Uma nação estruturada é uma base geográfica com uma população economicamente ativa ou não, delimitada com as outras partes institucionais, que formam outros países, com organizações diferentes, e com problemas semelhantes, mas, com maneiras distintas de resolução. Dentro deste contexto de delimitação, os territórios crescem, tanto em termos de população, como em termos de produção; pois, o contingente populacional crescendo, deve existir uma contra partida de produção, para suprir a esse povo que necessita de alimentação. Da mesma forma que a população cresce, e a produção deve aumentar, também elas podem decrescer de maneira igual, ou desigual; ou até mesmo só um cresce, ou decresce e o outro fica parado, ou como se diz normalmente, estável. Esse processo de crescer e/ou decrescer é o que constitui a teoria do crescimento econômico e social, muito polemizado na atualidade.
Assim, ao estudar as teorias do crescimento econômico, deve-se levar em consideração algumas teorias correlatas, ou mesmo complementares ao entendimento do termo individualizado, ou até mesmo no contexto mais geral, como é o caso de se buscar compreender os ciclos econômicos, e do que se entende por desenvolvimento econômico e social. Está claro, que esses três termos significam coisas distintas, todavia, complementam-se, proporcionando uma estrutura de prazer, ou desprazer aos habitantes do país, como é o caso de se ter um bem-estar, ou mal-estar para a população como um todo. O crescimento econômico diz respeito às mudanças na produção física nacional quantitativamente medida. Já os ciclos, versam sobre os momentos de boom e de recessão que a economia passa. E o desenvolvimento econômico é o estado de conforto em que a economia vive.
O crescimento econômico de determinado país acontece em uma política de dinamização no processo produtivo, isto no que diz respeito ao setor primário, ou agricultura; ao setor secundário, ou de transformação e beneficiamento; e, ao setor terciário, ou de serviços. O processo de crescimento deve acontecer nesta taxonomia econômica, de tal maneira, que ninguém saia sacrificado dentro do contexto nacional; pois, ao avanço de qualquer um isoladamente, implicará num desequilíbrio no vizinho, que desajustará a economia com prejuízos catastróficos, e, muitas vezes, sem controle, pelas autoridades econômicas. Por isto, é preciso que os três setores da economia cresçam harmonicamente, melhorando o bem-estar de toda a população, e isto não acontecendo, ocorre o que se presencia no dia-a-dia dos países periféricos, que são as constantes migrações campo/cidade, cidade/campo, e agora, interpaíses.
O processo de crescimento de um país depende muito da ideologia que tal nação se encontra estruturada, como por exemplo: um país capitalista tem um ponto de vista, quanto a sua política de crescimento econômico; entretanto, as nações socialistas já vêem as coisas de maneira totalmente diferentes. O crescimento capitalista versa sobre o acúmulo de capital privado, demanda em sua maioria, os famigerados lucros máximos possíveis, e isto faz gerar distinções, entre as classes sociais e, por conseguinte, as injustiças sociais, mesmo levando-se em consideração que o crescimento está sendo colocado de maneira quantitativa. De outra forma, o crescimento visto pelo lado dos países socialistas, diz respeito ao crescimento com desenvolvimento, quer dizer, o capital não se acumula de maneira privada, mas, coletiva, ou socializada igualitariamente falando, por hipótese.
Contudo, tem-se observado nos países capitalistas, que o crescimento econômico transcorreu de maneira desigual ao longo da história, e isto faz com que alguns sobressaiam no processo de acumulação, bem mais rapidamente do que outros, juntando poder e dificultando a equidade entre todos os que participam da atividade econômica. O capitalismo tem dificultado as igualdades sociais, a tal ponto de o estigma entre as classes, ser cada vez mais elastecida, isto porque o poderio privado põe em prática a exploração sobre os mais fracos; e, desta forma, conseguem acumular acima da média, criando o seu império, onde muitas vezes estão caracterizados de corrupções, desmandos e, sobretudo, de usurpação ao homem trabalhador, que nada pode fazer ao seu favor, a não ser caminhar junto com a corrente dominante, porque lhe falta a consciência para a luta da independência.
Por outro lado, o sistema socialista tem uma posição sobre o crescimento econômico, tal que, o importante, não é a acumulação privada, individualizada, na demanda incessante pelo lucro máximo que gera as concentrações e centralizações de poder; contudo, o processo de crescimento econômico, dá-se no sentido da acumulação social, onde o lucro, não é o objetivo de cada agente econômico privado, mas, da sociedade como um todo. O crescimento econômico nos países socialistas, a princípio, deve coincidir com o conceito de desenvolvimento econômico, tendo em vista que, o fundamental é o bem-estar de todos os agentes econômicos, participantes da distribuição da renda nacional e nunca grupos oligopolizados, que buscam a espoliação, a formação de estruturas que visam demolir a sociedade igualitária, para empossar os reis da corrupção, da deslealdade, e da exploração humana.
Dentro deste pensamento, surge uma pergunta de fundamental importância para a teoria do crescimento econômico, qual seja, como se processo o crescimento econômico de uma nação? A este respeito, HARBERLER (1976) mostra com clareza que as políticas governamentais podem e de fato promovem - ou retardam - o crescimento econômico de diversas maneiras. Por exemplo, as políticas objetivando a manutenção, ou restauração das condições básicas para uma atividade empresarial vigorosa, poderiam fazer muito pela moção do crescimento econômico. Na verdade, uma maneira muito efetiva, e do ponto de vista econômico e administrativo, comparativamente simples (embora, politicamente, não seja de nenhum modo fácil), de aumentar a taxa de crescimento, seria remover os obstáculos colocados pelo homem, ao crescimento, alterando radicalmente as políticas que se acaba de descrever.
Ao se ter um caso contrário, o Estado só participa quando o setor produtivo não tem condições de suprir estas dificuldades, onde o investimento só consegue retornos de longo prazo, e a economia tem pressa para conseguir uma eqüidade entre os diversos tipos de empresários, para uma dinamização conjunta.
Ainda mais, com respeito às políticas de crescimento econômico propriamente ditas, e para responder a esta proposição colocada, as palavras de HARBERLER (1976) são profícuas ao indicar que são políticas e medidas que estimulam a poupança e o investimento às expensas do consumo corrente. Um exemplo imediato é um esquema de poupança compulsória. O consumo pode ser reduzido através de impostos apropriados e a receita resultante canalizada através do mercado de capitais para investimento privado (ou público), resultando em maior produção no futuro. O investimento neste sentido, deve ser definido amplamente, de modo a incluir investimento em seres humanos, por exemplo em educação, através do prolongamento do ensino obrigatório e do estímulo aos jovens para que freqüentem os cursos secundários e superior.
A este respeito, um dos impulsionadores do crescimento de uma economia, industrial, ou geral é o investimento, que alimentado pela educação, e outras variáveis, fomentam a formação bruta de capital, em seu parque industrial.
É fácil ver no mundo atual, a preocupação com o crescimento econômico, tanto no que diz respeito aos países centrais, como Estados Unidos, Japão, Alemanha e muitos outros participantes do grupo dos desenvolvidos; ou mesmo os países terceiro-mundistas como o Brasil, Argentina, Paraguai e alguns outros que integram a parcela dos subdesenvolvidos. O crescimento econômico envolve uma polêmica muito forte, no que versa as variáveis que envolvem, na realidade, o processo de crescimento, quer seja de maneira individualizada, ou até mesmo dentro do princípio macroeconômico. Uma das variáveis que dinamizam os incrementos na produção nacional, assim como fazem evoluir a empresa é a tecnologia; pois, com o progresso tecnológico neutral, ou induzido, faz-se com que a acumulação seja mais rápida, e o crescimento econômico mais evidente.
As políticas de crescimento econômico em cada país, dependem da proposta que exista na execução das atividades que promovem tal crescimento; pois, um estudo minucioso de cada parte nacional, é que vai deliberar sobre o processo de crescimento, se é intensivo em capital, ou intensivo em trabalho, e isto vai estar em função direta das disponibilidades de mão-de-obra, em primeira instância. O que norteia a viabilidade do crescimento econômico é a tecnologia; todavia, uma nação ser intensiva em capital, significa uma disponibilidade de poupança suficiente para suprir a atividade econômica de capital que envolve inovação tecnológica, e, sobretudo, um desprendimento maior em investimento no capital humano por excelência, tendo em conta que avanço tecnológico privilegiando o capital, exige uma formação profissional adequada a tal progresso.
Por outro lado, se a economia dispõe de mão-de-obra abundante, deve-se procurar uma maneira de adaptar os avanços tecnológicos a esta mão-de-obra que necessita de uma ocupação no mercado de trabalho, como é o caso dos países do terceiro-mundo que, obedecendo ao princípio do efeito demonstração importam tecnologias altamente desenvolvidas; e, como resultado, tem-se capital ocioso, sem pessoal capacitado ao desempenho de uma atividade intensiva deste fator. Foi neste sentido, que surgiu a figura do empresário, muito bem trabalhado por Joseph SHUMPETER (1959), quando mostrou a importância daquele que gerencia, administra, e aloca eficientemente os recursos materiais e humanos, dentro da empresa moderna e foi, desta forma, que se viabilizou a estrutura empresarial capitalista, que começava a sofrer os seus primeiros ataques de fim de vida, isto é, as crises.
Pois, é o empresário quem viabiliza o crescimento dos setores produtivos da economia, quer seja rural, industrial, ou de serviços, ao considerar que o seu papel é de inovador, empreendedor, e, sobretudo, de dinamizador da atividade econômica de uma forma geral. Desta maneira, o processo de crescimento econômico deve atuar de maneira harmônica entre os setores; e, especialmente, levando-se em consideração a atividade econômica, e o nível populacional do país. Não se pode ter uma população com uma taxa de crescimento maior, ou menor do que a taxa de atividade produtiva da economia. Finalmente, o importante, é que a taxa de crescimento da economia tem que estar em consonância com toda a estrutura do país, para não ocorrer desigualdades, e, como conseqüência, um desajuste maior do que possa gerar crises, e chegar talvez à recessão de maneira incontrolável e sem perspectivas.
novembro 11th, 2010 at 09:10
Este é um grande problema sem dúvida, mas uma vez o ser humano usando o que não é dele sem a menor responsabilidade.
Este planeta não nos pertence, é como uma casa que alugamos, ao devolvermos ao dono tem que estar do mesmo modo que estava ao alugarmos, será que estamos devolvendo o planeta do mesmo modo como o encontramos? Tenho certeza que não, o Terra em que nasci a 51 anos atrás já não é a mesma que deixo para meus filhos, e fico pensando se sobrará alguma coisa para meus netos. É preciso ensinar nossos filhos a terem uma atitude de preservação diante do mundo. Colhemos o que plantamos, não será diferente com a natureza, ela nos tratará com a mesma indiferença que a temos tratado. Deus nos conceda sabedoria para mudar.
novembro 11th, 2010 at 09:29
Saudações de Belo Horizonte!!
Para ser bem honesta com o senhor, não gosto de alarmismo ambientalista. Professor Felipe Aquino, na seção “Ecologia” de seu Blog, postou textos sobre cientistas que defendem que o aquecimento da Terra não se deve essencialmente ao efeito estufa (consequência da nossa poluição):
o que mais age sobre o clima na Terra são as intempéries na nossa estrela-mor, vulgo, SOL. Essa estrela é que “manda” no clima da Terra.
Entretanto, isso não implica que podemos sair por aí consumindo e sujando o ar que respiramos e os rios onde os peixes e tantos outros animais vivem, certo?
MAIS do que o lixo que gera e que degrada os nossos solos, o efeito MAIS NOCIVO do consumismo se dá na nossa maneira de ser e na nossa interação de uns com os outros.
A lógica do “descartável” nos ilude de que basta “jogar as pessoas que incomodam fora (de nossa vida)” para nossos problemas se desfazerem. Padre Léo tem (tinha) ótimas reflexões sobre isso.
Saúde e Paz ao senhor e a Todos os Seus Leitores!!
novembro 11th, 2010 at 10:01
novembro 11th, 2010 at 13:29
escreveu s/ Ecologia, educação dos filhos, tolerância, personalidade corporativa.
Porque somente se fizer a escolha de Deus na minha vida, consigo
enxergar o mundo ao meu redor, e posso olhar com outros olhos … isto é vou entender como utilizar os recursos naturais, vou aprender a viver em comunidade, na família e na sociedade!
Para nos ajudar na caminhada, Deus suscita a cada tempo um seu Carisma de acordo com aquela época p/ a Humanidade. Foi assim no tempo de S. Francisco de Assis e contínua válido para hoje.
Neste nosso tempo, Deus doou a Humanidade o carisma da Unidade, através de Chiara Lubich, ela sintetisou em 6 pontos a Arte de Amar:
se a gente mirar estes aspectos, com certeza veremos mudança ao nosso redor como “aquela pedrinha” jogada num lago, que vai fazendo ondas até perder de vistas… Assim é c/ o Amor se colocarmos a viver.
Eis os 6 pontos da Arte de Amar:
2- Reconhecer a presença de Deus em todos.
3- Amar como a si mesmo. Fazer aos outros o que gostaríamos que fosse feito a nós. Colocar-se no lugar do outro.
4- Usar a tática do apóstolo Paulo: Fazer-se Um com todos. Chorar com quem chora e alegrar-se com quem se alegra.
5- Amar por primeiro. Tomar sempre a iniciativa no amor. Não pretender nem esperar nada dos outros.
6- Amar o inimigo. Esse é o ponto mais difícil, porém sem ele o nosso amor não é de natureza divina.
Verão como Deus se faz presente, onde está um coração que ama!
…esta experiência começou no dia 07/12/1943 com a consagração à Deus de Chiara Lubich, durante a segunda guerra mundial e esta vida se espalhou pelos 5 continentes.
…agora, precisa se espalhar entre nós, ao colocar em prática as palavras de Jesus.
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http://www.cidadenova.org.br/