quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Aprovado em concurso dentro das vagas tem direito à nomeação, decide STF


O Supremo Tribunal Federal (STF) negou provimento a um Recurso Extraordinário (RE) 598099 em que o Estado do Mato Grosso do Sul questiona a obrigação da administração pública em nomear candidatos aprovados dentro no número de vagas oferecidas no edital do concurso público. A decisão ocorreu por unanimidade dos votos.
O tema teve repercussão geral reconhecida tendo em vista que a relevância jurídica e econômica da matéria está relacionada ao aumento da despesa pública. No RE se discute se o candidato aprovado em concurso público possui direito subjetivo à nomeação ou apenas expectativa de direito.
O estado sustentava violação aos artigos 5º, inciso LXIX, e 37, caput e inciso IV, da Constituição Federal, por entender que não há qualquer direito líquido e certo à nomeação dos aprovados, devido a uma equivocada interpretação sistemática constitucional. Alegava que tais normas têm o objetivo de preservar a autonomia da administração pública, “conferindo–lhe margem de discricionariedade para aferir a real necessidade de nomeação de candidatos aprovados em concurso público”.
Boa-fé da administração
O relator, ministro Gilmar Mendes, considerou que a administração pública está vinculada ao número de vagas previstas no edital. “Entendo que o dever de boa-fé da administração pública exige o respeito incondicional às regras do edital, inclusive quanto à previsão das vagas no concurso público”, disse o ministro, ao ressaltar que tal fato decorre do “necessário e incondicional respeito à segurança jurídica”. O STF, conforme o relator, tem afirmado em vários casos que o tema da segurança jurídica é “pedra angular do Estado de Direito, sob a forma da proteção à confiança”.
O ministro relator afirmou que quando a administração torna público um edital de concurso convocando todos os cidadãos a participarem da seleção para o preenchimento de determinadas vagas no serviço público, “ela, impreterivelmente, gera uma expectativa quanto ao seu comportamento segundo as regras previstas nesse edital”. “Aqueles cidadãos que decidem se inscrever e participar do certame público depositam sua confiança no Estado-administrador, que deve atuar de forma responsável quanto às normas do edital e observar o princípio da segurança jurídica como guia de comportamento”, avaliou.
Dessa forma, segundo Mendes, o comportamento da administração no decorrer do concurso público deve ser pautar pela boa-fé, “tanto no sentido objetivo quanto no aspecto subjetivo de respeito à confiança nela depositada por todos os cidadãos”.
Direito do aprovado x dever do poder público
De acordo com relator, a administração poderá escolher, dentro do prazo de validade do concurso, o momento no qual se realizará a nomeação, mas não poderá dispor sobre a própria nomeação, “a qual, de acordo com o edital, passa a constituir um direito do concursando aprovado e, dessa forma, um dever imposto ao poder público”
Condições ao direito de nomeação
O ministro Gilmar Mendes salientou que o direito à nomeação surge quando se realizam as condições fáticas e jurídicas. São elas: previsão em edital de número específico de vagas a serem preenchidas pelos candidatos aprovados no concurso; realização do certame conforme as regras do edital; homologação do concurso; e proclamação dos aprovados dentro do número de vagas previstos no edital em ordem de classificação por ato inequívoco e público da autoridade administrativa competente.
Conforme Mendes, a acessibilidade aos cargos públicos “constitui um direito fundamental e expressivo da cidadania”. Ele destacou também que a existência de um direito à nomeação limita a discricionariedade do poder público quanto à realização e gestão dos concursos públicos. “Respeitada a ordem de classificação, a discricionariedade da administração se resume ao momento da nomeação nos limites do prazo de validade do concurso, disse.
Situações excepcionais
No entanto, o ministro Gilmar Mendes entendeu que devem ser levadas em conta "situações excepcionalíssimas" que justifiquem soluções diferenciadas devidamente motivadas de acordo com o interesse público. “Não se pode ignorar que determinadas situações excepcionais podem exigir a recusa da administração de nomear novos servidores, salientou o relator.
Segundo ele, tais situações devem apresentar as seguintes características: Superveniência - eventuais fatos ensejadores de uma situação excepcional devem ser necessariamente posteriores à publicação de edital do certame público; Imprevisibilidade - a situação deve ser determinada por circunstâncias extraordinárias à época da publicação do edital; Gravidade – os acontecimentos extraordinários e imprevisíveis devem ser extremamente graves, implicando onerosidade excessiva, dificuldade ou mesmo impossibilidade de cumprimento efetivo das regras do edital; Crises econômicas de grandes proporções; Guerras; Fenômenos naturais que causem calamidade pública ou comoção interna; Necessidade – a administração somente pode adotar tal medida quando não existirem outros meios menos gravosos para lidar com a situação excepcional e imprevisível.
O relator avaliou a importância de que essa recusa de nomear candidato aprovado dentro do número de vagas seja devidamente motivada “e, dessa forma, seja passível de controle por parte do Poder Judiciário”. Mendes também salientou que as vagas previstas em edital já pressupõem a existência de cargos e a previsão de lei orçamentária, “razão pela qual a simples alegação de indisponibilidade financeira desacompanhada de elementos concretos tampouco retira a obrigação da administração de nomear os candidatos”. 

Ministros

Segundo o ministro Celso de Mello, o julgamento de hoje “é a expressão deste itinerário jurisprudencial, que reforça, densifica e confere relevo necessário ao postulado constitucional do concurso público”. Por sua vez, a ministra Carmen Lúcia Antunes Rocha afirmou não acreditar “numa democracia que não viva do princípio da confiança do cidadão na administração”.
Para o Marco Aurélio, “o Estado não pode brincar com cidadão. O concurso público não é o responsável pelas mazelas do Brasil, ao contrário, busca-se com o concurso público a lisura, o afastamento do apadrinhamento, do benefício, considerado o engajamento deste ou daquele cidadão e o enfoque igualitário, dando-se as mesmas condições àqueles que se disponham a disputar um cargo”. “Feito o concurso, a administração pública não pode cruzar os braços e tripudiar o cidadão”, completou. 

DIA DO ESTUDANTE


Origem




No dia 11 de agosto de 1827, D. Pedro I instituiu no Brasil os dois primeiros cursos de ciências jurídicas e sociais do país: um em São Paulo e o outro em Olinda, este último mais tarde transferido para Recife. Até então, todos os interessados em entender melhor o universo das leis tinham de ir a Coimbra, em Portugal, que abrigava a faculdade mais próxima.
Na capital paulista, o curso acabou sendo acolhido pelo Convento São Francisco, um edifício de taipa construído por volta do século XVII. As primeiras turmas formadas continham apenas 40 alunos. De lá para cá, nove Presidentes da República e outros inúmeros escritores, poetas e artistas já passaram pela escola do Largo São Francisco, incorporada à USP em 1934.
Cem anos após sua criação dos cursos de direito, Celso Gand Ley propôs que a data fosse escolhida para homenagear todos os estudantes. Foi assim que nasceu o Dia do Estudante, em 1927.

Quero parabenizar aos meus alunos do 8º e 9º ano  A da Escola Vicente Feijó de Melo.
A  todos muito sucesso e muita alegria. Que o esforço de cada um seja recompensado pela graça do conhecimento e da alegria pela conquista de seus sonhos.
Prof: Valdeni Cruz


Oração do estudante


Senhor, eu sou estudante, e por sinal, inteligente.
Prova isto o fato de eu estar aqui, conversando com você.
Obrigado pelo dom da inteligência e pela possibilidade de estudar.
Mas, como você sabe, Cristo, a vida de estudante nem sempre é fácil.
A rotina cansa e o aprender exige uma série de renúncias: o meu cinema, o meu jogo preferido, os meus passeios, e também alguns programas de TV .
Eu sei que preparo hoje o meu amanhã.
Por isso lhe peço, Senhor, ajuda-me a ser bom estudante.
Dê-me coragem e entusiasmo para recomeçar a cada dia.
Abençoe a mim, a minha turma e os meus professores. Amém.
Nossa Homenagem aos Estudantes
Coração de Estudante

(Milton Nascimento e Wagner Tiso)

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Céus novos terra nova



Desde sempre é desejo de Deus que todos os homens vivam com ele na plenitude do amor.
No início  da criação, Deus colocou os primeiros filhos no paraíso, ou seja, o lugar de paz, amor e alegria. Nada lhes faltava, pois o próprio Deus, em seu infinito amor quis que os homens fossem livres para viver o amor.
Quando estamos mergulhados no amor de Deus, é impossível que agente se engane com o mal. O que acontece é que os homens, criado a imagem e semelhança de Deus, têm dentro de si a curiosidade de conhecer e o inimigo de Deus sabe muito bem disso. Dessa forma ele procura nos enganar, mostrando-nos coisas que parecem boas aos nossos olhos e porque não estamos em profunda intimidade com Deus, nos deixamos levar facilmente pelas sutilezas do inimigo.
Deus quer que todos os homens tenham vida em plenitude, não é vontade dele que soframos que passemos por dificuldades, mas são nossos pecados que nos causam tais sofrimentos. É nossa desobediência a Deus, que vem desde os nossos primeiros pais: Adão e Eva.
Desde esse tempo o homem perdeu a essência natural de desfrutar a presença visível de Deus, passando a pagar o preço no corpo e na alma por suas fraquezas.
Com isso não quer dizer que Deus castigue o ser humano. Deus continua o mesmo em amor e misericórdia. O que acontece é que o homem ficou rebelde, injusto, fadado ao insucesso diante do inimigo que se intromete em suas vidas sem lhes pedir licença impedindo-os de cumprirem a vontade Deus.
Entretanto, nosso Deus, sabendo que somos fracos, não nos deixou abandonados, enviou Jesus, seu filho, para que por meio dele recebêssemos novamente toda a condição de vencer o pecado e a satanás, o causador da morte, aquele que nos atingiu no começo da criação.
Mas, uma vez tendo Jesus assumido nossa condição de miseráveis, nos deu por meio de seu sangue a vida, a vitória e a graça de nos tornar-mos filhos de Deus, eleitos pelo seu amor e convidados a adentrarmos novamente no trono da graça.
Somos chamados por Jesus, já aqui na terra, a experimentarmos essa maravilha do novo céu e da nova terra. Novo céu esse que pode começar dentro de nosso coração e impregnar o nosso espírito do amor e do poder de Deus. Precisamos nos abrir ao Espírito Santo para que ele revele para nós essas verdades do céu, bens esses que estão reservados para os filhos de Deus.
É verdade que precisamos crer nos preparar e lutar contra o pecado que a cada instante quer nos separar e nos impedir de ir habitar nesse novo céu e nessa nova terra, que nosso Jesus preparou para nós.
A palavra de Deus nos garante a entrada no lar celeste, onde habita a glória de Deus. Precisamos crer no senhor. Estar conscientes de que precisamos lutar com todas as nossas forças para conquistar o tão esperado céu.

Professor Valdeni Cruz

O poder dos blogs


Surgem novos e influentes canais de informação para as empresas.

Por Marcello Póvoa
A força da informação 

Os blogs estão no centro das atenções da mídia. Reportagens recentes em publicações como Veja, Bussiness Week e New York Times colocam em voga a dinâmica informativa e o conseqüente poder de comunicação dos blogs. Fundamentalmente, este poder consiste em permitir que qualquer pessoa expresse seu conhecimento e opiniões para qualquer um que se disponha a ouvir. Um blog provê a seu criador um veículo de mídia próprio, que pode conter texto, fotos, áudio e mesmo vídeo. A força de influência de um blog começa a se manifestar quando o conteúdo exposto é interessante e os usuários conseguem achá–lo no oceano de informação da internet.
Um forte exemplo desta influência aconteceu na eleição presidencial dos EUA de 2004, onde verdadeiras convenções políticas aconteceram via blogs e a Casa Branca os reconheceu como “imprensa”. Calcula–se que já existem cerca de 9 milhões de blogs publicados e algo como 40 mil novos blogs são criados todos os dias.
Aplicações corporativas

Blogs saíram da fase de simples diários pessoais para ferramentas de comunicação com alta capacidade de ação – e respectivo retorno. Corporações começam a compreender este mecanismo e utilizá–lo a seu favor como canais de relações públicas, fomento de recursos humanos, compreensão do perfil do cliente (CRM) e mesmo como um novo canal de publicidade. Recentemente Bob Lutz, vice–presidente da GM americana, lançou o Fastlane com o objetivo de relacionamento com os consumidores dos carros e serviços da empresa. Neste blog, o cliente GM pode ver novidades técnicas, processos de produção, tendências de mercado, impressões de shows automotivos e muito mais – tudo diretamente do vice–presidente da empresa. Naturalmente, trata–se de um veículo importante de captação das reações do consumidor, que pode opinar sobre temas relatos.
Em outra iniciativa, a GM direciona os jornalistas para o Automobear.compara análises e informações do campo automobilístico. Este blog é usado como um canal importante de assessoria de imprensa para a empresa.
Como qualquer veículo de mídia, os efeitos de determinada comunicação em um blog podem gerar conseqüências inesperadas. Um cientista do laboratório nuclear de Los Alamos criou um blog para que funcionários pudessem expor preocupações e problemas com as instalações nucleares. Alguns membros do congresso americano viram e agora começam a notar razões para um possível fechamento do laboratório.
Uma aplicação notoriamente em expansão dos blogs é a publicidade. Empresas (e respectivas agências de publicidade) estão aproveitando a capacidade de segmentação de público alvo nos blogs para tiros certeiros de exposição de produtos e serviços. No mais, blogs com conteúdo atrativo tem uma propensão a expansão viral, ou seja, a propagação da audiência através da formação de opinião online (e–mails, chats, fórums etc.). Como conseqüência, usuários começam a criar links para seus blogs de interesse e forma–se um círculo virtuoso de audiência. Não existe forma mais eficiente de conversão em publicidade do que a transmissão de opinião “boca a boca”. Assim, blogs tornam–se naturalmente veículos interessantes para propaganda.
Um artifício de propaganda que começa a ser usado na prática são os “Flogs”, que são falsos blogs criados por empresas para anunciar seus produtos e assim formar opinião. Por exemplo, o departamento de marketing de determinada corporação pode criar um blog assinado por autor fictício elogiando seus produtos. Se este “Flog” for bem feito e conseguir atrair atenção vai naturalmente gerar um “boca a boca” online com alta capacidade de conversão.
Uma novidade “antiga” 

Apesar de estarem em voga, o conceito de blogs não é nenhuma novidade. A idéia de uma ferramenta onde usuários possam publicar conteúdos de forma fácil e intuitiva já tem alguns anos. Na verdade, vários fatores aconteceram em paralelo e assim permitiram um crescimento significativo do poder de influência dos blogs.
O próprio crescimento exponencial da penetração da internet na população resultou em uma maior popularidade dos blogs. No entanto, este crescimento da rede gerou um oceano de informação sem organização hierárquica. Assim, mecanismos de busca eficientes como Google têm sido fundamentais para que os blogs sejam encontrados e conseqüentemente tenham sua popularidade propagada.
Outra questão importante foi o barateamento e assim crescimento da base instalada de celulares e câmeras digitais. Tal fato permitiu que conteúdos de texto, fotos e vídeo sejam registrados e publicados nos blogs – mesmo remotamente, via redes sem fio.
Protocolos como o RSS (Real Simple Syndication) foram também um fator para catalisar o crescimento dos blogs. Com o RSS, um usuário pode acompanhar informações publicadas em blogs de seu interesse – só que em outro endereço, como por exemplo uma página de um portal corporativo.
Assim, nota–se que o poder dos blogs é na verdade resultado de uma conjunção de fatores que evoluíram ao longo do tempo. O fato presente e importante é que a manifestação de influência de comunicação via blogs sinaliza uma tendência de segmentação dos canais de mídia – sem no entanto haver perda no poder de geração de efeitos em escalas massivas. É fundamental que empresas fiquem atentas pois possivelmente teremos algumas mudanças nos paradigmas de gerência da comunicação nos anos que virão. Blogs são antes de mais nada uma atitude. A evolução da tecnologia provê as bases para que esta atitude se manifeste. [Webinsider]

PREFEITO DE LONDRES CREDITA DISTÚRBIOS À FALTA DE LIMITES E RESPEITO


O PREFEITO EM ENTREVISTA DIZ...

Para Boris Johnson, pais e professores precisam ter 'o direito de impor a autoridade'.

O prefeito de Londres, Boris Johnson, afirmou em entrevista à BBC que a falta de limites e de respeito pelos jovens britânicos é um fator por trás da onda de violência que tomou conta das cidades do país nos últimos dias. 


"Há uma ausência de limites e uma ausência de respeito", afirmou Johnson em entrevista à Radio 4, da BBC. Ele pediu que a sociedade britânica devolva "o direito de impor a autoridade" aos pais e aos professores. 

Muitos analistas apontam a sensação de impunidade entre os jovens é um dos principais fatores a contribuir para os distúrbios. 

"Os mais jovens estão acostumados aos adultos lhes dizerem que eles não podem fazer algo ou terão de sofrer as consequências. E então, eles fazem o que querem e nada acontece", observa o criminologista John Pitts. 

'Nada vai acontecer comigo' 

Duas garotas que participaram da violência em Croydon, no sul de Londres, na noite de segunda-feira, afirmaram à repórter da BBC Leana Hosea que sua motivação era mostrar à polícia e "aos ricos" que podem fazer o que quiserem. 

"Isso nem é uma revolta. É só para mostrar à polícia que podemos fazer o que queremos. E agora mostramos isso", afirmou uma das meninas, que não quiseram se identificar. 

A entrevista foi feita às 9h30 da manhã da terça-feira, quando as duas tomavam vinho de uma garrafa, que segundo elas, tinham tomado de uma loja de bebidas saqueada no bairro durante a madrugada. "É álcool grátis", afirmou uma delas. 

Ao serem questionadas pela repórter se não estavam atacando as pessoas do próprio bairro ao saquearem as lojas locais, uma das garotas afirmou que "é gente rica". 

"É gente rica, que tem lojas. E isso é tudo o que aconteceu, por causa das pessoas ricas. E estamos somente mostrando às pessoas ricas que podemos fazer o que queremos", disse a outra. 

Em Manchester, outro jovem, que também não quis se identificar, afirmou ao repórter da BBC Nick Ravenscroft que continuaria a participar dos distúrbios enquanto pudesse. 

"Vou continuar fazendo isso até o dia em que eu for pego", afirmou o rapaz. "Quando eu chegar em casa, nada vai acontecer comigo", garantiu. 

fonte: Estadão.com.br 

Viver o processo da fé


 
Padre Fábio de Melo
Foto: Maria Andrea
Por quanto sofrimento é preciso passar para chegar à verdade desta frase: “Deus caminha comigo, Deus é meu grande amigo, Ele é mais forte um abrigo, Ele caminha comigo, n'Ele posso confiar”? Não tem nada por acaso nesta vida, não podemos chegar se não caminharmos. Se eu preciso andar 5 km, preciso ter a disposição do primeiro passo e acreditar que de passo em passo chegarei. Tudo é processo, tem começo, meio e fim. O processo da fé é pontuado. A fé cristã é audaciosa, o que Jesus nos propõe é uma verdade audaciosa.

Hoje a Igreja nos convida a termos fé, a vivermos o processo da fé e acreditarmos mesmo que não tenhamos razões para isso. A nossa fé passa pelo processo da inteligência, mas ela acontece quando precisamos passar por uma situação humana que nos parece insuportável. E Deus começa arrancar de você frutos que não semeou. É a fé como dom, que começa a ver a vida a partir de um olhar que antes ninguém tinha lhe ensinado.

A Igreja diz que a fé é dom. E temos a responsabilidade de administrá-lo. A salvação é dom, mas é tarefa. Eu preciso buscar a minha atitude para confirmar o que Cristo realizou na minha vida. A fé humana indica para uma fé maior. A fé primeira que experimentamos na vida é a fé natural do dia a dia. Entramos num restaurante e não pensamos que a comida pode estar envenenada, você confia que não tem nada naquele alimento. A fé é uma experiência humana, natural, que dá equilíbrio para a gente.

Para mim não há nada mais precioso que confiar em alguém. Como é importante para o padre a confiança em quem está perto de nós. E a partir dessa experiência humana, Deus nos convida a experimentar algo muito maior.

Pedro, homem que fez a experiência de Jesus e mostra aqui sua fragilidade no processo de fé. Acho que Jesus o chamou de Simão nessa hora em que não tinha feito a experiência de Jesus, em que não tinha feito a travessia que ele precisava. A fé vai ser vivida enquanto formos gente.

A Igreja nos pede a fé no Ressuscitado, pois só essa fé nos poderá direcionar para o homem e a mulher que Jesus idealizou para cada um de nós. Estamos em travessia, processos que nunca terminam, pois nunca estaremos prontos para Deus. Sempre estaremos inacabados. A arte é assim, sempre inacabada, porque se estiver acabada, não haverá mais a fazer. Nós sobrevivemos daquilo que em nós é inacabado.

"A fé vai ser vivida enquanto formos gente", afirma padre Fábio
Foto: Mariana Lazarin

O que Deus já fez na sua vida hoje não será o suficiente para o que você precisará amanhã. Não somos postes, postes ficam parados, somos estrelas em deslocamento. Deus vai visitá-lo a partir da sua particularidade. Não devemos medir o quanto de fé cada um tem.Precisamos ser cada dia mais homens de fé. Muitas vezes, o caminho que precisamos percorrer não é tão longo, mas por não termos dimensão da distância, ficamos parados. Muitas vezes, eu encontro ateus que estão muitos mais próximos de Deus que eu, porque, às vezes, eles estão mais honestos e se aproximaram mais das questões humanas. Precisamos nos aproximar das questões humanas, estamos inseridos numa sociedade e é preciso encarnar em nossa história tudo aquilo que dizemos crer.

Se você acredita no mesmo Deus que eu, tenho com você uma responsabilidade. Pois não tenho o direito de negligenciar o conteúdo dessa pregação, por isso eu sou um padre de travessia. O papel de padre hoje é ser o testemunho coerente de quem fez esse opção radical por ser Jesus de novo através da vida sacramental. Os sacramentos que celebramos são para santificar nossa alma e dar sentido às atitudes do corpo. É a totalidade da salvação acontecendo em nós e através de nós.

A Igreja quer cada dia mais que a fé que celebramos vire vida na comunidade, que você sinta em Jesus o motivo da sua atitude. Eu estou aqui configurado a Ele, quero ser como Ele. Quanto mais eu acredito em Deus, tanto maior é a minha capacidade de acreditar nos meus irmãos.

Que amor a Deus é esse que não o faz amar seus irmãos? A fé que eu tenho em Jesus muda o modo de como eu olho para aqueles que estão do meu lado. Se Jesus tivesse a oportunidade de passar aqui como eu estou Ele lhe diria: “Vamos lá, não fique parado! Vamos fazer o que será. Vamos visitar regiões do seu coração às quais você ainda não conseguiu ir.”

Muitas vezes na nossa miséria não acreditamos que Deus acredita em nós. Vamos acelerar o processo de nosso crescimento pessoal. Quanto mais acreditarmos em Deus, e tivermos a fé para suportar o sofrimento, tanto mais O testemunharemos.

Hoje precisamos tomar a decisão de deixar Deus acelerar em nós o crescimento, para isso você precisa dar passos, tratar melhor seu marido, seu funcionário, deixar de fumar, etc. Você precisa acreditar em você.

O que você precisa fazer concretamente para dar um passo na fé? Faça seu compromisso consigo mesmo, acredite que a partir de hoje você será uma pessoa diferente, uma pessoa melhor. Acredite em si mesmo para demonstrar que Deus crê em você. Eu creio em Deus e Ele crê em mim, e nós dois juntos ninguém segura.

Transcrição e adaptação: Regiane Calixto

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Padre Fábio de Melo 
Padre que evangeliza como cantor, compositor, escritor e apresentador do programa "Direção espiritual" na TV Canção Nova. 

Colírio da vida!

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Quem vê somente o óbvio não enxerga





A vida é sempre imprevisível. Aliás, se fosse programada seria muito triste. Que bom que a vida foge de nossos programas. Ela é sempre maior que nossos planos e projetos. Nem sempre veremos os resultados do que fazemos. Nenhuma semente jamais vê a flor ou o fruto. É bom lembrar essa verdade, especialmente diante dos momentos difíceis que teremos de superar.
Um dos grandes segredos para um coração curado é aprender a enxergar a vida pelo ângulo correto. Ainda que os acontecimentos sejam difíceis, a chave para nossa felicidade está no modo como reagimos.

Do mesmo jeito que a poeira atrapalha nossa visão, e de vez em quando é preciso pingar algumas gotas de colírio para limpar os olhos e tirar o ardume, os olhos do nosso coração precisam receber muitas gotas do colírio da vida, com o qual Jesus veio nos presentear pela graça da cura nterior.
“[...]desvencilhemo-nos das cadeias do pecado. Corramos com perseverança ao combate proposto, com o olhar fixo no autor e consumador de nossa fé, Jesus (…) e não vos deixeis abater pelo desânimo (Hb 12,1b.3).
O desânimo que nos abate é muito mais fruto do modo como olhamos para os problemas do que dos problemas em si. Temos aqui dois grandes segredos: enxergar com os olhos do coração e mirar no alvo seguro apontado por Jesus.

Assim como um bom músico educa seu ouvido para perceber as pequenas vibrações dos acordes, precisamos educar nossos olhos e os olhos do nosso coração. Isso requer tempo e persistência. Para isso necessitamos de um bom mestre, tal como um aluno de artes plásticas necessita que seu professor lhe empreste os olhos para observar os detalhes de uma obra: cor, luz, sombra, profundidade, entre outros.
Nosso Mestre é Jesus! Sua postura é sempre de alguém que enxerga além do óbvio. Quem vê somente o óbvio não enxerga. Jesus manda olhar para as coisas, para as pessoas e para os acontecimentos de um jeito novo. Ele tem um olhar que vai além da convenção social. Por isso, enquanto todos viam uma prostituta, Ele enxergava uma discípula. Jesus não olhava a partir dos preconceitos. Ele estava sempre desarmado e ajudava as pessoas a se desarmarem.
O Senhor não tinha medo de se aproximar das pessoas. Permitia que elas O tocassem. Sentava-se com elas. Frequentava a casa até de pessoas de má fama. E se misturava com os pecadores e marginalizados. Sua opção pelos excluídos é um ensino espetacular de cura interior. Jesus enxergava a alma da pessoa. Por isso acreditava na capacidade de mudança. Só quem vê o que está escondido é capaz de projetar algo novo. Quem não vê além do óbvio não sonha!

O colírio de vida, receitado e usado por Jesus, precisa ser empregado com muita frequência por todos aqueles que se encontram sedentos dessas gotas de cura interior.

Padre Léo
Fonte: Canção Nova

A IMPORTÂNCIA E A VALORIZAÇÃO DOS CONSELHEIROS NO ACOMPANHAMENTO DOS RECURSOS PÚBLICOS

  A partir das considerações da professora Carmem (Professora da rede Ensino municipal de Pentecoste), que hoje faz parte da comissão que an...