sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Dr. Valéria sobre o valor do voto em Pentecoste


QUANTO VALE O VOTO DO PENTECOSTENSE?
Corre a boca miúda no nosso Município notícias de negociações com os votos dos eleitores. Dizem as boas e principalmente as más línguas, que estão negociando os votos a preço de ouro e alguns daqueles que se diziam oposição estão mudando de lado e partido em troca de empregos, carros e dinheiro.

Dizem que um antigo desafeto do poder, que já teria passado por lá e foi xingado de “preto sem vergonha” negociou sua ida para um partido aliado do prefeito e prega que para concorrer a eleição é preciso estar do lado do poder.

Outro, pleiteava a cifra de R$ 40.000,00 (quarenta mil reais), contudo dizem que o acordo foi bem menor, mais ganhou a promessa de 20 (vinte) empregos.

O que ganhou menos, segundo dizem, foi o que aderiu primeiro ao poder, ficando com uma direção de escola e 05 (cinco) empregos.

É necessário que se diga que estão vendendo os votos do povo e os valores gastos com a compra de candidatos, sairá sempre de nosso bolso, daí porque a saúde, a segurança e a educação pedem socorro.

Infelizmente quando os candidatos vendem a sua consciência, estão vendendo os votos que cada cidadão conscientemente lhe confiou.

Agora imaginem. Se hoje, há um ano das eleições, estes candidatos estão obtendo vantagem com o voto do povo o que farão se forem eleitos?

SERÁ QUE O POVO DE PENTECOSTE MERECE ISSO?

Valéria Braga - vereadora

Comentário do Professor Valdeni

Quando digo que para quem tem boa índole é complicado ir para a política, que conhecemos como suja e corrupta é por causa desses motivos, mas é exatamente por causa desses motivos que os que tem dentro de si o desejo de assumir essa missão da política na sua essência devem concorrer aos cargos eletivos. O povo precisa ter opção. Do contrário, terão razões quando dizem: se não tem ninguém diferente na política, é os mesmos de sempre então é o jeito. 
Esse tipo de política que é feita a base da compra de consciência é a política do atraso, da safadeza e que precisa ser combatida com todas as forças por aqueles que pensam numa política voltada para o bem comum. Política que se caracteriza por promover qualidade de vida para os seus munícipes.
Quando ouvimos comentários como esses, do qual Dr. Valéria, nem conseguimos acreditar. Eu pelo menos tenho dificuldade de acreditar. Mas, se vamos analisar as pessoas que se prestam a este papel, ai entendemos as razoes.
Essas pessoas, entretanto, são aqueles que vão atras dos que se sente esquecido a vida toda. Com uma conversa sorrateira e cheia de armadilhas acaba ludibriando mais uma vez o pobre inocente e desprovido de um pouco de conhecimento. Pior ainda, é os que tem consciência do que seja isso mas que em nome de uma barganha qualquer, ou mesmo de uma promessa, joga tudo pros ares e assume uma postura de covardia. Esse é o mal do qual são acometidos nossos ilustres parlamentares em todos os escalões de governo.


Eita Brasil de meu Deus até quando...         

Governadores do Codesul se unem pela partilha do pré-sal

A luta pela partilha justa dos royalties do pré-sal superou barreiras partidárias e atravessou as divisas estaduais para unir líderes políticos de todas as ideologias e os governadores dos quatro Estados que compõem o Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul).
Governadores do Codesul durante ato sobre divisão do pré-sal (Foto Caco Argemi/ Palácio Piratini)Governadores do Codesul durante ato sobre divisão do pré-sal (Foto Caco Argemi/ Palácio Piratini)
Em ato realizado nesta quinta-feira (29), no Palácio Piratini, os governadores Tarso Genro (RS), João Raimundo Colombo (SC), Carlos Alberto Richa (PR) e a vice-governadora do MS, Simone Tebet, lançaram a Carta de Porto Alegre, documento no qual os chefes de Estado afirmam uma "posição unificada em defesa da justiça na distribuição da receita dos royalties advindas da exploração do petróleo".

O anúncio marcou a união dos esforços dos quatro governadores para pressionar o Senado Federal, com vistas à derrubada do veto do ex-presidente Lula à emenda Ibsen, na próxima quarta-feira (5), ou a um acordo que contemple os demais Estados. Presidente do Codesul, o governador Tarso Genro ressaltou o caráter suprapartidário da campanha do pré-sal, superando interesses ideológicos ou regionais. "A presença de todos os partidos neste ato comprova esse nosso amadurecimento político em torno dessa causa, que é de todos". Tarso alertou que, independentemente da decisão adotada pelo Senado na próxima semana, o debate irá continuar. "Por isso, teremos que estar alertas, unidos e participantes neste processo".

Falando em nome dos demais integrantes do Codesul, Tarso apontou a emenda de Ibsen Pinheiro como um ponto de partida para as negociações, apesar de questionar alguns pontos do projeto. "Não fechamos nenhum alinhamento com a nova proposta do Governo Federal. Nosso ponto de partida é a emenda Ibsen, que encaminha uma distribuição igualitária. Se a emenda não for consolidada, a proposta federal é um avanço, mas ainda insuficiente".

Tarso Genro também enfatizou que os governadores do Codesul não reconhecem nenhum privilégio aos Estados produtores pelo fato de possuírem as jazidas localizadas nos seus território. "Aceitamos uma compensação para fazer frente a questões de infraestrutura para os estados produtores, mas não aceitamos a partilha do pré-sal nos parâmetros atuais", frisou.

O governador de Santa Catarina, João Raimundo Colombo, acredita na derrubada do veto à emenda Ibsen Pinheiro. "Nós vamos articular com a nossa bancada para derrubar o veto, porque o petróleo não é de alguns brasileiros, mas de todos, e acreditamos que a solução justa é contemplar todos os Estados". 

O governador do Paraná, Carlos Alberto Richa, apoia Colombo, mas reconhece que o consenso também representaria um avanço na discussão. "A nossa defesa é pela derrubada do veto, podendo ser acatada a emenda de Ibsen Pinheiro. O consenso é um avanço, mas não é o ideal", disse o governador. A vice-governadora do Mato Grosso do Sul, Simone Tebet, elogiou a atitude da presidente Dilma Rousseff, que aceitou renunciar parte dos recursos, e cobrou a mesma atitude dos Estados produtores. "Reconhecemos a importância de uma compensação pelo impacto na infraestrutura desses Estados, mas entendemos que a maneira mais justa é partilha de forma igualitária".

O evento também teve a participação do ex-deputado Ibsen Pinheiro, autor da emenda que abriu a discussão sobre a distribuição igualitária dos royalties. Ibsen justificou a importância da emenda por prever um tratamento igual a todos os entes da Federação. "Estudos mostram que, de dez poços perfurados no Brasil, um dá resultado positivo e outros nove são tentativas frustradas, e é toda a população que paga por este investimento. Então, nada mais justo que todos sejam beneficiados". O ex-deputado também alertou que, no caso de um desastre ambiental, todo o País sofreria os danos, e não só os Estados produtores, o que justificaria um tratamento igual a toda Federação.

Também presente no evento, o deputado federal Nelson Marchezan Júnior acredita que a união da bancada gaúcha é fundamental para o alcance dos objetivos propostos pela campanha do pré-sal. "A união da nossa bancada, de governadores de diferentes partidos e de outras bancadas dos Estados são grandes avanços para superar questões partidárias e buscar um bem comum a todos os brasileiros, como o pré-sal", acentuou Marchezan.

O caso dos royalties 

Em 2010, o Congresso Nacional aprovou o Projeto de Lei (PL) nº 5.940, de 2009, que propunha uma nova forma de distribuição dos recursos de royalties e de participação especial. De acordo com o projeto aprovado, a parcela dos royalties e de participação especial não destinada à União seria distribuída entre todos os estados e municípios do País, segundo os critérios de rateio previstos no Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE) e no Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Os estados e municípios confrontantes, bem como os municípios afetados por operações de embarque e desembarque de petróleo e gás natural, deixavam, então, de receber participação diferenciada, mas deveriam ser compensados pela União por valores que perderiam em decorrência da aprovação da Lei. Em dezembro de 2010, o projeto de lei foi convertido na Lei nº 12.351, de 22 de dezembro de 2010, mas com veto presidencial aos dispositivos que previam alterações na distribuição dos royalties e participação especial. De acordo com a mensagem presidencial, esses dispositivos foram vetados porque a redação do artigo suscitava muitas dúvidas em relação à forma como o Governo Federal implementaria a compensação aos estados e municípios confrontantes.

Senado apreciará veto na próxima semana 

O presidente do Senado, José Sarney, confirmou para a próxima quarta-feira (5) a apreciação do veto do ex-presidente Lula à emenda do deputado Ibsen Pinheiro, que propõe a distribuição dos royalties de acordo com critérios de repartição do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Enquanto isso, o Governo Federal estuda a apresentação de uma nova proposta para tentar evitar a derrubada do veto.

O Senado Federal também trabalha para desobstruir a pauta do Plenário - trancada por quatro medidas provisórias - e votar, em regime de urgência, o projeto de lei do senador Wellington Dias, que traz uma das fórmulas em discussão para resolver o impasse em torno da questão. Se o projeto não for apreciado, o veto irá à votação no Plenário.

Fonte: Governo do RS

Evangelho de Lucas 10,13-16


Sexta-feira, 30 de setembro de 2011

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus: 13“Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque se em Tiro e Sidônia tivessem sido realizados os milagres que foram feitos no vosso meio, há muito tempo teriam feito penitência, vestindo-se de cilício e sentando-se sobre cinzas. 14Pois bem: no dia do julgamento, Tiro e Sidônia terão uma sentença menos dura do que vós. 15Ai de ti, Carfanaum! Serás elevada até o céu? Não, tu serás atirada no inferno. 16Quem vos escuta a mim escuta; e quem vos rejeita a mim despreza; mas quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael




Sabemos – por ensinamento de Santo Tomás de Aquino, o “Doutor Angélico” – que os anjos se dividem em três hierarquias, cada uma composta por nove coros. A terceira hierarquia, composta pelos serafins, querubins e tronos, é a mais “privilegiada”, os anjos que a compõem vivem ao redor do trono de Deus, contemplando sua glória e cantando seus louvores. Pela luz que é comunicada a eles, vinda do trono de Deus, são instrumentos de aperfeiçoamento das demais hierarquias.
Os anjos da segunda hierarquia povoam os espaços celestes (cf. Ef 6,12). Encontram-se entre o céu e a terra. Ajudam a melhor governar o mundo e combatem as hierarquias infernais. São, portanto, grandes defensores da humanidade. Essa hierarquia é composta pelas dominações, virtudes e potestades.

A primeira hierarquia é composta pelos principados, arcanjos e anjos, que vivem na terra, ao lado dos homens. Os arcanjos são aqueles a quem Deus confia missões extraordinárias da fé e revelações de realidades acima da compreensão humana. Nesse coro encontram-se São Miguel, cujo nome significa “Quem como Deus?” (cf. Ap 12,10), São Rafael, “Deus cura” (cf. Tb 5,4) e São Gabriel, “Força de Deus” (cf. Lc 1,26), cujas festas eram celebradas a 29 de março, a 24 de outubro e a 24 de março respectivamente. Mas o novo calendário reuniu em uma só celebração a festa destes arcanjos, no dia 29 de setembro. Esta data foi escolhida por corresponder à da consagração a igreja dedicada a São Miguel, no século V, a seis milhas da via Salária.

São Miguel
São Miguel, antigo padroeiro da sinagoga, é agora padroeiro de toda a Igreja católica. Chefe dos arcanjos, é a figura angélica mais nobre das Sagradas Escrituras.

Foi cultuado desde os primeiros séculos da história do cristianismo. É venerado por sua coragem no momento da queda dos anjos, em que Lúcifer seduziu um terço dos anjos do céu e, ao querer tomar o trono de Deus, veio Miguel, liderando os dois terços que permaneceram fiéis a Deus, e expulsou satanás e seus anjos decaídos (cf. Ap 12,7-9).

Miguel protege o povo eleito (cf. Dn 10,13), combate contra satanás (cf. Ap 12,7ss), no juízo universal intervirá em favor do povo de Deus (cf. Dn 12,1-2).

Célebre e muito antigos são os santuários a ele consagrados em Puglia (Itália, 491) e em Mont-Saint-Michel (França). Em Roma, foi-lhe dedicado o Mausoléu de Adriano, porque no século VI, enquanto Gregório Magno fazia uma procissão para esconjurar a peste, apareceu em cima do sepulcro do imperador romano Adriano o arcanjo Miguel com a espada levantada e a peste cessou, então o povo passou a chamar o referido Mausoléu de Castelo de Sant’Angelo (Santo Anjo).

Depois, São Miguel auxiliou a alguns santos em sua missão. Citamos como exemplo Santa Joana d’Arc e São Geraldo Magela. Invoquemo-lo nas tentações e dificuldades, para que nos dê coragem de vencê-las e, nos sofrimentos, para que nos conforte.

São Gabriel
Sabe-se pouco sobre este arcanjo, mas sabe-se que Gabriel é anunciador por excelência das revelações divinas. É o anjo das belas e alegres notícias, como o nascimento de João Batista, o precursor, e depois o nascimento de Jesus. Também ele explica ao profeta Daniel como se dará a plena restauração, da volta do exílio ao advento do Messias.

Ele tem um grande prestígio até mesmo entre os maometanos.

São Rafael
São Rafael é citado apenas em um livro da Bíblia. É o acompanhante do jovem Tobias, daí lhe vem a função de guia de todos os que viajam. Ele ainda sugeriu a Tobias o remédio para a cura da cegueira do pai, por isso é invocado como curador e protetor dos farmacêuticos. Também orientou a libertação do demônio que agia no matrimônio de Sara, por isso é invocado como protetor dos casais.


Maria Auristela Barbosa Alves 

Bibliografia 
Festa dos Anjos. Maná, ano 9, n. 41, set/94, pp.37-39, Fortaleza: Shalom.
Menezes, Goretti Bezerra de. As criaturas invisíveis de Deus. Maná, ano 3, n. 6, set/1988, pp. 20-24, Fortaleza: Shalom.
Paiva Filho, Alberto. As criaturas invisíveis de Deus. Maná, ano 4, n. 7, mar/1989, pp. 23-228, Fortaleza: Shalom.
Sgarbossa, Mario e Giovannini, Luigi. Um santo para cada dia. 4 ed. São Paulo: Paulus, 1996.

A Criação dos Anjos




A existência dos anjos é dogma, isto é, verdade de fé da Igreja. Trata-se de verdade contida na Sagrada Escritura, proclamada nos Concílios Ecumênicos, afirmada pela unanimidade dos Santos Padres, e ensinada por todos os Teólogos fiéis ao magistério da Igreja. A definição dogmática, deu-se no IV Concílio de Latrão realizado no ano 1215. Antes desse Concílio, a existência dos Anjos, fora afirmada e formulada no Concílio Ecumênico de Nicéia I (ano 325), sob o pontificado do Papa São Silvestre, cujo decreto D.54 explica claramente:
" Creio em um só Deus, Pai Todo Poderoso, 
Criador do Céu e da Terra, e de todas as coisas visíveis e invisíveis".
Estas palavras são quase que a repetição daquilo que São Paulo ensinava em sua primeira carta aos Colossenses (Col 1,16s).
Todas as referências aos Anjos são feitas considerando-os como seres reais e não como símbolos, abstrações, puras mensagens de Deus, ou personificações literárias dos atributos divinos. A existência dos Anjos como também dos demônios é uma verdade que faz parte da doutrina católica. Temos que partir da convicção, por fé, de que os Anjos de fato existem.
A Bíblia não nos indica o momento de sua criação nem as circunstâncias em que foram criados, no entanto fala inúmeras vezes de suas intervenções diretas na história da salvação e nos destinos da humanidade.
Os anjos foram criados do nada por Deus, "em Cristo", e a serviço de Deus e da Igreja; prestando este serviço em louvor e adoração constantes a Deus e auxiliando o homem de diversas formas.
Quando por um ato de sua livre vontade o Senhor Deus resolveu iniciar a sua criação, Ele o fez de duas formas, ou seja, dividiu sua criação em duas: a criação visível e a criação invisível.
A criação visível de Deus é composta de tudo quanto os nossos olhos podem alcançar, ou melhor, tudo que os nossos sentidos percebem. Já a criação invisível é retrato do próprio Deus, que se faz visível por suas obras mas é de natureza invisível.
A criação invisível de Deus é que, na realidade, une e coordena toda a natureza. Esta criação é super povoada por seres espirituais que têm por nome: Anjos. A palavra anjo tem um significado de mensageiro, enviado, emissário de Deus. Eles existem por um ato da vontade de Deus que os tirou do nada e os trouxe a existência.
Os Anjos de Deus são seres brilhantes e resplandecentes, dos quais emana luz, e são um espelho da glória de Deus. São seres poderosos diante do trono, sua luz intensa irradia energia, porque Deus, a fonte da luz, tem pleno domínio sobre Eles.
A Tradição Católica acredita que o número de anjos criados por Deus é muito superior ao número de homens criados, visto que cada homem, desde Adão até o último que aparecer na Terra, tem um Anjo de Guarda diferente. A Escritura fala de milhares de milhões (Dn 7,10), de miríades (Hb 12,22).



Artigo Comunidade SHALOM

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

STF Abrirá ação penal contra deputado Maluf e familiares



Por 7 votos a 1, o Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu denúncia (INQ 2471) apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), integrantes de sua família e empresários por lavagem de dinheiro. A acusação de crime de quadrilha foi rejeitada pelo Plenário somente em relação a Paulo Maluf e sua mulher, Sylvia, em virtude da prescrição do delito.
Acompanharam o voto do relator do inquérito, ministro Ricardo Lewandowski, os ministros Luiz Fux, Cármen Lúcia Antunes Rocha, Ayres Britto, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e o presidente Cezar Peluso. Somente o ministro Marco Aurélio divergiu e rejeitou toda a denúncia ao reconhecer a prescrição de todos os crimes imputados a Maluf.
“Peço vênia ao relator para assentar a prescrição da pretensão punitiva quanto ao detentor da prerrogativa de foro e, a partir dessa premissa, determinar a baixa (da denúncia) à 1ª instância, para que se delibere quanto ao inquérito relativamente aos demais envolvidos”, disse.
Mesmo acompanhando o voto do relator, os ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes fizeram uma ressalva ao manifestarem preocupação em relação ao chamado crime antecedente, referente ao dinheiro obtido de forma ilícita na década de 90.
“Os fatos são extremamente relevantes e é a primeira vez, salvo melhor juízo, que a Corte se depara com essa situação: fatos que antecedem a própria lei (de lavagem de dinheiro) e que, tendo em vista a permanência do crime, podem criar uma situação de efetiva retroatividade”, disse o ministro Gilmar Mendes.
O ministro Cezar Peluso fez uma ressalva “expressa” em relação à questão da prescrição do crime de lavagem de dinheiro. “Vou me reservar a reapreciar a questão no curso da ação penal. Mas por ora não vou reconhecê-la”, concluiu o presidente do STF.
Voto do relator
Em seu voto, o ministro Ricardo Lewandowski afirmou há diversos elementos que servem como indícios de provas para o desencadeamento da ação penal, com destaque para o detalhamento do caminho financeiro das alegadas propinas recebidas pelo grupo, com escalas nos Estados Unidos e países da Europa.
Em razão da idade do casal Paulo e Sylvia Maluf (mais de 70 anos), o relator votou pelo reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva do Estado em relação ao crime de formação de quadrilha, que, porém, foi recebida quanto aos demais réus. A denúncia não foi recebida em relação à organização criminosa.
Lewandowski, que também é relator das outras duas ações penais contra Paulo Maluf, rejeitou a alegação da defesa de que a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) seria inepta em razão de sua “pretensa generalidade”. Segundo ele, o fato de se tratar de supostos crimes cometidos por meio de atuação coletiva de agentes, que teriam praticados os delitos com a colaboração de várias pessoas físicas e jurídicas, não se pode exigir que o MPF “desça a minúcias dos atos atribuídos a cada um dos denunciados nesta fase processual, sob pena de adentrar-se, desde logo, em um inextricável cipoal fático”.
Com base em elementos das ações penais em que atua como relator, Lewandowski afirmou haver indícios suficientes de que o esquema de desvio de verbas públicas operado por Paulo Maluf à frente da Prefeitura de São Paulo gerou prejuízo ao erário de aproximadamente US$ 1 bilhão, dinheiro que circulou por contas correntes mantidas pela família na Suíça, Inglaterra e na Ilha Jersey, a partir de distribuição feita a partir da conta mantida em Nova York (EUA). “Os elementos colhidos na ação penal são pródigos no tocante à presença de indícios de autoria do delito de corrupção passiva por parte de Paulo Maluf, independentemente do fato de ter sido a respectiva denúncia recebida por juiz de 1º grau”, afirmou.
O relator detalhou o suposto esquema de desvio operado especificamente na construção da Avenida Águas Espraiada, cuja obra foi executada por um consórcio formado pelas construtoras Mendes Jr. e OAS ao custo de R$ 796 milhões, mas ressaltou que os recursos obtidos por meio de corrupção passiva (crime antecendente), em tese, não têm origem apenas nesta obra.
“Havia um conjunto de empresas supostamente subcontratadas pela Mendes Jr., que, que durante muito tempo vendiam serviços fictos, mediante uma remuneração de 10%. É por essa razão que, aparentemente, chegou-se a mais de 900 milhões de dólares de recursos supostamente desviados. É um trabalho, não diria nem de formiguinha, mas de tamanduá, ao longo do tempo”, ironizou. O ministro qualificou como “impactante” o depoimento prestado em juízo pelo ex-diretor financeiro da Mendes Jr. Simeão Damasceno de Oliveira, no qual contou detalhes do esquema.
De acordo com o relator, há indícios de que parte do dinheiro da propina era transferida ao exterior por meio de doleiros contratados pelas próprias construtoras. Também há evidências de que, nos bastidores da Administração municipal, o filho do prefeito, Flávio, atuava para que os pagamentos à OAS e à Mendes Jr. fossem feitos rigorosamente em dia.
Questão de ordem
Antes de votar o mérito da causa, o ministro Ricardo Lewandowski suscitou uma preliminar quanto ao retorno, para julgamento do Supremo, do 5º conjunto de fatos delituosos, desmembrado pela Corte e que, atualmente, tramita na primeira instância. Os ministros colocaram em votação se  essa parte da denúncia deveria ser conhecida ou não pela Corte,  analisadando a viabilidade do pedido.
Durante as discussões, os advogados informaram que a questão foi submetida à primeira instância, que recebeu a denúncia. Naquela mesma instância, conforme a defesa, o processo foi desmembrado, de um lado uma denúncia específica para brasileiros e outra para um suíço também denunciado.
Por maioria dos votos (5×3), os ministros entenderam que o STF deve analisar esse grupo fático apenas em relação a Paulo Maluf, que é o titular da prerrogativa de foro. O relator votou pelo conhecimento e foi seguido pelos ministros Luiz Fux, Cármen Lúcia Antunes Rocha, Ayres Britto e Cezar Peluso, vencidos os ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, que não a conheciam.
Redação

Dia 10 de outubro acontecerá a Audiência entre o Sindsep e a Administração Municipal no Fórum de Pentecoste.



Esse é o terceiro encontro entre as partes onde discutirão os temas abordados pelas representações do Sindicato junto ao Ministério Público. Os servidores aguardam com muita expectativa por resultados positivos, assim como já aconteceu nas últimas reuniões. O pagamento da gratificação para servidores que possuem cursos de especialização na área da Educação é uma dessas conquistas.

Publicado pelo Sindsep Pentecoste


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Postado por Sindsep Pentecoste no Sindsep Pentecoste: Avançando na Luta em 2011! em 9/29/2011 09:43:00 AM

Diretor de escola não é sargento. Muito menos um ditador de regras.

A escola é um espaço de aprendizagem, respeito, diálogo e convivência. É nela que devem florescer as boas relações interpessoais entre a ges...