quarta-feira, 13 de abril de 2016

SERVIDORES RECEBEM CARTA DE DEMISSÃO E SERVIÇO PÚBLICO FICA COMPROMETIDO

Professor Valdeni Cruz

Caros amigos (a)s

Analisando a conjuntura administrativa de nosso município nos últimos dias, percebemos que está acontecendo um burburinho em relação aos últimos acontecimentos.

No dia 28 de março a Senhora Prefeita foi convocada pelo Ministério Público a dar explicações do porque de não ter chamados todos os classificados em concurso público, ou ainda, porque não chamaram classificáveis para preenchimento de vagas, uma vez que o Município tinha um quadro de mais de 600 contratados temporários.  

Nessa audiência o Promotor fez algumas colocações e entre elas disse não se justificar esse total de temporários, uma vez temporários deve ser a exceção e não regra. Desse modo, se não pode chamar os classificáveis, pois também não pode haver temporários, e por isso mesmo o caminho deveria ser a realização de outro concurso.

Depois uma conversação entre as partes ficou decidido que o município chamaria o restante de classificados que ainda não haviam sido chamados e alguns classificáveis para completar o total de vagas oferecidos no em edital. Na mesma conversa foi acordado de que até o dia 12 de abril se exoneraria 1/3 dos 612 temporários, pois segundo representantes da prefeitura, nas entrelinhas, é como se o município dissesse que haviam pessoas demais e, que portanto, deveriam ser demitidos. Daí faria um levantamento com o restante dos temporários para saber se aquele número restante seria suficiente para prestar os serviços à comunidade sem prejuízos no atendimento.

Acontece que, como sempre, a prefeita toma as atitudes sem medir as conseqüências. Aqui em Pentecoste atingiu de imediato a Creche Pró-infância, fazendo com que a Diretora entregasse o cargo. Ora, todo mundo sabe que para se trabalhar em creche é preciso ter formação adequada, preparo físico e emocional, pois se trata de crianças de varias níveis. Outro problema que soube já hoje pela manha foi que  na Providência, que já tem carência de profissionais, dispensaram o professor de informática, professoras que estavam em salas de aula, tiraram professora com preparo para trabalhar com crianças especiais e colocaram uma professora que hoje trabalha com atividades complementares pra ir pra sala do AEE, quando a professora não tem nenhum preparo para tal.

Sabemos que a prefeita teria fazer ajustes, pois assim ficou acordado, mas não poderia prejudicar os serviços essenciais, como educação saúde, etc. Logo se percebe que irão faltar muitos profissionais para prestar um serviço público de qualidade.

Essa situação só acontece porque não existe por partes das gestões interesse em tratar a coisa pública com seriedade. Vai levando de qualquer jeito e quando é imprensado pela justiça, como é o caso agora, atropela tudo e a todos.   

Será que houve uma conversa franca com a sociedade? Será que foram nas escolas conversar com os pais, com os professores? Ninguém iria entender a demissão, pois todos precisam trabalhar, mas aceitariam com menos trauma. O que acontece é uma arbitrariedade, faz do jeito que dá na telha, sem medir as conseqüências, uma prática antiga. Porém, os tempos são outros. As pessoas sabem que os que estão no poder trabalham para servir e servir bem. Que trabalham em nome do povo e para o povo e que, portanto, deve fazer como tem que ser feito e quando isso não acontece, eles também sabem como fazer: procuram os órgãos de fiscalização, que no nosso caso e o Ministério Público. Sendo assim, as providências são tomadas.

Esperamos que o bom senso prevaleça. Sabemos que a Senhora Prefeita e os Secretários tem toda as condições para resolverem essas situações da melhor forma possível, a não ser que não queiram, Que se faça o que tem que ser feito sem prejudicar o andamento dos trabalhos, sem sacrificar aqueles que não podem corresponder com o que está sendo exigido. Sabemos que esta é uma situação difícil para quem está a frente de uma gestão, mas que precisa ser encarada com coragem, mas ao mesmo tempo espeito e seriedade.

O Sindsep está fazendo todo um levantamento e logo estaremos apresentando a situação ao Ministério Público. Lembramos que temos escolas que ainda não implantou o terço de planejamento, como é o caso de algumas creches aqui da sede e quase todas as escolas da Zona Rural. Essas questões também serão apresentadas ao Ministério Público, pois ficou acertado na Promotoria que nesse ano de 2016 todas as escolas da sede implantariam o terço de planejamento. Nós sabemos que ainda não foi cumprido em todas as escolas. O sindsep está atento a tudo.

Desejamos a todos um bom dia!


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