domingo, 4 de agosto de 2013

Ministro da Educação homologa Parecer do CNE sobre a jornada do piso

João Neto MEC (5)
Cumprindo o compromisso reafirmado ao longo do mês de julho, o Ministro da Educação homologou, no dia 31 de julho, o Parecer CNE/CEB nº 18/2012, que dispõe sobre os parâmetros a serem seguidos na implementação da jornada de trabalho dos profissionais do magistério público da educação básica, de que trata a Lei no 11.738, de 2008.

Estou particularmente feliz, não apenas por ter sido a relatora da matéria no Conselho Nacional de Educação, mas por compreender o alcance e a importância da homologação de um Parecer que busca assegurar a efetivação de uma medida (a destinação de, no mínimo, 1/3 da jornada de trabalho para atividades extraclasse) que terá impacto na qualidade do ensino e na valorização dos profissionais da educação. Este tempo é fundamental para que o professor possa preparar suas aulas, realizar estudos e pesquisas, preparar e corrigir provas e trabalhos, participar de programas de formação continuada no próprio local de trabalho.
Como assinalei diversas vezes, o Parecer é cuidadoso no sentido de permitir que a composição da jornada, conforme definida na lei 11.738/2008, seja implementada de forma paulatina, com base em negociações a serem a realizadas entre o poder público e os sindicatos ou representações de professores. A homologação do Ministro permitirá, agora, que esta questão possa ser contemplada nas leis orçamentárias dos Estados e Municípios, outra preocupação expressa no parecer. Para maior clareza, reproduzo:
“(…)
Assim, por tudo o que foi aqui apresentado, de forma sucinta, é forçoso reconhecer que a Lei nº 11.738/2008 é mais uma contribuição ao processo de valorização dos profissionais do magistério e de melhoria da qualidade de ensino e, como tal, não pode ser ignorada ou descumprida pelos entes federados. Obviamente, isso exigirá um debate aprofundado sobre o regime de colaboração entre os entes federados, partilhando responsabilidades e recursos econômicos, assumindo a União suas “funções redistributiva e supletiva em relação às demais instâncias educacionais”.
Cabe, portanto, a todos os órgãos do estado brasileiro cumpri-la e fazê-la cumprir, sob pena de se tornar letra morta uma lei que é resultado da luta dos professores e da conjugação dos esforços das autoridades educacionais, gestores, profissionais da educação e outros segmentos sociais comprometidos com a qualidade da educação e com os direitos de nossas crianças e jovens a um ensino de qualidade social.
Desta forma, é possível conceber a aplicabilidade desta lei de forma paulatina, desde que devidamente negociada com gestores e professores, por meio de comissão paritária, sendo que a representação dos professores deve ser oriunda de sindicato ou associação profissional. Onde não houver representação sindical ou associação profissional, a representação será composta de professores escolhidos por seus pares para tal finalidade.
II – VOTO DA COMISSÃO
A Comissão saúda os entes federados que já aplicam a composição da jornada de trabalho prevista na Lei nº 11.738/2008 ou percentual maior para atividades extraclasse, sempre na expectativa de que não haja nenhuma regressão por conta de uma regra de implantação oriunda deste Conselho Nacional de Educação. Por outro lado, é imperioso que os entes federados que ainda não aplicam a jornada do piso, providenciem cronograma de aplicação e, por conseguinte, previsão na Lei de Diretrizes Orçamentárias e na Lei Orçamentária.”
O texto do Ministro, que a seguir reproduzo, fala por si quanto ao processo de construção do parecer ora homologado. Acredito que, agora, gestores e profissionais da educação tem em mãos um instrumento que lhes permitirá chegar a boas soluções para o cumprimento do que determina a lei 11.738/08, superando impasses e dando mais um passo importante para a melhoria da qualidade da educação nas redes públicas de ensino e para a valorização dos professores e das professoras em todo o Brasil.
Continuaremos lutando para que no Estado de São Paulo possamos, de fato, estabelecer negociações sobre a jornada de trabalho neste segundo semestre, conforme compromisso expresso pelo Secretário da Educação em diversos momentos a partir da greve que realizamos entre 19 de abril e 10 de maio.
Veja a íntegra do despacho do Ministro da Educação:
DESPACHO DO MINISTRO
Em 31 de julho de 2013
O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO, nos termos do art. 2º da Lei nº 9.131, de 24 de novembro de 1995, HOMOLOGA o Parecer nº 18/2012, da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, que, reexaminando o Parecer CNE/CEB nº 09/2012, dispôs sobre os parâmetros a serem seguidos na implementação da jornada de trabalho dos profissionais do magistério público da educação básica, de que trata a Lei no 11.738, de 2008, conforme consta do Processo nº 23001.000050/2012-24.
CONSIDERANDO que a valorização dos profissionais da educação escolar, mediante a garantia de piso salarial profissional e planos de carreira, é princípio de matriz constitucional (incisos V e VIII do art. 206 da Constituição Federal); CONSIDERANDO que o art. 67 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), prevê que “os sistemas de ensino promoverão a valorização dos profissionais da educação, assegurando-lhes (…) V – período reservado a estudos, planejamento e avaliação, incluído na carga de trabalho”;
CONSIDERANDO que a Lei no 11.738, de 16 de julho de 2008, determinou, no § 4º de seu art. 2º, que, na “composição da jornada de trabalho [do profissional do magistério público da educação básica], observar-se-á o limite máximo de 2/3 (dois terços) da carga horária para o desempenho das atividades de interação com os educandos”;
CONSIDERANDO que o Supremo Tribunal Federal julgou improcedente a Ação Direta de Inconstitucionalidade no 4.167, que impugnava, entre outros dispositivos da Lei no 11.738, de 2008, o mencionado § 4º do art. 2º;
CONSIDERANDO a importância de o profissional do magistério público da educação básica dispor de tempo, nunca inferior a 1/3 (um terço) de sua carga horária, para a execução de atividades extraclasse, tais como estudo, planejamento e avaliação;
CONSIDERANDO o estudo e amplo debate realizados no âmbito do Conselho Nacional de Educação (CNE) sobre a concretização dos avanços trazidos pela Lei n o 11.738, de 2008, e o compromisso do Ministério da Educação em impulsionar a implementação das medidas que contribuirão para a melhoria da educação no País;
CONSIDERANDO haverem sido ouvidas e ponderadas pelo CNE as observações do Conselho Nacional de Secretários de Educação (CONSED) e da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (UNDIME), num longo processo de discussão a respeito do tema;
CONSIDERANDO o esforço empreendido para se chegar a um consenso entre todos os agentes envolvidos, principalmente após o envio do Processo no 23001.000050/2012-24 ao Conselho Nacional de Educação para reexame, por duas vezes, do Parecer CNE/CEB nº 9/2012;
CONSIDERANDO ainda que, desse amplo debate, o Conselho Nacional de Educação, mesmo após o processo ter sido devolvido por duas vezes, manteve as linhas gerais do Parecer CNE/CEB nº 9/2012.
ALOIZIO MERCADANTE OLIVA
A ÍNTEGRA DO PARECER CNE/CEB Nº 18/2012 PODE SER ENCONTRADA EM: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=17576&Itemid=866.
Foto: João Neto – MEC

OS PROBLEMAS QUE ACONTECEM NOS BASTIDORES DA IGREJA

Que Deus dê forças aos padres e ao mesmo tempo coragem de enfrentar as cobras que estão dentro da própria igreja. Às vezes os padres são vítimas dos que se acham donos da igreja, daqueles que não move uma palha para evangelizar, mas visa status, dinheiro. Gostam de arrumar confusão, intriga de uns para com os outros. Existem aqueles que parecem que são donos das igrejas. Sem contar com padres mercenários que no meio de seus sermões exortam os fiéis por não terem trago os envelopes que foram distribuídos para trazerem dinheiro. Sem contar que esta prática é adotada pela Universal do Reino de Deus. Por outro há aqueles padres que não pregam nada do evangelho. Fica só no humano e de espiritual na tem nada.

Aqui não estou contra a igreja, pois sou parte dela, mas não concordo com os desmandos que acontecem dentro dela por quem está no comando. Sou católico praticante. Desde os 7 anos de idade vivo dentro da igreja, não nas sacristias, mas nas missões nas mais diversas comunidade.

Estes dias soube de absurdos de pessoas que fazem confusão e briga dentro da igreja porque tomavam conta do dinheiro do dízimo e como não prestavam contas como deveriam, o padre resolveu fazer uma troca por pessoas que realmente tivesse uma visão mais abrangente da Igreja e fizesse algo notório com o dinheiro dos fiéis. Quando estas novas pessoas tomaram a frente do dízimo, tudo mudou. A igreja prédio tomou nova cara e o valor do dízimo aumentou consideravelmente. Daí, aqueles que só pensam em pegar no dinheiro ficam raivosos e tentando tirar das mãos de quem toma de conta de verdade a posse dos recursos. Tudo isso é ruim para igreja. Perde a credibilidade. O que estou dizendo aqui são coisas que acontecem constantemente nos bastidores. É por isso que muita gente quer distancia da igreja, pois quando descobre situações como estas muitas perdem até a fé. Muitas vezes são as baratas e ratazanas das igrejas que colocam o povo contra os padres. Pois, se os padres quiserem fazer a coisa correta tem sempre umas pessoas mal intencionadas, e porque não dizer, com capeta, que este se decepcione e peça pra sair ou eles mesmos colocam pra fora.  

E podem observar, na maioria das igrejas tem aqueles que só servem pra querem aparecer nas horas das grandes missas, novenas e etc.

Tudo isso que digo é verdade e duvido que alguém tenha coragem de dizer que isso não é verdade.
O PAPA Francisco pensa numa igreja diferente. Portanto, essa que nós temos e que eu conheço, precisa mudar e muito. Não estou aqui julgando, estou dizendo o que sei e que muita gente sabe e faz vistas grossas e assim a coisa vai sem ter um rumo exortação séria. Saibam senhores Padres, Bispos, Agentes de Pastorais, Coordenadores de Grupos, de comunidade, que quem perde com tudo isso é a igreja. Os fies procuram a Deus e se encontram com ele, mas quando ele quer se aprofundar e quer servir ai ele percebe que na igreja as pessoas parecem ser completamente contrárias ao que é ensinado por Jesus.

Ou nós como católicos mudamos ou vamos continuar perdendo fieis pro mundo, pros evangélicos e por capeta... 

Professor Valdeni Cruz

quarta-feira, 31 de julho de 2013

IMPLANTAÇÃO DE 1/3 DE PLANEJAMENTO PARA OS PROFESSORES DE PENTECOSTE - CE


 Lhes trago boas novas.



Primeiro gostaria de lhes fazer uma pergunta: Vocês colegas professores se sentem sobrecarregados de trabalhos nas escolas onde vocês trabalham? Creio que sim. Gostariam de um tempo disponível para planejar suas aulas e assim poderem dar uma aula mais produtiva aos seus alunos? Também creio que sim. Muito bem. Como todos sabem, a Lei do piso garante 1/3 de horas aulas de sua carga horária para isso. É do conhecimento de todos que o Estado do Ceará já implantou desde o início do ano. Aqui em Pentecoste, desde o ano passado nós tentávamos implantar por meio do diálogo com a Gestão anterior, o que não obtivemos êxito. Agora na nova Gestão, desde o início do ano estamos tentando conseguir este direito.

Enfim, a Senhora Prefeita decidiu implantar este 1/3 para planejamento. Durante esta semana, sindicato, juntamente com Lila e Secretária de Educação, estamos fazendo um levantamento de pessoal que fazem parte da rede de ensino para ver a demanda de profissionais que estão em sala de aula e também dos que estão fora de aula  que possam vir a suprir as aulas que ficarão descobertas com a implantação das horas de planejamento de cada professor.

Após darmos início a este processo, pasmem os Senhores e Senhoras. Com a implantação de um terço, em muitas escolas os professores que lá estão, ora realizando atividades complementares, ora na biblioteca, ora fazendo coisa alguma, serão suficientes para suprir toda a demanda e ainda sobrará tempo vago para alguns deles. Agora por quê? Ora, em algumas escolas, o números de pessoas que estão nos espaços da mesma sem estarem em sala de aula e assustador. Isso nos leva a crer que o número de contratados aqui em Pentecoste é alto devido ao grande número de professores efetivos que não estão exercendo sua função onde deveriam que é a sala de aula. Isso significa dizer que esta situação é um problema até para a realização do concurso.

Com a implantação de 1/3, muitos desses professores serão realocados para assumir a demanda que irá surgir a partir do momento em que cada professor estiver nas suas aulas de planejamento.

Outro ponto importante, é que a partir de agora os alunos terão 20 horas aulas semanais, quando na realidade eles só tinham 18 horas, já que todas as sextas-feiras os alunos iam embora no segundo horário.

Esta mudança deve-se a efetivação das aulas de Educação Física que agora serão ministradas em cada sala de aula como as outras disciplinas, o que não acontece até então. Isso acontecerá em todas as salas de 6º ao 9º ano. Mas também haverá atividades de educação física com os alunos do 1º ao 5º ano. Isso também está sendo pensado.

Gostaríamos de dizer que vai ser um ganho muito importante para todos os professores que sempre quiseram um tempo para preparar suas atividades. Lembrando que este tempo de planejamento é para que os professores planejem. Portanto, não se pode usar este tempo para fazer isso ou aquilo; resolver este ou aquele problema pessoal. É para estudo e preparação de atividades pedagógicas que visem, acima de tudo, a melhoria na aprendizagem dos educandos.

Ficamos surpresos, claro, com o total de professores que não querem assumir sua sala de aula. Alguns realmente estão amparados por um laudo médico que garantem que estes profissionais não podem assumir uma sala de aula. Porém, muitos não tem nenhum laude que comprovem a impossibilidade do mesmo de exercer sua profissão.

A lei que trata da educação, diz que somente os professores que estão em sala de aula deverão receber pelos 60% do Fundeb. Desse modo, torna-se injusto saber que alguém que trabalha todo dia com 20, 30 alunos receba o mesmo que outro que puco faz ou que pouco contribui para o bom andamento da educação. Portanto, é necessário que todos revejam suas posições, cumpram seus deveres e assim lutem por seus direitos.

Como bem sabemos a constituição nos garante vários direitos, mas em contrapartida, também exige que cumpramos nossos deveres.
Estamos na luta para nossos direitos sejam cumpridos.

Professor Valdeni Cruz

Diretor Sindical

terça-feira, 30 de julho de 2013

Papa Francisco critica marginalização e cobra maior integração dos gays na sociedade

Na mais ousada declaração de um pontífice sobre homossexualidade, o papa Franciscodisse que os gays "não devem ser marginalizados, mas integrados à sociedade" e que não se sente em condição de julgá-los

"Se uma pessoa é gay, busca Deus e tem boa vontade, quem sou eu para julgá-lo?", afirmou o papa. FOTO: AG.REUTERS 

"Se uma pessoa é gay, busca Deus e tem boa vontade, quem sou eu para julgá-lo?", afirmou Francisco aos cerca de 70 jornalistas que embarcaram a Roma com ele, após visita ao Brasil. "Ocatecismo da Igreja Católica explica isso muito bem. Diz que eles não devem ser discriminados por causa disso, mas integrados à sociedade."
As declarações foram em resposta a recentes revelações de que um assessor próximo seria homossexual e a uma frase atribuída a ele no início de junho, de que havia um "lobby gay" noVaticano. Segundo ele explicou domingo (28), o problema não é ser gay, mas o lobby em geral.
"Vocês veem muita coisa escrita sobre o "lobby gay". Eu ainda não vi ninguém no Vaticano com um cartão de identidade dizendo que é gay. Dizem que há alguns. Acho que, quando alguém se encontra com uma pessoa assim, devemos distinguir entre o fato de que uma pessoa é gay de formar um lobby gay, porque nem todos os lobbies são bons. Isso é o que é ruim."
"O problema não é ter essa tendência [gay]. Devemos ser como irmãos. O problema é o lobby dessa tendência, da tendência de pessoas gananciosas: lobby político, de maçons, tantos lobbies. Esse é o pior problema."
Questionado sobre o movimento carismático no Brasil, Francisco disse que, no início, chegou a compará-los com uma "escola de samba", mas que se arrependeu: diz que os movimentos "bem assessorados" são parte da "igreja que se renova".
Antes de aceitar perguntas, Francisco disse que "foi uma bela viagem" e elogiou o "povo brasileiro". "Espiritualmente me fez bem, estou cansado, mas me fez bem", afirmou.
"A bondade e o coração do povo brasileiro são muito grandes. É um povo tão amável, que é uma festa, que no sofrimento sempre vai achar um caminho para fazer o bem em alguma parte. Um povo alegre, um povo que sofreu tanto. É corajosa a vida dos brasileiros. Tem um grande coração, este povo."
O papa elogiou os organizadores "tanto da nossa parte quanto dos brasileiros", com menções à parte artística e religiosa. "Era tudo cronometrado, mas muito bonito."
Sobre a segurança, uma grande preocupação principalmente no início, o papa lembrou que "não teve um incidente com esses jovens, foi super espontâneo".
"Com menos segurança, eu pude estar com as pessoas, saudá-los, sem carro blindado. A segurança é a confiança de um povo. Há sempre o perigo de um louco, mas com esse temos o Senhor. Eu prefiro esta loucura, e ter o risco da loucura, que é uma aproximação."
Francisco ressaltou ainda a estimativa oficial de 3,2 milhões de fiéis e a presença de peregrinos de 178 países.
Mesmo depois do domingo intenso, que incluiu um novo percurso de papamóvel e três pronunciamentos, Francisco, 76, respondeu às perguntas de pé por quase 90 minutos, não parando nem durante uma zona de turbulência e com aviso de atar os cintos ligado.
Enquanto falava, surpreendia ao colocar a mão no bolso de sua vestimenta papal com a naturalidade de uma roupa qualquer. Para ouvir melhor um jornalista, se inclinou para frente e apoiou as mãos sobre uma poltrona. Chegou até a se abaixar para pegar um fone de ouvido que caiu na sua frente, mas alguém foi mais rápido.

Papa 'ignora' cansaço e enfatiza 'alegria' após JMJ

O papa Francisco desembarcou no aeroporto de Ciampino, em Roma, na Itália, nesta segunda-feira (29) às 6h35 (horário de Brasília) depois de participar da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), no Rio de Janeiro. Após a chegada, ele deixou a seguinte mensagem em sua conta no Twitter (@pontifex): “Estou de retorno para casa e lhes asseguro que a minha alegria é muito maior que o meu cansaço!”

No último domingo (28), o pontífice também publicou uma mensagem de agradecimento pelo Twitter aos brasileiros: “Agradeço profundamente a todos aqueles que trabalharam para o sucesso da JMJ e abraço vocês todos, os participantes”, disse. O encontro terminou no domingo, com uma missa em Copacabana.
No discurso de despedida, o papa disse que deixava o país com saudades de tudo o que viveu durante sete dias.
“Dentro de alguns instantes, deixarei sua pátria para regressar a Roma. Parto com a alma cheia de recordações felizes, essas – estou certo – tornar-se-ão oração. Neste momento, já começo a sentir saudades. Saudades do Brasil, deste povo tão grande e de grande coração, deste povo tão amoroso”, comentou o pontífice, que terminou seu discurso dizendo “até breve”, em uma confirmação de que pretende voltar ao país em 2017.
Fonte: Diário do Nordeste

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Rio recebeu 2 milhões de turistas e R$ 1,2 bi durante a Jornada

Rio recebeu 2 milhões de turistas e R$ 1,2 bi durante a JornadaRIO - A Jornada Mundial da Juventude trouxe ao Rio dois milhões de turistas e permitiu uma "injeção" de R$ 1,2 bilhão na economia da cidade, informou nesta segunda-feira, 29, o prefeito Eduardo Paes, com base em dados do Ministério do Turismo. O prefeito fez um saldo positivo do evento, apesar dos problemas, especialmente na área de transportes e na necessidade de transferência da vigília e da missa de encerramento de Guaratiba, na zona oeste, para Copacabana, na zona sul, por causa da chuva.
"Tivemos algumas batalhas perdidas no início, mas ganhamos a guerra", afirmou o prefeito, que, no entanto, não quis dar uma nota para a organização. No balanço da prefeitura, Paes disse que entre os dias 23 e 28 de julho, quando durou a Jornada, foram recolhidas 390 toneladas de lixo, apenas um pouco mais do que as 320 toneladas produzidas em apenas uma noite do réveillon. "Esse dado mostra o grau de civilidade dos visitantes e dos cariocas nesta situação. O carioca, quando quer, sabe tratar com muito carinho a cidade", afirmou o prefeito.
Eduardo Paes anunciou que nesta quarta-feira, 31, terá uma reunião com representantes do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), de órgãos do meio ambiente, e vai convidar representantes do Ministério Público para discutir o plano de ocupação de Guaratiba. O prefeito confirmou a intenção de transformar os terrenos que receberiam os eventos da Jornada em um bairro popular, mas insistiu que não será permitida a presença de moradores de fora de Guaratiba neste novo bairro. As casas serão para pessoas que vivem em áreas degradadas do bairro, como as comunidades de Jardim Maravilha e Piraquê.
O prefeito reagiu às acusações de que um loteamento na área seria irregular, por se tratar de uma região de proteção permanente. "Vamos discutir toda essa questão, mas sem usar demagogia. É preciso o mínimo de responsabilidade e se dar ao trabalho de se informar. Aquela não é uma área de proteção permanente, e em 2010 foi autorizada a criação de um loteamento no lugar", disse Paes.

EVANGELIZAÇÃO - Jovens do Ceará renovam missão

Apesar das dificuldades de diversas naturezas encontradas no Rio, cearenses ressaltam a importância da JMJ

Rio de Janeiro. Protagonistas de histórias de vida que unem esperança, cultura e fé, os quase 5.000 cearenses, conforme dados oficiais, inscritos na Jornada Mundial da Juventude (JMJ) partilharam com pessoas do mundo inteiro experiências para a vida toda e trazem de volta na bagagem um compromisso firmado diante do papa Francisco: fortalecer os passos na evangelização buscando mais jovens para a Igreja Católica. Mas a tarefa, admitem, não é fácil, por isso, muitos já pensam de que forma deverão cumprir a "ordem" deixada pelo pontífice.

A partir de agora, os jovens que compareceram à Jornada Mundial da Juventude (JMJ) iniciam um novo desafio proposto pelo papa Francisco: fortalecer os passos na evangelização buscando mais jovens para a Igreja Católica FOTO: REUTERS

Aos 18 anos, Lucas de Souza, membro da Comunidade Católica Shalom de Paraipaba, saiu pela primeira vez de Lagoinha, rumo a um evento gigantesco. Com coração apertado, ele admitiu surpresa diante da pluralidade da Igreja. Ele sabe que não é fácil a tarefa deixada pelo papa, mas avisa que o serviço começa dentro de casa. "Hoje, o que eu vejo dessa missão é um ´ide em sua casa´, ter aquele momento de missão no seu dia a dia".

As longas esperas, as multidões que o impediram de chegar mais perto do palco principal do evento não o deixou desanimado. O que houve de dificuldade, ele diz ter sido superado pela boa acolhida, pelas experiências de fé e até mesmo pela foto que conseguiu tirar do papa. "Na fila, deu pra tirar uma foto, uma foto dele inteiro", comemorou.

Quem foi ao Rio para se doar também volta para casa compromissado. O cearense Leandro Lopes, 21, viajou como voluntário. Aluno do curso de Rádio e TV, ele contribuiu em uma das equipes de comunicação e, além dos amigos que disse ter feito, ressalta o compromisso de buscar mais jovens para a Igreja. "O meu desejo era ajudar construir a Jornada no Brasil, mas não vai parar por aqui. Eu contribuí, agora, levo comigo a responsabilidade de evangelizar", acrescentou.

O jovem, que há pouco tempo mudou-se para São Paulo, nasceu em Sobral, onde já servia na Capela de São José, Paróquia do Patrocínio, e chegou a realizar, com amigos, diversos encontros baseados e visitas na JMJ. Atualmente, frequenta a Catedral de São Paulo, para onde pretende levar o projeto do qual participava em sua terra Natal.

Mas teve quem iniciasse a peregrinação antes mesmo do evento. O auxiliar administrativo Fábio Mateus, 38, de Trairi, caminhou cerca de 3.000 Km para chegar ao Rio. Sua saga virou motivo de orgulho para conterrâneos que vivem no Rio, o que não deixa de ser uma forma de evangelizar. Nas ruas da cidade, ele chegava a ser parado para tirar foto ­- devido às entrevistas durante a viagem - o que é uma oportunidade de contar a sua história e os seus planos.

PROTAGONISTA

Viagem a pé do Ceará para o Rio de Janeiro

Fábio Mateus
Auxiliar administrativo

Antes de saber da existência de uma Jornada Mundial da Juventude, o auxiliar administrativo Fábio Mateus,38, teve uma "experiência com Deus" que o inquietou mais de um ano. Após várias pesquisas sobre peregrinações, ele seguiu sua certeza: viajar a pé até o Rio de Janeiro, com tempo suficiente para chegar até a JMJ Rio 2013. O percurso passou por diversas cidades e contou com a ajuda de muitas pessoas que o acolheram em casa durante as paradas. Hoje, seis quilos mais magro e muita história pra contar, ele se prepara para refletir tudo o que viveu durante a roteiro, o que mais tarde deve virar um livro.

ANÁLISE

Rio de Janeiro bagunçado pela festa da paz

Dahiana Araújo
Especial para Nacional

Verdadeiras orações em línguas. Um aconchego ao ar livre. Muitos povos em uma Nação que os acolheu literalmente de braços abertos. Protestos sem guerra. Gritos sem dor. Choro. Gargalhadas, histórias de vida, fé, amor. Um cenário que figurou em jornais do mundo inteiro como protagonista de momentos avessos às marcas da sua trajetória: um Rio de Janeiro bagunçado pela paz, por um pontífice.

As exceções ficam no registro, mas não habitam as marcas intensas do que foram os cânticos de louvor e orações - presididos por um franciscano derretido em afagos e certezas - e entoadas por três milhões de pessoas aglomeradas na orla de Copacabana, sob um relento gelado. A estrutura, por vezes insuficiente para comportar o público que nem ficou de ir, mas chegou, se esvaiu, porém não esgotou. O verdadeiro "Campus Fidei", o campo da fé.

Durante os dias da JMJ Rio 2013, pelas ruas da capital fluminense, comitivas enfrentaram as barreiras das línguas com a troca de sorrisos, americanos, japoneses, italianos, alemães, portugueses, poloneses cheios de esperança... Longas esperas movidas a vontades confusas de vivenciar experiências baseadas pelo Evangelho. Corações com sede. Palavras não alcançam o que a vista apurou.

Eu, que estive na Jornada Mundial da Juventude (JMJ Rio 2013), ouvi as palavras do Santo Padre, colei em multidões e me enchi de expectativas a poucos metros do papa Francisco, admito, vou precisar de tempo para digerir, refletir o que foi vivido, ouvido, falado. Até o silêncio vai precisar de tempo para ser explicado.

A partir de agora, não há como encarar um Rio de Janeiro como o de antes. O compromisso para a próxima Jornada, em 2016, na Cracóvia, Polônia, onde nasceu o beato João Paulo II, idealizador da JMJ, passa pela cidade carioca. Não há como preparar o próximo encontro sem se inspirar no Brasil, seja em busca de melhorias, ou na procura por bons exemplos. A espera dos poloneses passa por nós, pela nossa história, pela vida de três pontífices unidos na certeza de que histórias se modificam diante de realidades vividas aos pés da Cruz

Fonte: Diário do Nordeste

ESCOLAS EM TEMPO INTEGRAL

Até 2014, Brasil deve ter 60 mil escolas públicas com aulas em período integral

Agência Brasil
Brasília - Mais de 49,3 mil escolas públicas em todo o país têm atividades em período integral. A expectativa é que até o ano que vem sejam 60 mil. No turno complementar, além de acompanhamento pedagógico obrigatório com aulas de reforço escolar em matemática, português, ciências e uma língua estrangeira, os alunos podem praticar esportes e participar de atividades culturais, que ajudam a melhorar a disciplina e a concentração.
“Nossa prioridade tem sido as escolas onde estão as crianças mais pobres, que são aquelas que recebem o BolsaFamília”, disse hoje (29) Dilma Rousseff, durante o programa Café com a Presidenta.
Segundo ela, a educação em dois turnos é importante para o aluno, para a família do aluno e para todo o país, pois o modelo ajuda no aprendizado de crianças e adolescentes. “Nenhum país do mundo chegou a se transformar em uma nação desenvolvida sem que as crianças tenham dois turnos na escola, nos colégios”, ressaltou.
Estudantes de 19,7 mil escolas rurais também participam do programa de ensino em dois turnos. Nessas escolas, além das atividades oferecidas nas demais escolas, os alunos ainda têm aulas ligadas à realidade do campo e da agricultura.
Só este ano, o governo federal já investiu R$ 1,8 bilhão no programa de educação integral. A maior parte dos recursos é repassada diretamente para a escola contratar monitores e professores, comprar material e preparar os espaços para receber as crianças nas atividades do chamado contraturno. O Ministério da Educação também repassa às prefeituras recursos para garantir alimentação de quem fica o dia todo na escola.

PROCESSO SELTIVO PARA CONTRATAÇÃO DE AGENTE DE SAÚDE

  Professor Valdeni Cruz