocação
3º pior desempenho foi o registrado pelo Ceará no Minha Casa, Minha Vida entre os estados brasileiros

ILO SANTIAGO JR.REPÓRTER 
Fonte: http://diariodonordeste.globo.com

Mensalão: Julgamento histórico começa na semana que vem


Depois de sete anos, Supremo Tribunal Federal inicia análise do caso
Carolina Martins, do R7, em Brasília
Em maio de 2005, começou a vir à tona um dos maiores escândalos de corrupção envolvendo o suposto  pagamento de propina, com dinheiro público, a parlamentares que se comprometeriam em apoiar o governo no Congresso Nacional. Conhecido como mensalão, o esquema foi denunciado na metade do primeiro mandato do presidente Lula.
Tudo começou quando foi divulgada uma filmagem, na qual o chefe do departamento de contratações dos Correios na época, Maurício Marinho, aparece negociando licitações em troca de suborno. No vídeo, ele afirma que tinha o respaldo do deputado federal, Roberto Jefferson (PTB-RJ) para realizar as negociações.
As imagens vazaram porque um dos empresários teria ficado insatisfeito com alguns acordos firmados e decidiu gravar as negociações ilegais para denunciar o esquema. Mas, o que parecia ser uma fraude nas licitações dos Correios, ganhou grandes proporções quando o deputado que estava no centro das denúncias decidiu falar o que sabia.
Denúncias de Roberto Jefferson
Acusado de dar respaldo ao esquema de licitações ilegais dos Correios, Roberto Jefferson foi alvo de investigação do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados por quebra de decoro. Acuado, revelou, em entrevistas a imprensa e durante depoimentos no Congresso, que a fraude era muito maior. Segundo o deputado, o PT mantinha um esquema de pagamento mensal de propina para que os parlamentares apoiassem os projetos do governo no Congresso.
Ele assumiu que o próprio partido, o PTB, recebeu a oferta do PT. E acusou a alta cúpula do Partido dos Trabalhadores de ser a responsável pelos repasses. Na lista de envolvidos estavam o ministro da Casa Civil na época, José Dirceu, o então presidente do PT, José Genoíno, e o tesoureiro do partido, Delúbio Soares. Roberto Jefferson foi direto ao fazer as denúncias:
— O Delúbio está repassando dinheiro para partidos da base e os partidos da base estão distribuindo para seus deputados o mensalão de  R$ 30 mil.
CPIs investigam esquema ilegal
O dinheiro usado para pagar o mensalão era desviado de contratos firmados entre o governo e empresas de publicidade de Marcos Valério, um publicitário de Minas Gerais.
O repasse do dinheiro desviado era feito por meio do Banco Rural. A denúncia é que as empresas de Marco Valério tinham conta no banco, abastecida por dinheiro público. E era dessa conta que os “mensaleiros” teriam recebido o dinheiro por meio de empréstimos ilegais e saques sem identificação.
A pressão para investigar todos os acusados resultou na criação de duas CPIs no Congresso. Primeiro a CPI dos Correios, para apurar as fraudes nas licitações da empresa. Dois meses depois, em julho de 2005, foi criada a CPI do Mensalão, para investigar todos os políticos e empresas envolvidos no esquema.
Em meio à crise que atingiu o alicerce de seu governo, o presidente Lula falou várias vezes que não sabia do mensalão. Em agosto de 2005, fez um pronunciamento público para pedir desculpas à população.
— Eu me sinto traído por práticas inaceitáveis das quais nunca tive conhecimento. Não tenho nenhuma vergonha de dizer ao povo brasileiro que nós temos que pedir desculpas. O PT tem que pedir desculpas. O Governo, onde errou, tem que pedir desculpas.
Deputados cassados
Da lista de quase 20 deputados acusados de envolvimento no mensalão, somente três foram cassados. O primeiro foi Roberto Jefferson, que perdeu o mandato em setembro de 2005. José Dirceu, que renunciou ao cargo de chefe da Casa Civil e voltou a assumir a cadeira de deputado na Câmara, foi cassado em dezembro de 2005.
Pedro Correa (PP-PE) também foi punido pelos colegas com a perda de mandato em março de 2006.
Alguns parlamentares acusados de receber dinheiro do mensalão decidiram renunciar ao cargo para escapar da cassação. Foi o caso de Valdemar Costa Neto (PL-SP), Carlos Rodrigues (PL-RJ), José Borba (PMDB-PR) e Paulo Rocha (PT-PR).
38 réus
Sete anos depois, o STF (Supremo Tribunal Federal) vai julgar o caso. Dos 40 denunciados pela Procuradoria-Geral da República, 38 são réus no processo. Isso porque em 2008 o ex-secretário geral do PT, Silvio Pereira, fez um acordo com a Justiça e se comprometeu a prestar 750 horas de serviço comunitário em três anos para deixar de ser processado. E o ex-líder do PP acusado de receber dinheiro do esquema, José Janene, morreu em 2010.
As sessões de julgamento do mensalão começam na próxima quinta-feira (02). A previsão é que até setembro o Brasil já saiba quem são os inocentes e a punição dos considerados culpados.

Evangelho de hoje, sexta-feira (Mateus 13,18-23)



27 de Julho de 2012
16ª Semana Comum


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 18“Ouvi a parábola do semeador:19Todo aquele que ouve a palavra do Reino e não a compreende, vem o Maligno e rouba o que foi semeado em seu coração. Este é o que foi semeado à beira do caminho. 20A semente que caiu em terreno pedregoso é aquele que ouve a palavra e logo a recebe com alegria; 21mas ele não tem raiz em si mesmo, é de momento: quando chega o sofrimento ou a perseguição, por causa da palavra, ele desiste logo. 22A semente que caiu no meio dos espinhos é aquele que ouve a palavra, mas as preocupações do mundo e a ilusão da riqueza sufocam a palavra, e ele não dá fruto. 23A semente que caiu em boa terra é aquele que ouve a palavra e a compreende. Esse produz fruto. Um dá cem, outro sessenta e outro trinta”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Diretor de escola não é sargento. Muito menos um ditador de regras.

A escola é um espaço de aprendizagem, respeito, diálogo e convivência. É nela que devem florescer as boas relações interpessoais entre a ges...