domingo, 9 de dezembro de 2012

Discurso do Papa: Comissão Teológica Internacional - 7/12/2012


Boletim da Santa Sé

(Tradução: Jéssica Marçal, equipe CN Notícias)



Discurso
Audiência com os membros da Comissão Teológica Internacional
Sala de Papas do Palácio Apostólico Vaticano
Sexta-feira, 7 de dezembro de 2012


Venerados irmãos no Episcopado e no Sacerdócio,
Ilustres professores e caros Colaboradores,

Com grande alegria vos acolho ao término de seus trabalhos da vossa Sessão Plenária anual. Saúdo de coração o vosso novo presidente, Dom Gerhard Ludwig Müller, a quem agradeço pelas palavras que me dirigiu em nome de todos, assim como o novo secretário geral, o padre Serge-Thomas Bonino.

A vossa sessão desenvolveu-se no contexto do Ano da Fé, e estou profundamente satisfeito pelo fato da Comissão Teológica Internacional ter desejado manifestar a sua adesão a este evento eclesial através de uma peregrinação à Basílica Papal de Santa Maria Maior, para confiar à Virgem Maria, praesidium fidei, os trabalhos da vossa Comissão e para rezar por todos aqueles que, no meio Eclesial, dedicam-se a fazer frutificar a inteligência da fé em benefício e alegria espiritual de todos os crentes. Obrigado por este gesto extraordinário. Exprimo apreço pela mensagem que os senhores escreveram em ocasião deste Ano da Fé. Isso ilustra bem o modo específico no qual os teólogos, servindo fielmente à verdade da fé, podem participar do esforço evangelizador da Igreja.

Esta mensagem retoma os temas que os senhores desenvolveram mais amplamente no documento “A teologia hoje. Perspectivas, princípios e critérios”, publicado no início deste ano. Tomando nota da vitalidade e da variedade da teologia depois do Concílio Vaticano II, este documento pretende apresentar, por assim dizer, o código genético da teologia católica, isso é, princípios que definem a sua própria identidade e, por consequência, garantem a sua unidade na diversidade das suas realizações. Para este efeito, o texto esclarece os critérios para uma teologia autenticamente católica e, portanto, capaz de contribuir com a missão da Igreja, com o anúncio do Evangelho a todos os homens. Em um contexto cultural em que alguns são tentados ou a privar a teologia de um estatuto acadêmico, por causa de sua ligação intrínseca com a fé, ou de prescindir da dimensão crente e confessional da teologia, com o risco de confundi-la e de reduzi-la às ciências religiosas, o vosso documento recorda oportunamente que a teologia é inseparavelmente confessional e racional e que a sua presença dentro da instituição universitária garante, ou deveria garantir, uma visão ampla e integral da própria razão humana.

Entre os critérios da teologia católica, o documento menciona a atenção que os teólogos devem reservar ao sensus fidelium. É muito útil que a vossa comissão esteja concentrada também sobre este tema que é de particular importância para a reflexão sobre a fé e para a vida da Igreja. O Concílio Vaticano II, enfatizando o papel específico e insubstituível que cabe ao Magistério, salientou, no entanto, que todo o Povo de Deus participa na função profética de Cristo, realizando assim o desejo inspirado, expresso por Moisés: “Prouvera a Deus que todo o povo do Senhor profetizasse, e que o Senhor lhe desse o seu espírito!” (Nm 11,29). A Constituição dogmática Lumen gentium ensina sobre: “A totalidade dos fiéis, tendo a unção que vem do Santo (cfr 1 Jo 2,20.27), não pode enganar-se no crer, e manifesta esta sua propriedade mediante o sentido sobrenatural da fé de todo o povo, quando desde os bispos até os últimos fiéis leigos mostra universal seu consenso em matéria de fé e de moral” (n. 12). Este dom, o sensus fidei, constitui no crente uma espécie de instinto sobrenatural, que tem uma conaturalidade vital com o mesmo objeto da fé. Observamos que propriamente os simples fiéis carregam em si esta certeza, esta segurança do sentido da fé. O sensus fidei é um critério para discernir se uma verdade pertence ou não ao depósito vivo da tradição apostólica. Tem também um valor propositivo porque o Espírito Santo não para de falar à Igreja e de conduzi-la para a verdade inteira. Hoje, no entanto, é particularmente importante especificar os critérios que permitem distinguir o sensus fidelium autêntico das suas imitações. Na realidade, isso não é uma espécie de opinião pública eclesial, e é impensável podê-lo mencionar para desafiar os ensinamentos do Magistério, porque o sensus fidei não pode desenvolver-se autenticamente no crente se não na medida em que ele participa plenamente na vida da Igreja, e isso exige adesão responsável ao seu magistério, ao depósito da fé.

Hoje, este mesmo sentido sobrenatural da fé dos crentes leva a reagir com vigor também contra o preconceito segundo o qual as religiões, e em particular as religiões monoteístas, seriam intrinsecamente portadores de violência, sobretudo por causa do argumento de que elas têm a pretensão da existência de uma verdade universal. Alguns acreditam que apenas o “politeísmo de valores” garantiria a tolerância e a paz civil seria conforme o espírito de uma sociedade democrática pluralista. Nesta direção, o vosso estudo sobre o tema “Deus Trino, unidade dos homens. Cristianismo e monoteísmo” é de viva atualidade. Por um lado, é essencial lembrar que a fé no Deus único, Criador do céu e da terra, atende às exigências racionais da reflexão metafísica, a qual não é enfraquecida, mas reforçada e aprofundada na Revelação do Mistério de Deus-Trino. Por outro lado, é necessário salientar a forma que a Revelação definitiva do mistério do único Deus toma na vida e morte de Jesus Cristo, que vai ao encontro da Cruz como “cordeiro conduzido ao matadouro” (Is 53,7). O Senhor dá testemunho a uma rejeição radical de cada forma de ódio e violência em favor do primado absoluto da ágape. Se, portanto, na história, houve ou há formas de violência feita em nome de Deus, estas não são atribuídas ao monoteísmo, mas às causas históricas, principalmente aos erros dos homens. Pelo contrário, é o próprio esquecimento de Deus que imerge as sociedades humanas em uma forma de relativismo, que gera inevitavelmente a violência. Quando se nega a possibilidade para todos de referir-se a uma verdade objetiva, o diálogo transforma-se impossível e a violência, declarada ou oculta, torna-se a regra dos relacionamentos humanos. Sem a abertura ao transcendente, que permite encontrar as respostas às perguntas sobre o sentido da vida e sobre a maneira de viver de modo moral, sem esta abertura o homem torna-se incapaz de agir segundo a justiça e de empenhar-se pela paz.

Se o fracasso do relacionamento dos homens com Deus traz em si um desequilíbrio profundo nas relações entre os próprios homens, a reconciliação com Deus, feita pela Cruz de Cristo, “nossa paz” (Ef 2,14), é a fonte fundamental da unidade e da fraternidade. Nesta perspectiva, coloca-se também a vossa reflexão sobre o terceiro tema, aquele da doutrina social da Igreja no contexto da doutrina da fé. Essa confirma que a doutrina social não é uma adição extrínseca, mas, sem esquecer a contribuição de uma filosofia social, recebe os seus princípios básicos nas próprias fontes da fé. Tal doutrina procura tornar efetivo, na grande diversidade das situações sociais, o mandamento novo que o Senhor Jesus nos deixou: “Como eu vos amei, assim amais também vós uns aos outros” (Jo 13, 34).

Rezemos à Virgem Imaculada, modelo de quem escuta e medita a Palavra de Deus, que vós recebais a graça de servir sempre alegremente a inteligência da fé em favor de toda a Igreja. Renovando a expressão da minha profunda gratidão pelo vosso serviço eclesial, asseguro-vos a minha constante proximidade na oração e concedo de coração a todos vós a Benção Apostólica.


Fonte: Canção Nova Notícias

sábado, 8 de dezembro de 2012

Moradia entregue pela Prefeitura está caindo

Alzira, que morou mais de 30 anos na beira do mar, de onde foi obrigada a sair, teme por sua vida

A pescadora Alzira Rodrigues, 68, vive entre alegrias e amarguras. Morou por mais de 33 anos numa guarita na Ponte Metálica. Tinha o mar como companheiro e a solidão como certeza. Com as reformulações da Praia de Iracema, foi obrigada a sair de lá, ganhou da Prefeitura, há dois anos, uma casinha simples, no Poço da Draga. Quando achava que os seus problemas estavam resolvidos e ia, enfim, descansar, outro pesadelo começou: a tal residência começou a desabar. Parte do piso já cedeu e rachaduras se espalham pelo teto.

Parte do piso da residência da pescadora, no Poço da Draga, já cedeu e rachaduras se espalham pelo teto. De acordo com a Defesa Civil, há risco de morte da moradora e Alzira precisa ser retirada de lá com urgência Foto: Fabiane de Paula


Hoje, teme pela própria vida. Um relatório, emitido pela própria Defesa Civil, já atesta risco de morte. Ela precisa ser removida com urgência. Mas, entra dia e sai noite, a situação de dona Alzira não é resolvida. Há um ano, a cozinha desaba, a parede range, a casa parece tombar.

Para quem morava de frente ao mar, tinha o pôr-do-sol como companhia, hoje, a penúria está grande. "Tenho muita saudade do mar, de onde vivia antes. Na ponte, também era difícil, mas era o meu local. Não pedi para sair de lá. Já que me obrigaram, quero um lugar bem decente e seguro", lamenta.

As dores nos joelhos e na coluna lhe deixam prostrada, ela mal consegue andar. A pesca ficou impossibilitada. "Já passei fome. Sou sozinha no mundo. Estou cheia de doenças e, para piorar, minha casa está caindo. Só falta o teto ceder e eu morrer", diz.

Depois que a Praia de Iracema passou por reformulações, a pescadora teve de abandonar a antiga casa, de onde diz sentir falta Foto: Fábio Lima (16/01/2007)


Entre lágrimas, Alzira Rodrigues pede uma solução: reformem sua casa ou lhe conseguem uma nova. Mas, tem que ser urgente: a invernada está perto e qualquer chuva lhe dá medo.

O nome Alzira pode soar uma pessoa simples, qualquer. Mas, não. Ela, conhecida como "eterna moradora da ponte", ficou famosa pelo seu jeito inusitado de viver, sua paixão pelo oceano. Virou até poesia no filme "A Velha e o Mar", de Petrus Cariry.

A amiga Ivoneide Goes, 47, sofre junto. Diz que vai brigar pela urgente reforma da casa ou transferência de Alzira. "Lutamos para que ela não fosse despejada da ponte. Depois, conseguimos que morasse na Associação de Moradores e, por fim, batalhamos por essa casa. Só vamos sossegar quando a vitória for geral".

A Defesa Civil informa que tem conhecimento do caso. Técnicos já estiveram, inclusive, no local, e enviaram ofício à Fundação de Desenvolvimento Habitacional de Fortaleza (Habitafor).

Para a Fundação, o caso é prioridade e Alzira deve ser incluída no aluguel social. "Ela será colocada no Minha Casa, Minha Vida. Se possível, enquadrada para o próximo Conjunto Habitacional a ser entregue", frisou.

IVNA GIRÃOREPÓRTER

Fonte: Diário do Nordeste

PT: condenados no mensalão 'seguem vida normal' no partido


DIOGO ALCÂNTARA
Direto de Brasília
Mesmo condenados em última instância por pelos mais variados crimes no esquema de compra de apoio no Congresso chamado mensalão, o presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Rui Falcão, diz que os partidários condenados não serão desfiliados e que "seguem sua vida normalmente com todos seus direitos partidários assegurados". "Quem aplica o estatuto do partido é a direção do partido", declarou neste sábado em entrevista durante reunião do Diretório Nacional do partido.
"Não vemos, primeiro, nenhum crime infamante, que é o que diz o estatuto. E, segundo, nós questionamos o caráter político do julgamento do STF (Supremo Tribunal Federal), porque consideramos que não houve compra de votos nem tampouco aplicação de recursos públicos", disse Falcão.
O presidente do PT disse ainda que "inúmeros" integrantes do partido se dispuseram a pagar as multas, considerada por ele como "desproporcionais" aplicadas aos réus petistas.
"O PT não (pagará), mas certamente se as multas forem mantidas eu já ouvi manifestação de inúmeros companheiros que estão dispostos a se cotizar até porque os companheiros não têm recursos para pagar essas multas totalmente desproporcionais aos crimes que lhes são imputados", afirmou o presidente do partido, que admitiu participar no que for possível da "vaquinha" para o pagamento das multas.
Rui Falcão defendeu que fique com o Congresso Nacional a atribuição de cassar ou não os mandatos de deputados condenados pelo Supremo. Enquanto o ministro relator do processo, Joaquim Barbosa, defende que a palavra final seja dada pela corte, o revisor da ação, ministro Ricardo Lewandowski, diverge e considera que cabe aos parlamentares essa decisão.
Operação Porto Seguro
Rui Falcão rebateu reportagem da revista Veja, que denuncia ordem do presidente do partido para beneficiar o ex-senador Gilberto Miranda (PMDB-AM) em processo que corria na Advocacia-Geral da União.

"É uma matéria mentirosa. Eu fui procurado, neguei e o jornalista não registrou minha negativa. Não conheço Paulo Vieira, nunca falei com ele", disse Falcão.
O presidente do partido não quis tecer comentário sobre a duração da operação, considerada curta por críticos. "Quem fixa os prazos de duração de inquérito é a Polícia Federal", limitou-se a dizer.
O mensalão do PT

Em 2007, o STF aceitou denúncia contra os 40 suspeitos de envolvimento no suposto esquema denunciado em 2005 pelo então deputado federal Roberto Jefferson (PTB) e que ficou conhecido como mensalão. Segundo ele, parlamentares da base aliada recebiam pagamentos periódicos para votar de acordo com os interesses do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Após o escândalo, o deputado federal José Dirceu deixou o cargo de chefe da Casa Civil e retornou à Câmara. Acabou sendo cassado pelos colegas e perdeu o direito de concorrer a cargos públicos até 2015.

No relatório da denúncia, a Procuradoria-Geral da República apontou como operadores do núcleo central do esquema José Dirceu, o ex-deputado e ex-presidente do PT José Genoino, o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares e o ex- secretário-geral Silvio Pereira. Todos foram denunciados por formação de quadrilha. Dirceu, Genoino e Delúbio respondem ainda por corrupção ativa.
Em 2008, Sílvio Pereira assinou acordo com a Procuradoria-Geral da República para não ser mais processado no inquérito sobre o caso. Com isso, ele teria que fazer 750 horas de serviço comunitário em até três anos e deixou de ser um dos 40 réus. José Janene, ex-deputado do PP, morreu em 2010 e também deixou de figurar na denúncia.
O relator apontou também que o núcleo publicitário-financeiro do suposto esquema era composto pelo empresário Marcos Valério e seus sócios (Ramon Cardoso, Cristiano Paz e Rogério Tolentino), além das funcionárias da agência SMP&B Simone Vasconcelos e Geiza Dias. Eles respondem por pelo menos três crimes: formação de quadrilha, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
A então presidente do Banco Rural, Kátia Rabello, e os diretores José Roberto Salgado, Vinícius Samarane e Ayanna Tenório foram denunciados por formação de quadrilha, gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro. O publicitário Duda Mendonça e sua sócia, Zilmar Fernandes, respondem a ações penais por lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O ex-ministro da Secretaria de Comunicação (Secom) Luiz Gushiken é processado por peculato. O ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato foi denunciado por peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
O ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha (PT-SP) responde a processo por peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A denúncia inclui ainda parlamentares do PP, PR (ex-PL), PTB e PMDB. Entre eles o próprio delator, Roberto Jefferson.
Em julho de 2011, a Procuradoria-Geral da República, nas alegações finais do processo, pediu que o STF condenasse 36 dos 38 réus restantes. Ficaram de fora o ex-ministro da Comunicação Social Luiz Gushiken e o irmão do ex-tesoureiro do Partido Liberal (PL) Jacinto Lamas, Antônio Lamas, ambos por falta de provas.
A ação penal começou a ser julgada em 2 de agosto de 2012. A primeira decisão tomada pelos ministros foi anular o processo contra o ex-empresário argentino Carlos Alberto Quaglia, acusado de utilizar a corretora Natimar para lavar dinheiro do mensalão. Durante três anos, o Supremo notificou os advogados errados de Quaglia e, por isso, o defensor público que representou o réu pediu a nulidade por cerceamento de defesa. Agora, ele vai responder na Justiça Federal de Santa Catarina, Estado onde mora. Assim, restaram 37 réus no processo.
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PALAVRA DO PAPA SOBRE O DIA DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO


Angelus - Festa da Imaculada Conceição - 08/12/2012

Boletim da Santa Sé
(Tradução: Jéssica Marçal, equipe CN Notícias)


ANGELUS
Festa da Imaculada ConceiçãoPraça São Pedro
Sábado, 8 de dezembro de 2012

Queridos irmãos e irmãs,

A todos vós, boa festa da Maria Imaculada! Neste Ano da Fé, gostaria de salientar que Maria é a Imaculada por um dom gratuito da graça de Deus, que encontrou, porém, nela perfeita disponibilidade e colaboração. Neste sentido ela é “bem aventurada” porque “acreditou” (Lc 1,45), porque teve uma fé forte em Deus. Maria representa aquele “resto de Israel”, aquela raiz santa que os profetas anunciaram. Nela encontram acolhimento as promessas da antiga Aliança. Em Maria a Palavra de Deus encontra escuta, recepção, resposta, encontra aquele ‘sim’ que a permite tomar carne e vir habitar em meio a nós. Em Maria a humanidade, a história se abrem realmente a Deus, acolhem a sua graça, estão dispostas a fazer a sua vontade. Maria é expressão genuína da Graça. Ela representa o novo Israel, que as Escrituras do Antigo Testamento descrevem com o símbolo da esposa. E São Paulo retoma esta linguagem na Carta aos Efésios lá onde fala do matrimônio e diz que “Cristo amou a Igreja e se entregou por ela, para santificá-la, purificando-a pela água do batismo com a palavra, para apresentá-la a si mesmo toda gloriosa, sem mácula, sem ruga, sem qualquer outro defeito semelhante, mas santa e irrepreensível” (5,25-27). Os Padres da Igreja desenvolveram esta imagem e assim a doutrina da Imaculada nasceu primeiro em referência à Igreja virgem-mãe, e depois a Maria. Assim escreve poeticamente Efrem o Sírio: “Como os corpos pecaram e morreram, e a terra, sua mãe, é maldita, (cfr Gen 3,17-19),  assim por causa deste corpo que é a Igreja incorruptível, sua terra é bendita desde o início. Esta terra é o corpo de Maria, templo no qual uma semente foi colocada” (Diatessaron 4, 15: SC 121, 102).

A luz que emana da figura de Maria nos ajuda também a compreender o verdadeiro sentido do pecado original. Em Maria, de fato, é plenamente viva e operante aquela relação com Deus que o pecado rompe. Nela não tem alguma oposição entre Deus e o seu ser: tem plena comunhão, plena concordância. Tem um “sim” recíproco, entre Deus e ela e ela e Deus. Maria é livre do pecado porque é toda de Deus, totalmente esvaziada por Ele. É cheia de sua Graça, do seu Amor.

Em conclusão, a doutrina da Imaculada Conceição de Maria exprime a certeza de fé que as promessas de Deus foram realizadas: que a sua aliança não falha, mas produziu uma raiz santa, da qual brotou o Fruto bendito de todo o universo, Jesus, o Salvador. A Imaculada está a demonstrar que a Graça é capaz de suscitar uma resposta, que a fidelidade de Deus sabe gerar uma fé verdadeira e boa.

Queridos amigos, esta tarde, como é de costume, vou para a Praça de Espanha, para a homenagem a Maria Imaculada. Sigamos o exemplo da Mãe de Deus, para que também em nós a graça do Senhor encontre resposta em uma fé genuína e fecunda.

Fonte: Canção Nova Notícias

ENCERRAMENTO DA FESTA DA PADROEIRA DE PENTECOSTE - CEARÁ





8:00 h da manhã: Missa Solene
Responsáveis: COMIPA
Coral: E.C.C
Presidente: Pe. Wilson - Paracuru Pe. Clayton e Pe. David - Pentecoste

Parte da Tarde

17:00 h: Procissão e Missa
Responsáveis: Conselho Paroquial e Equipe de Formação
Coral: Santa Rita
Presidente: Frei Dom Antonio Roberto Cavuto - Bispo Diocesano de Itapipoca

Obs:
As leituras devem ser próprias do dia



Liturgia para este Sábado, dia da Imaculada Conceição


Primeira leitura (Gênesis 3,9-15.20)

Sábado, 8 de Dezembro de 2012
Imaculada Conceição


Livro do Gênesis:

9O Senhor chamou Adão, dizendo: “Onde estás?”
10E ele respondeu: “Ouvi tua voz no jardim, e fiquei com medo porque estava nu; e me escondi”.
11Disse-lhe o Senhor Deus: “E quem te disse que estavas nu? Então comeste da árvore, de cujo fruto te proibi comer?”
12Adão disse: “A mulher que tu me deste por companheira, foi ela que me deu do fruto da árvore, e eu comi”.
13Disse o Senhor Deus à mulher: “Por que fizeste isso?” E a mulher respondeu: “A serpente enganou-me e eu comi”.
14Então o Senhor Deus disse à serpente: “Porque fizeste isso, serás maldita entre todos os animais domésticos e todos os animais selvagens! Rastejarás sobre o ventre e comerás pó todos os dias de tua vida! 15Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar”.
20E Adão chamou à sua mulher “Eva”, porque ela é a mãe de todos os viventes.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.


Salmo (Salmos 97)


— Cantai ao Senhor Deus um canto novo,/ porque ele fez prodígios!
— Cantai ao Senhor Deus um canto novo,/ porque ele fez prodígios!

— Cantai ao Senhor Deus um canto novo,/ porque ele fez prodígios!/ Sua mão e o seu braço forte e santo/ alcançaram-lhe a vitória.
— O Senhor fez conhecer a salvação,/ e às nações, sua justiça;/ recordou o seu amor sempre fiel/ pela casa de Israel.
— Os confins do universo contemplaram/ a salvação do nosso Deus./ Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira,/ alegrai-vos e exultai!


Segunda leitura (Efésios 1,3-6.11-12)


Carta de São Paulo apóstolo aos Efésios:

3Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Ele nos abençoou com toda a bênção do seu Espírito em virtude de nossa união com Cristo, no céu.
4Em Cristo, ele nos escolheu, antes da fundação do mundo, para que sejamos santos e irrepreensíveis sob o seu olhar, no amor.
5Ele nos predestinou para sermos seus filhos adotivos por intermédio de Jesus Cristo, conforme a decisão de sua vontade, 6para o louvor da sua glória e da graça com que ele nos cumulou no seu Bem-amado.
11Nele também nós recebemos a nossa parte. Segundo o projeto daquele que conduz tudo conforme a decisão de sua vontade, nós fomos predestinados 12a sermos, para o louvor de sua glória, os que de antemão colocaram sua esperança em Cristo.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.


Evangelho (Lucas 1,26-38)

— O Senhor esteja convosco. 

— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 26no sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da Virgem era Maria.
28O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!”
29Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação.
30O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. 32Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”.
34Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?”
35O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus.36Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37porque para Deus nada é impossível”.
38Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!”
E o anjo retirou-se.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

8 de Dezembro - Nossa Senhora da Imaculada Conceição



8 de Dezembro



Nossa Senhora da Imaculada ConceiçãoMais do que memória ou festa de um dos santos de Deus, neste dia estamos solenemente comemorando a Imaculada Conceição de Nossa Senhora, a Rainha de todos os santos.

Esta verdade, reconhecida pela Igreja de Cristo, é muito antiga. Muitos padres e doutores da Igreja oriental, ao exaltarem a grandeza de Maria, Mãe de Deus, usavam expressões como: cheia de graça, lírio da inocência, mais pura que os anjos.

A Igreja ocidental, que sempre muito amou a Santíssima Virgem, tinha uma certa dificuldade para a aceitação do mistério da Imaculada Conceição. Em 1304, o Papa Bento XI reuniu na Universidade de Paris uma assembleia dos doutores mais eminentes em Teologia, para terminar as questões de escola sobre a Imaculada Conceição da Virgem. Foi o franciscano João Duns Escoto quem solucionou a dificuldade ao mostrar que era sumamente conveniente que Deus preservasse Maria do pecado original, pois a Santíssima Virgem era destinada a ser mãe do seu Filho. Isso é possível para a Onipotência de Deus, portanto, o Senhor, de fato, a preservou, antecipando-lhe os frutos da redenção de Cristo.

Rapidamente a doutrina da Imaculada Conceição de Maria, no seio de sua mãe Sant'Ana, foi introduzido no calendário romano. A própria Virgem Maria apareceu em 1830 a Santa Catarina Labouré pedindo que se cunhasse uma medalha com a oração: "Ó Mariaconcebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós".

No dia 8 de dezembro de 1854, através da bula Ineffabilis Deus do Papa Pio IX, a Igreja oficialmente reconheceu e declarou solenemente como dogma: "Maria isenta do pecado original".

A própria Virgem Maria, na sua aparição em Lourdes, em 1858, confirmou a definição dogmática e a fé do povo dizendo para Santa Bernadette e para todos nós: "Eu Sou a Imaculada Conceição".

Nossa Senhora da Imaculada Conceição, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova

UTILIDADE PÚBLICA — ATENÇÃO ÀS BANDEIRAS NAS AVENIDAS DE PENTECOSTE

Durante uma caminhada pelas avenidas de Pentecoste, Ceará , observei uma situação que merece a atenção dos candidatos, das equipes de campan...