Quase todos os dias, ao adentrarmos os locais de trabalho ou encontrarmos servidores pelas ruas, ouvimos queixas. Um diz que no seu local de trabalho falta isso; outro diz que falta aquilo. Existem problemas estruturais, direitos que não são implementados, salários que poderiam ser melhores, referências e progressões que não chegam ao contracheque. Há leis que precisam ser cumpridas.
Enfim, são muitas as reclamações.
E, diante disso, surge uma pergunta que frequentemente é dirigida ao sindicato:
“O que o sindicato está fazendo por nós?”
E o sindicato responde: a sua parte está sendo feita.
São mobilizações, negociações, encaminhamentos, reuniões, ações judiciais, idas ao Ministério Público, à Câmara Municipal e, muitas vezes, até a construção de propostas e projetos para tentar garantir direitos aos servidores.
Mas nem sempre essas ações produzem, de imediato, os resultados que esperamos.
E então a pergunta continua:
“Mas o que o sindicato está fazendo?”
Talvez, neste momento, devêssemos fazer uma outra pergunta:
O que nós, enquanto sindicalizados, estamos fazendo?
Essa é a pergunta que precisamos enfrentar.
Porque a verdade é que muitos de nós não estamos dispostos a fazer aquilo que, muitas vezes, é necessário para conquistar um direito: participar da luta.
É preciso estar presente nas mobilizações. Participar das assembleias. Deliberar. Paralisar quando for necessário. Fazer greve quando essa for a decisão coletiva. Colocar-se à disposição da luta.
Mas nem sempre temos demonstrado essa disposição.
Existem aqueles que têm coragem, que comparecem, que colocam a cara a tapa. Mas, quando chegam às mobilizações, muitas vezes percebem que são poucos.
Enquanto isso, uma grande maioria fica apenas olhando, criticando ou esperando que os outros façam aquilo que também deveria ser responsabilidade de cada um de nós.
E é por isso que talvez tenha chegado a hora de decidirmos.
Ou a gente decide, ou decidem por nós.
Não podemos querer apenas os resultados da luta sem participar dela.
Não podemos cobrar do sindicato aquilo que nós mesmos não estamos dispostos a ajudar a construir.
É preciso fazer a nossa parte.
E somente então poderemos olhar para trás e dizer:
“Nós lutamos. Nós participamos. Nós fizemos a nossa parte. E, mesmo assim, não conseguimos.”
Aí sim teremos a consciência tranquila.
Mas, enquanto não fizermos a nossa parte, não podemos simplesmente dizer que tentamos.
Portanto, servidores, é hora de avançar.
É hora de colocar a cara a tapa, arregaçar as mangas e lutar por aquilo que sabemos que é nosso.
Porque direito não se conquista apenas com reclamação.
Direito se conquista com organização, unidade e luta.
E, como sempre nos lembra o nosso advogado, Dr. Valdecy Alves: “Só é digno da vitória quem luta.”
Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Pentecoste — SINDSEP.
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