sábado, 23 de junho de 2012

Rio+ 20 é um ponto de partida e os países devem ir além dos acordos firmados, diz Dilma


A presidenta Dilma Rousseff afirmou hoje (22), durante entrevista coletiva na Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que o resultado da conferência é um ponto de partida para que os países avancem. Segundo Dilma, é inconcebível que algum país fique aquém dos pontos acordados no documento final da Rio+20.
“Nós construímos um ponto de partida. Um documento de conferência sobre o meio ambiente e sobre desenvolvimento sustentável, a biodiversidade, a erradicação da pobreza é, necessariamente, um ponto de partida, porque é até onde as nações chegaram no seu conjunto. Agora, o que nós temos de exigir é que, a partir desse documento, as nações avancem. O que nós não podemos conceber é que alguém fique aquém dessa posição, além dessa posição todos devem ir”, disse.
A presidenta reconheceu a dificuldade em se chegar a um acordo e conciliar posições distintas no documento final da conferência. No entanto, para Dilma, a questão do financiamento do desenvolvimento sustentável pode avançar em futuros encontros e cúpulas que tratem do tema.
“O que eu acho que é importante quando você tem um documento escrito é que ninguém pode negar ou esquecer o que está escrito no documento. A vantagem do que nós chegamos aqui com o documento da Rio+20 é, primeiro, ele foi discutido entre centenas de países. Segundo, é que está escrito os compromissos que terão de ser cumpridos. Agora, muitos países não quiseram assinar a questão do financiamento. Uma das formas de se evoluir daqui para frente é colocar isso na pauta. Porque lá em Copenhagen não foi posto. Os países desenvolvidos não querem que isso seja posto na pauta. E nós queremos que seja posto na pauta, mas agora tem de respeitar quem não quer. Então só pode avançar daqui para frente”.
A presidenta Dilma também comentou as críticas das organizações não-governamentais ao documento final da Rio+20.
“Acho que aqui no Brasil nós construímos um espaço para as ONGs participarem e falarem. Nós construímos um espaço para escutá-las, porque os diálogos foram feitos por iniciativa do governo brasileiro. Os diálogos foram abertos a quem quisesse participar e discutir conosco. Agora, eu não posso impor à ONU um padrão”.
Blog do Planalto

Para Dilma, Rio+20 foi um passo histórico em direção a um mundo mais justo




A presidenta Dilma Rousseff encerrou hoje (22) os trabalhos da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, afirmando que foi dado um passo histórico em direção a um mundo mais justo e próspero. Segundo ela, a Rio+20 lançou as bases de uma agenda para o século XXI.
“Um passo histórico foi dado em direção a um mundo mais justo, equânime e próspero para que a pobreza seja erradicada e o meio ambiente protegido. O Brasil se orgulha de ter organizado a mais participativa e democrática conferência na qual tiveram espaço diversas visões e propostas. Buscamos sempre manter um equilíbrio respeitoso entre as posições de todos os países”.
Dilma agradeceu os esforços de todos os países na construção e aprovação do documento final da conferência que, segundo ela, representa um avanço em relação às cúpulas e encontros anteriores. Entre os principais pontos aprovados, a presidenta ressaltou a erradicação da pobreza como objetivo a ser perseguido por todos os países.
“O documento que aprovamos hoje não retrocede em relação às conquistas da Rio-92. Não retrocede em relação à Cúpula de Johanesburgo de 2002 . Não retrocede em relação a todos os compromissos assumidos nas demais conferências das Nações Unidas, ao contrário, o documento avança, e muito, mostrando a evolução das concepções compartilhadas de desenvolvimento sustentável. Lançamos as bases de uma agenda para o século XXI”, disse.
A presidenta reafirmou que a Rio+20 é um ponto de partida, o início de uma caminhada que deve ser orientada pela ambição de construir, de forma concreta, soluções para uma sociedade sustentável. Segundo ela, a Rio+20 terá um efeito transformador nas sociedades atuais e futuras.

Blog do Planalto

Igreja Católica - Dom Leonardo acredita na educação para preservação ambiental



Helen Bernardes
Canção Nova Notícias Brasília (DF)


Arquivo
'Nós poderíamos dizer educar para ter uma verdadeira ética de relação com a natureza', enfatizou Dom Leonardo
Educar para preservar. Na opinião do secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Leonardo Steiner, este tema deveria ser o grande debate durante a Rio+20, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável que foi realizada no Rio de Janeiro de 13 a 22 de junho. O bispo acredita que a educação seria uma alternativa que traria muitos benefícios à sociedade.

“Nós poderíamos dizer educar para ter uma verdadeira ética de relação com a natureza. Nós ganharíamos muito com isso. Se nós tivermos um olhar apenas de cifrão sobre a natureza, no futuro deixaremos de ter um olhar de admiração, de encantamento que é tão próprio da pessoa humana”, afirmou.

Neste sentido, a CNBB vê com preocupação os resultados da conferência que reuniu líderes de vários países do mundo. Segundo Dom Leonardo, foi muito positiva a participação de movimentos sociais durante o evento paralelo, a Cúpula dos Povos. Para ele, um debate de grupos diferentes dispostos a dialogar sobre o meio ambiente.

Por outro lado, Dom Leonardo, questiona resultados práticos nas discussões entre líderes mundiais. “Existe uma apreensão porque a Rio 92 foi muito significativa. Nós temos receio de que não apareçam metas a serem atingidas e a criação de um fundo necessário”.

O tema economia verde também preocupa. O assunto chegou a ser retirado do texto final, mas retornou depois de muito debate. “Mas nós precisamos pensar que tipo de economia é essa. Porque pensar em nossas matas, em nossos rios, para o nosso lucro não seria uma economia verde. Seria sobrepor a economia ao meio ambiente. Isso nos preocupa”, ponderou o secretário-geral.

Dom Leonardo também comentou as discussões sobre direitos reprodutivos das mulheres. Disse que a decisão de retirar o tema do texto final foi acertada. “Forçou-se a entrada de alguns desses assuntos, quase esquecendo elementos fundamentais que são elementos da nossa cultura”, disse. Um debate que, para ele, impõe direitos sobre a vida. “A vida vem em primeiro lugar, o direito vem depois. Nós queremos impor direitos àqueles que ainda não tiveram a oportunidade de vir à luz”.

O secretário-geral destacou ainda que cada pessoa não vive isoladamente. A relação em sociedade também é uma relação com o meio ambiente e na medida em que destruímos a natureza, estamos desestruturando as pessoas. “Esse cuidado próprio é da nossa responsabilidade. E para despertarmos para isso entra de novo uma tarefa fundamental: a educação”.

Fonte: Canção Nova Notícias

Evangelho (Mateus 6,24-34)



Sábado, 23 de Junho de 2012 
11ª Semana Comum


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 24“Ninguém pode servir a dois senhores: pois, ou odiará um e amará o outro, ou será fiel a um e desprezará o outro. Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro.
25Por isso eu vos digo: não vos preocupeis com a vossa vida, com o que havereis de comer ou beber; nem com vosso corpo, com o que havereis de vestir. Afinal a vida não vale mais do que o alimento, e o corpo, mais do que a roupa? 26Olhai os pássaros dos céus: eles não semeiam, não colhem, nem ajuntam em armazéns. No entanto, vosso Pai que está nos céus os alimenta. Vós não valeis mais do que os pássaros?
27Quem de nós pode prolongar a duração da própria vida, só pelo fato de se preocupar com isso? 28E por que ficais preocupados com a roupa? Olhai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham nem fiam. 29Porém, eu vos digo: nem o rei Salomão, em toda a sua glória, jamais se vestiu como um deles. 30Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é queimada no forno, não fará ele muito mais por vós, gente de pouca fé?
31Portanto, não vos preocupeis, dizendo: Que vamos comer? Que vamos beber? Como vamos nos vestir? 32Os pagãos é que procuram essas coisas. Vosso Pai, que está nos céus, sabe que precisais de tudo isso. 33Pelo contrário, buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão dadas por acréscimo. 34Portanto, não vos preocupeis com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã terá suas preocupações! Para cada dia, bastam seus próprios problemas”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

CONVERSA DIRETA

Falando um pouco da educação de nosso Municipio

E O CINTURÃO DIGITAL DE BANDA LARGA, CADÊ?

Estava pensando sobre esse projeto do Governo do Estado do ceará quer foi tão falado durante a sua instalação. Hoje, fazendo uma pesquisa sobre assunto vi que já foi até inaugurando. Gostaria que você assistisse e ouvisse o que disse o Governador Cid Gomes sobre o Cinturão digital e sua abrangência para o Estado do Ceará como um todo.Ele fala da importância desse projeto para interligar todos o Estado com internet de Banda Larga. Aqui em Pentecoste seria necessário somente à instalação de uma antena para poder interligar os serviços dos municípios. Isso iria melhorar e muito o sistema de internet no nosso município e ainda baratear o custo para a população de baixa renda. Mas cadê o Prefeito daqui que não se manifesta quanto a essa questão. ASSISTA AO VÍDEO

A volta de Deus


Jornal do BrasilMaria Clara Bingemer 
Não chega a ser uma novidade o fato de estarmos assistindo, já há algum tempo, a certo "reencantamento do mundo", isto é, a uma inversão do processo de secularização deslanchado com a modernidade e sua crise. Essa tendência começou a visibilizar-se com a nova consciência religiosa trazida pela Nova Era,  o esoterismo,  o culto das pirâmides de cristal,  o I-Ching, o tarô,  o retorno dos anjos e  duendes.  
A razão banida permanecia oculta pelo deslumbramento com um além povoado de deuses maiores e menores, porém fluidos e sem consistência.  E o resgate da transcendência sem absolutos expressou-se  até mesmo, mais recentemente, em livros de grande tiragem que falavam sobre meninos bruxos e anéis mágicos.  
O fanatismo fundamentalista em todos os campos, e não somente no islâmico, semeou o estupor e o medo, mas também trouxe uma mudança de perspectiva para enxergar o mundo. No entanto, ao mesmo tempo em que crescia a aversão da opinião pública ocidental pelo fundamentalismo, assistia-se ao aumento de receptividade para com a atitude religiosa como tal. Não se pode mais dizer que Deus não é um tema atual.  
A ideia da incompatibilidade de princípio da secularização com a religião entra decididamente em declínio. E os sintomas do que poderíamos chamar de uma volta de Deus aparecem como sinais visíveis de  novos tempos. “Aquilo que muitos acreditavam que destruiria a religião – a tecnologia, a ciência, a democracia, a razão e os mercados –, tudo isso está se combinando para fazê-la ficar mais forte”, escreveram John Micklethwait e Adrian Wooldridge, ambos jornalistas da revista britânica The Economist, no livro God is back. Para muitos e bem concretamente para os jovens, como diz o título do livro, Deus está de volta. 
Eles são religiosos, não como seus pais ou avós, mas de outra maneira, própria, fazendo uma nova síntese entre a experiência da fé e sua expressão.  E a internet é um dos recursos que mais intervêm na sede de transcendência do jovem que vai para diante do computador buscar interlocução para seus anseios espirituais.  A modernidade, com efeito, significa uma humanização do divino, a ascensão irreversível da secularidade. Foi um extraordinário progresso para o espírito humano, porque permitiu ao homem, enfim, pensar por si mesmo. Mas a modernidade também comporta um movimento oposto, que eleva e diviniza o humano. 
A humanização do divino implica o fim das transcendências "verticais", autoritárias, situadas fora e acima do sujeito. Nesse sentido, a modernidade é o reino da imanência.  No entanto, percebe-se ser  possível, também, nas entranhas da imanência — da razão, do conhecimento e da ciência —  pensar algo que a transborda, que a extravasa e a faz autotranscender-se. A força motriz dessa nova transcendência é o amor, que leva os seres humanos a ultrapassar sua interioridade solitária para alcançar o Outro e com ele entrar em relação.  
Tal experiência e tal atitude não significam o banimento da razão; ao contrário, dão à ciência estatuto pleno de cidadania quando se trata de pensar esse Deus que volta a ser elemento constitutivo do conhecimento e do pensar humanos. A constatação da volta de Deus traduz, por outro lado, a certeza de que nenhuma sociedade pode sobreviver sem a religião, já que a maioria dos homens considera insatisfatórias as respostas dadas pela ciência às perguntas existenciais sobre a vida e a morte.  
Como impulso utópico e como consciência vigilante dos limites, a fé e sua expressão religiosa têm hoje um lugar assegurado na sociedade do conhecimento e na comunidade científica. Deus está de volta e muito concretamente ali onde menos se esperava que estivesse: entre as novas gerações, filhas da ciência e da técnica.  É preciso abrir os ouvidos para entender como esses novos crentes percebem o sujeito maior de sua crença. 
*Maria Clara Lucchetti Bingemer, teóloga e professora do Departamento de Teologia da PUC-Rio, é autora de 'Deus amor: Graça que habita em nós' (Ed. Paulinas), entre outros livros. - mhpal@terra.com.bro

MEIO AMBIENTE - RIO+20 - Hillary ignora críticas a países ricos durante pronunciamento


Secretária americana elogia liderança brasileira e defende direito reprodutivo das mulheres

Jornal do Brasil

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, ignorou as críticas aos países ricos feitas por movimentos sociais e líderes de países pobres e emergentes e anunciou, nesta sexta, na Conferência de Desenvolvimento Sustentável da ONU, Rio+20, o lançamento de um novo mecanismo de financiamento em energia limpa.
O mecanismo, de U$ 20 milhões, tem por objetivo alavancar diferentes tipos de apoio financeiro dos EUA para proporcionar maiores níveis de investimento do setor privado em projetos de energia limpa, principalmente na África. 
“Todos dizem que são a favor da energia limpa, mas chegou a hora de agir. A África é abençoada com recursos naturais abundantes, no entanto, apenas um em cada quatro domicílios africanos tem energia”, disse ela. Segundo a secretária, o financiamento de US$ 20 milhões já foi aprovado pelo Congresso americano para impulsionar os projetos de energia limpa no continente. 
Hillary agradeceu ao governo brasileiro por sediar a Rio+20 e disse que, graças às lideranças do país, foi possível chegar a um documento final que marca avanços para o desenvolvimento sustentável. "Sabemos que os tempos são difíceis, mas a questão que deve ser discutida por todas as nações é: como vamos crescer no futuro?", indagou.
"Esta não é apenas uma questão de planejamento de longo prazo, mas de ações que precisam ser tomadas imediatamente por todos os povos", acrescentou.
A secretária também elogiou o papel do Brasil na luta contra a miséria. "Milhares conseguiram sair da miséria e estamos trabalhando em conjunto para acabar com a fome crônica, área onde o Brasil apresenta liderança especial", enfatizou Hillary. 
" Este é o momento de sermos otimistas. Um futuro mais próspero está ao nosso alcance, onde todos os povos irão se beneficiar do desenvolvimento sustentável, que é única forma de obter um progresso duradouro. Precisamos de parcerias ágeis voltadas para ações contínuas. O documento final tem muitos princípios importantes. O resultado mais importante é o exemplo de uma nova forma de pensar, que nos levará a modelos para ações futuras", disse. 
A secretária de Estado americana foi aplaudida ao defender os direitos reprodutivos das mulheres. O trecho que falava sobre a proteção desses direitos foi retirado do acordo da Rio+20, após oposição de alguns países e do Vaticano. "Os Estados Unidos continuarão a trabalhar para assegurar que esses direitos sejam respeitados", ressaltou.
"Seremos julgados pelos resultados produzidos para gerações futuras. Por isso, reafirmo o compromisso pessoal e o do presidente Obama para trabalharmos conjuntamente. Não podemos fracassar",concluiu. 

Reunião Política de Luíza Perdigão com a imprensa local.


Agora a pouco aconteceu na residencia de Luíza Perdigão, Pré-candidata a Prefeitura de Pentecoste, aconteceu uma pequena reunião com representantes da Mídia e imprensa local. Nesta reunião se discutiu as diversas realidades do município. Dentre essas realidades foi citada a questão da mídia. Foi feita a pergunta sobre a maneira de como a Luíza lidará com a imprensa. A mesma respondeu que primeiro de tudo deve se ter uma relação de respeito. Ela disse que precisamos entender que a mídia é importante; ela se faz necessária sociedade, principalmente aqueles que não tem acesso a grande mídia.
No encontro também falou-se sobre os problemas locais, como a falta de emprego, preparação de mão-de-obra qualificada para o mercado de trabalho. comentou-se também a falta de aguá nas localidades e de como enfrentar esta realidade ainda tão presente em nossos dias.  

Professor Valdeni Cruz   

MPT MANIFESTA-SE CONTRA APROVAÇÃO DO SIMPLES TRABALHISTA





Membros do Ministério Público do Trabalho (MPT) participaram dia 13.06, na Câmara dos Deputados, de audiência pública sobre o Projeto de Lei 951/2011, que institui o Simples Trabalhista (Programa de Inclusão Social do Trabalhador Informal). O projeto abre possibilidade para que o pagamento do 13º salário seja feito em até seis parcelas, permite a contratação por tempo determinado e institui o gozo de férias em até três períodos; além de deixar ao empregador a opção de impor ao trabalhador jornada normal durante o cumprimento do aviso prévio.

O procurador João Batista Machado Júnior, vice-coordenador da Coordenadoria Nacional de Combate às Fraudes nas Relações de Trabalho (CONAFRET), defende que a implantação do projeto irá aumentar o desemprego, ao invés de combater o trabalho informal. "A não arrecadação do FGTS em sua totalidade gera menos recursos para investimentos em obras sociais, o que acarretará na supressão de empregos, sobretudo na construção civil", alertou ele. João Batista não acredita que a medida irá alcançar o crescimento econômico pleiteado. "Não há consumo interno sem que o trabalhador tenha seus direitos assegurados", afirma.
O PL prevê a redução de 8% para 2% da alíquota do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) paga pela empresa por empregado e permite, ainda, às empresas a fixação de um regime especial de piso salarial mais condizente com suas realidades financeiras.
Para o procurador do Trabalho Carlos Eduardo de Azevedo Lima, presidente da Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT), da forma como está, o Simples Trabalhista fere "os direitos do trabalhador à isonomia, à cidadania e às garantias mínimas previdenciárias", criando uma segunda categoria de trabalhadores, que exercendo as mesmas funções, serão tratados de forma distinta pela empresa.
"Por mais que nós concordemos com a iniciativa de buscar medidas que diminuam a informalidade e entendamos a necessidade de um tratamento diferenciado para as micro e pequenas empresas, não compactuamos com os dispositivos previstos no projeto, onde o trabalhador, elo mais fraco de toda essa cadeia produtiva, será penalizado", afirmou Lima.
O projeto terá um novo relator, o deputado Guilherme Campos, e aguardará pela apreciação conclusiva das Comissões. Compareceram ao evento representantes da Associação Brasileira de Advogados Trabalhistas, da Central Única dos Trabalhadores do Distrito Federal (CUT/DF), do SEBRAE, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio Econômicos (DIEESE) e das Confederações Nacional do Comércio, de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e dos Trabalhadores no Comércio (CNTC).
Microempresas e empresas de pequeno porte - De acordo com o SEBRAE e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio Econômicos (DIEESE), atualmente, existem 6,1 milhões de microempresas e empresas de pequeno porte formais (99% do total do país), que já correspondem a 20% do PIB (Produto Interno Bruto). Essas empresas geram 51,6% dos empregos formais e equivalem a 40% da massa salarial do país. Do total de trabalhadores empregados - 14,7 milhões de pessoas - 87,3% são protegidos pela CLT.

Fonte: MPT

Evangelho (Mateus 6,19-23)



Sexta-Feira, 22 de Junho de 2012
11ª Semana Comum


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 19“Não junteis tesouros aqui na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e os ladrões assaltam e roubam. 20Ao contrário, juntai para vós tesouros no céu, onde nem a traça e a ferrugem destroem, nem os ladrões assaltam e roubam. 21Porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração.
22O olho é a lâmpada do corpo. Se o teu olho é sadio, todo o teu corpo ficará iluminado.23Se o teu olho está doente, todo o corpo ficará na escuridão. Ora, se a luz que existe em ti é escuridão, como será grande a escuridão.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Antonio Viana - Luiza Perdigão deixa a capital por Pentecoste



Luiza Perdigão
• Durante muitos meses e, desde 2010, mas, principalmente, ano passado (2011), a jornalista Luiza Perdigão teve seu nome incluído entre os famosos 13 nomes do PT, que ganharam espaços na Imprensa como “pré-pré” candidatos à sucessão de Luizianne Lins. Ocorre, que depois de um chamamento da sociedade de seu torrão natal (Pentecoste), raiz política de sua família, “Os Gomes da Silva”, ela que é filha do saudoso prefeito João Gomes da Silva, irmã do ex-prefeito “Joãozinho Paraíba”, sobrinha dos saudosos deputados José e Raimundo Gomes da Silva, dentre tantos outros parentes ainda em atividade política e, com mandatos, Luiza decidiu ficar mesmo com seu domicílio eleitoral lá. E vai concorrer às eleições, não pelo PT, legenda que ficou com a ex-primeira-dama Ivoneide Carneiro (que deverá, igualmente, disputar, ou não?), tendo na vice, a advogada e vereadora Valéria Braga, do PSD.
Convenção domingo – Luiza Perdigão (foto), que nos deu rápida entrevista ontem, no Política Especial, da Cidade AM 860, confirma que a convenção do PV para homologar sua candidatura será no próximo domingo, 24, oportunidade em que também serão homologados candidatos à câmara municipal. Igualmente, o PSD fará a sua convenção para firmar coligação com o Partido Verde e indicar a dra. Valéria Braga para sua companheira de chapa (dela, Luiza). Portanto, em Pentecoste uma chapa totalmente feminina e com duas personalidades bastante conhecidas.
• Continua Secretária - Um fato, provavelmente curioso, não tenho certeza se inédito, é que enquanto a grande maioria dos que exercem cargos de confiança no âmbito das administrações Federal, Estadual e Municipal, têm que deixá-los, para alçar à elegibilidade, Luiza Perdigão continuará secretária do Centro, em Fortaleza, já que a Legislação Eleitoral não lhe alcançaria, segundo fonte da própria Pasta. O que não sei é se ela vai conciliar a campanha e o trabalho em Fortaleza. Mas, isso é outra estória.
• Patrícia em Tauá - Recebo telefonema de minha terra natal (Tauá) e do outro lado da linha falam comigo, pela ordem: Soares, Dr. Felipe Viana e a seguir, Dr. José Viana de Abreu. A conversa era a mesma, nos convidar para a convenção conjunta de dez (10) partidos políticos que vão homologar candidaturas a Prefeito, vice e a vereador, com vistas às eleições deste ano. Foram logo dizendo: “É a convenção da Dra. Patrícia Aguiar e do Dr. Júlio César”.
• Mais detalhes - A ex-prefeita Patrícia Aguiar (PMDB), conforme divulguei aqui mesmo neste espaço ainda ano passado, vai substituir o atual prefeito Odilon Silveira Aguiar, do mesmo partido, que mesmo podendo ir para a reeleição, desistiu em favor da ex-prefeita. O atual vice, Júlio César Rêgo (PSB), filho de José Rêgo Filho e sobrinho do ex-deputado Júlio Rêgo, concorrerá à reeleição. 
• Massa partidária - Revelou ao colunista o jovem advogado Felipe Viana (meu primo e candidato de nossa família à Câmara Municipal de Tauá, pelo PTB), que “são dez partidos que vão formar uma coligação única”. Assim sendo, PMDB-PSB-PTB-PSL-PRB-PCDOB-PSD-PMN-PT e PSC formarão uma chapa única para vereador. “Vão ser eleitos, avaliado o quociente eleitoral, os mais votados”, enfatizou.
• Presenças de autoridades - Bastante empolgado, o “Rei da Advocacia dos Inhamuns”, dr. José Viana de Abreu, disse que Tauá vai receber importantes autoridades do Estado, a partir do governador Cid Gomes, vice-governador Domingos Filho, deputado federal Domingos Neto, outros convidados especiais e lideranças dos vários municípios da região. A festa será domingo, dia 24, a partir das 17horas, no Clube Forró do Sertão.
• Mulheres na Política - “Fala-se, que Daniela Ventura Fradique Aciolly deverá ser a candidata à sucessão de Marcelo Fradique, em Guaiúba (quando primeira-dama desse município, não foi presente as melhoras, especialmente, para as mulheres). Quanto aos sonhos do marido, Antonio Carlos Fradique Aciolly, ex-bi prefeito guaiubano, deseja chegar a Procurador do Estado ou até mesmo, Desembargador. Sonhos. A população de Guaiúba espera por positivas melhoras”.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Líderes da Rio+20, de novo, propõem passar das intenções às ações



No penúltimo dia da conferência, ao longo de mais de 50 discursos, chefes de estado e de governo só conseguem sair dos clichês para fazer propostas estapafúrdias


Grupos indígenas chegam ao Riocentro

A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) terminará nesta sexta-feira sem ter conseguido garantir os mecanismos que permitirão passar da ação à prática. Esses mecanismos não constam do documento final da Rio+20 e, pelo que se ouviu em mais de 50 discursos de chefes de estado e de governo nesta quinta-feira, o mundo está em maus lençóis se depender de iniciativas dos países.
Os oradores propuseram nacionalização dos recursos naturais, advertiram sobre as consequências da mudança climática e pediram atenção para a pobreza que aflige milhões de pessoas em todos os continentes.'Deixemos as justificativas e egoísmos de lado e busquemos soluções. Desta vez, todos, absolutamente todos, pagaremos a consequências da mudança climática', advertiu o presidente cubano, Raúl Castro, em discurso no qual culpou os países industrializados e o modelo neoliberal pelos males da sociedade moderna.
Castro ameaçou destruir os arsenais nucleares e promover o desarmamento das nações, porque, em sua opinião, às guerras pelo petróleo suscitadas no Oriente Médio 'se acrescentarão outras' no futuro pelo controle da água e 'outros recursos em vias de esgotamento'.
Os efeitos devastadores da mudança climática também foram destacados pelo primeiro-ministro russo, Dimitri Medvedev, que defendeu que cada país estabeleça 'voluntariamente' seu próprio plano contra a mudança climática e divulgue suas metas. 'Acreditamos que a economia, a sociedade e a natureza estão vinculadas. Necessitamos um novo modelo de desenvolvimento que possibilite o bem-estar das sociedades sem grandes pressões sobre a natureza', manifestou.
Enquanto os líderes discursavam, centenas de índios de várias partes do mundo entregavam no Riocentro, sede das reuniões, um documento que reúne suas exigências sobre conservação da natureza, produto de uma semana de debates na aldeia construída a cerca de cinco quilômetros do local.
De natureza falou também o presidente do Equador, Rafael Correa, para reivindicar compensações econômicas dos países ricos àqueles que se esforçam para preservar o meio ambiente. 'Essa compensação serviria para pagar a dívida ecológica dos países ricos', afirmou Correa, que usou como exemplo a Iniciativa Yasuní-ITT, com a qual o Equador pretende obter fundos internacionais para desenvolver projetos sustentáveis em troca de não explorar uma reserva petrolífera que descobriu na Amazônia.
Mais radical foi seu colega boliviano, Evo Morales, que defendeu abertamente a nacionalização dos recursos naturais com o argumento que se deve evitar sua transformação em uma mercadoria. 'Os recursos naturais não podem ser negócio de empresas transnacionais, os serviços básicos jamais podem ser negócio privado, nem as telecomunicações, nem a água', declarou Morales, que assegurou que sua proposta deve ser entendida como uma 'forma de recuperar' o patrimônio natural, e por isso é uma 'obrigação do Estado'.
A pobreza, um dos males que o desenvolvimento sustentável se propõe a reduzir, foi invocada em vários discursos, entre eles os dos líderes de África do Sul, Haiti e República Dominicana. O presidente sul-africano, Jacob Zuma, disse que não se poderá dizer que existe desenvolvimento sustentável ou paz mundial enquanto 'as crianças africanas morrerem por fome ou doenças'. Seu colega haitiano, Michel Martelly, reivindicou mais rigor contra a pobreza, à qual países como o seu estão mais expostos por conta dos efeitos da mudança climática e das catástrofes naturais.
'Temos esperança que esta conferência seja o ponto de inflexão para criar um novo paradigma, para lutar contra a pobreza, contra a iniquidade, a falta de justiça social e a degradação ecológica', afirmou por sua vez o líder dominicano Leonel Fernández. Já o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, chamou atenção para a necessidade de tomar 'decisões políticas do mais alto nível' para iniciar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), uma iniciativa de seu país incluída no documento final da Rio+20.
Com EFE

Ministério Público recebe deputados federais para discutir PEC 37


De acordo com os representantes do MP, a PEC cassa poderes investigatórios do Ministério Público e não deve ser aprovada. Artur Bruno defendeu a posição do MP.


O Ministério Público do Estado do Ceará recebeu na manhã desta segunda-feira, dia 18, nove deputados federais representantes da bancada cearense em Brasília para um café da manhã no plenário dos Órgãos Colegiados. O encontro, conduzido pelo procurador-geral de Justiça, Ricardo Machado, teve o propósito de sensibilizar os parlamentares para a não aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 37, que cassa os poderes investigatórios do MP. Participaram da mesa o deputado Antonio Balhmann (PSB), o procurador da República Samuel Miranda Arruda, o presidente da Associação Cearense do Ministério Público (ACMP), Rinaldo Janja, e o procurador de Justiça Maurício Carneiro. 



Compareceram também à reunião os deputados Arnon Bezerra, Artur Bruno, Chico Lopes, Danilo Forte, João Ananias, José Airton, Raimundo Gomes de Matos e Vicente Arruda. O café da manhã contou ainda com ampla participação de promotores e procuradores de Justiça.



Durante o encontro, o procurador-geral abordou as implicações que a possível aprovação da PEC pode trazer para a atuação do MP. “É inegável que a apuração de infrações penais cabe primordialmente à autoridade policial, porém a prevenção da criminalidade e a punição de seus agentes obviamente não interessam apenas aos órgãos de polícia. (...) Fazendo sua própria investigação, não é exagerado dizer, o Ministério Público estará se firmando como mais um órgão de combate à criminalidade”, disse.



Ele lembrou que são vários os problemas trazidos pela Proposta, entre eles: a perda do poder de investigação das Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs); o impedimento por parte do MP de ofertar denúncia com base em investigação feita por outro órgão que não seja a polícia judiciária; será considerado inconstitucional o parágrafo único do artigo 4º do Código de Processo Penal, que confere às autoridades administrativas - Ibama, Banco Central, Receita Federal, etc - a possibilidade de instaurarem sindicâncias para a apuração de irregularidades em seus respectivos órgãos; o impedimento por parte do juiz de realizar diligências quando tiverem em curso investigações referentes aos atos de organizações criminosas; além disso, a PEC torna inconstitucional o artigo do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) que permite ao MP instaurar procedimentos administrativos, sindicâncias e oferecer denúncias pela prática de ilícito penal.



Por conta de todas essas implicações, a Proposta ficou conhecida como “PEC da impunidade”. Ela acrescenta um parágrafo ao artigo 144 da Constituição Federal, dispondo que “a apuração das infrações penais de que tratam os parágrafos 1º e 4º desse artigo incubem privativamente as Polícias Federal e Civil dos estados e do Distrito Federal, respectivamente”. 



Na ocasião do encontro, os parlamentares se mostraram favoráveis ao pedido dos membros do MP, que lutam pela não aprovação da PEC. “Há uma tendência clara na bancada em relação à manutenção dos poderes do Ministério Público. Não podemos aceitar que a instituição tenha os seus poderes reduzidos. Essa é uma questão essencial para a sociedade brasileira”, afirmou Balhmann. O deputado Vicente Arruda partilhou da mesma opinião: “Nós não podemos entregar à polícia o monopólio da investigação”, completou.



Originalmente, o autor da PEC 37 é o deputado Lourival Mendes (PTdoB/MA). A Proposta foi analisada por uma comissão especial responsável pelo assunto na Câmara Federal e nesta quarta-feira, dia 20, os integrantes devem receber o substitutivo de autoria do deputado Vieira da Cunha (PDT/RS), que deve propor mudanças no texto da PEC.

Fonte: Assessoria de Comunicação da PGJ do Ceará (www.pgj.ce.gov.br)

O Brasil dos desiguais




Imagem do Google
Sou professor há 10 anos. Descobri a vocação de educador no ano de 2000 quando fiz um curso de Pedagogia. Antes porem, há uma longa a historia a ser contada. Sou de família humilde, onde meu pai é agricultor e analfabeto. Este, teve que cuidar de uma família de 9 irmãos, o qual eu tive a sorte de ser o primeiro. Nasci numa localidade muito pobre, onde tivemos muitas dificuldades, mas que meu pai, mesmo em meio às dificuldades, tentou fazer o melhor por nós.

De nosso pai e nossa mãe, herdamos tudo o que somos hoje como pessoa: o caráter, a honestidade e a coragem de trabalhar e o respeito a quem quer que seja. Esse legado nos acompanha por onde passamos.
Esc. do Estado/estrutura
Quanto a nossa educação, esta foi deficiente, principalmente para mim. Quando pequeno, estudei numa escola que funcionava na casa de uma pessoa da localidade. Casa esta de taipa. O banco onde nos sentávamos era uma linha de carnaúba colocada entre duas forquilhas que seguravam o mesmo. A professora, mesmo que tivesse toda boa vontade, pouco sabia para nos dar aprendizagem digna e que de fato nos desse uma educação que viesse a mudar a historia de alguém. Entretanto, mesmo dentro dessa realidade, aprendi a ler e a escrever a partir da 2ª série. Foram tempos difíceis, para mim. Meu pai, por ser analfabeto, pouco lhe interessava o estudo. Desde muito cedo tivemos que trabalhar na roça, visto que para meu pai, como para a maioria das pessoas que moram no campo, estudo é para quem não tem o que fazer. E o que fazer? Assim foi minha infância e pré-adolescência.

Cresci em meio a esta dualidade entre estudo precário e trabalho. Outro fator marcante era que tínhamos necessidades de quase tudo. Vivíamos como que sem muitas expectativas de um futuro melhor. Mesmo assim continuei estudando pelo esforço de minha mãe, que tinha apenas a 4ª série. Foi ela a responsável por tudo e pelo qual escrevo este artigo.
Estudei até a 6ª serie em minha localidade e depois fiquei fora da escola por dois anos, pois em minha localidade não havia as séries seguintes. Nessa época não havia um carro disponível para que pudéssemos nos deslocar para a sede do município para assim poder continuar os estudos.
Depois de dois anos, passei a morar e a trabalhar no comércio de um tio meu, isso em outro município. Trabalhava das 6 da manhã às 18 horas e depois era que eu ia para a escola. Depois de um dia inteiro de trabalho não é difícil você imaginar o que poderia acontecer. Muitas vezes eu dormia na sala de aula de tão cansado. Outras vezes tirava notas baixas por não ter tempo para o estudo. Alem do mais, não tínhamos livros, qualquer meio pedagógico que não fosse um caderno e um lápis para escrever tudo.  Foram tempos difíceis. Muitas vezes me perguntava: meu Deus, tenho que passar por tudo isso?  Mas continuava, pois algo me dizia que era por meio daquele sofrimento que eu iria vencer e mudar minha visão de mundo.
Depois de terminar o ensino médio, continuei trabalhando nesse comercio, mas sem muitas expectativas. Somente em 2002, depois de fazer um curso pedagógico, tomei consciência de minha missão. De imediato senti que tinha a vocação para o magistério. Finalizando o curso, logo passei a exercer a profissão. Inicialmente lecionando para jovens e adultos e também a fazer o curso de pedagogia. Lembro que fiz esse curso de Pedagogia com muitas dificuldades, visto que era pago e o salário do professor na época era baixíssimo. Depois disso tive que fazer vários outros cursos de formação para decentes e aperfeiçoamento. De lá pra cá nuca mais parei de estudar. Hoje estou terminando o curso de Bacharelado em Teologia e habilitação em História.
10 anos depois, exercendo a profissão, já tenho certo conhecimento da realidade da educação, se não do Brasil, mas da nossa realidade, posso dizer que conheço um pouco. Hoje leciono as séries finais do Ensino Fundamental e três anos seguintes do Ensino Médio e posso dizer que conheço de perto a realidade na qual nos encontramos.
Os governos ultimamente tem tentado melhorar nossa educação, embora esteja muito a quem do que de fato precisa melhorar, para que o Brasil saia dos patamares baixíssimos em relação a outros países do mundo.
Poderia continuar dissertando longamente sobre esse fato, mas vou ser breve e ao mesmo tempo claro.
Em minha cidade trabalho em escolas municipais e estaduais. Só na sede, em uma das escolas do Estado, temos em tornos de 900 alunos distribuídos em salas de primeiro ao terceiro ano do Ensino Médio.  Estas formadas em media por 35 a 40 alunos. A realidade dessas salas é quente, escuras e a infraestrutura da escola deixa desejar em todos os sentidos. Estamos no século XXI e a escola continua como se estivéssemos na metade do século passado.
Outro fator que pesa é que trabalhamos com a massa carente e desprovida do mínimo necessário. Falta quase tudo a esses jovens. São alunos em sua maioria da classe mais baixa da sociedade. Ainda há toda a problemática da família, das drogas, do desemprego. Todas essas mazelas estão presentes dentro das nossas escolas. É realmente um desafio para nossos tempos.
Dentro desse contexto, os governos tem tentado melhorar essas instituições de ensino e haja vista que já melhorou bastante. Temos quase todas as crianças e jovens dentro das escolas. Sendo assim, o governo passou a cobrar resultados e a fazer determinadas provas externas para averiguar como anda o desempenho da educação no país.
Essas avaliações são válidas e sabemos que quando se cobra há certa preocupação em melhorar os resultados. O que não se entende é que, para que sejam feitas estas cobranças é necessário oferecer também todas as condições para que assim se obtenha os resultados esperados.
Quando estou em sala ministrando minhas aulas, tento motivar, levantar o astral dos alunos, o que tenho conseguido depois de muito esforço, arrancar um sorriso, uma prosa etc. Graças a Deus durante todo esse tempo, não me arrependo de ter escolhido esta profissão, mas a cada dia vou me frustrando diante da realidade com a qual me deparo. Onde funciona a demagogia do governo em querer mostrar uma realidade que não existe. Em determinadas circunstâncias fico chocado.
Nossos alunos entram numa sala de aula as 13h00min e vão sair mais de 5 horas da tarde. Muitos desses nossos meninos saem de suas casas ao meio dia e só retornarão depois das 6 da tarde. Muitos com uma refeição deficiente. Daí a importância de uma refeição saudável nas escolas. Isso graças a Deus tem melhorado.
Diante de tudo isso, ficamos cientes dos problemas que acontecem. Não são problemas pequenos, mas reais e de difícil resolução, entretanto possível. Toda esta problemática citada gera defasagem na aprendizagem. Sem falar do problema da evasão. Isso se dá pela falta de horizonte, de perspectiva e estrutura que permita que estes alunos possam sonhar, mas alem de sonhar começar a apalpar este sonho agora. E a escola deveria ser o local onde se pudesse sentir esta possibilidade de mudança.
Pensando em situações como estas, voltei para minha historia. Eu também não tinha estas perspectivas tão claras e nem poderia ter. Somente depois de muito tempo foi que esta luz se ascendeu. Isso tudo porque me sentia abandonado pelo estado, aquele que poderia me oferecer e me mostrar o caminho da oportunidade. Eu, entretanto, tive uma base onde me apoiar e por isso no tempo certo despertei para vida. Agora imagine que vivemos diante de inúmeros desafios, problemas de toda ordem. A pergunta é: como resolvê-los?  Muitas vezes o que nós dizemos para nossos alunos na sala de aula, pouco ou nenhum interesse tem para eles. Parece que estamos falando grego. Não veem no que dizemos nada de interessante e não conseguem entender que essa realidade só mudará por meio da educação.
E.E.P/estrutura
Aqui no Ceará o governo tem tentado melhorar os índices educacionais. Para isso tem se esforçado e tem desenvolvidos alguns projetos que tem como objetivo a melhoria na qualidade do ensino. Um dos pontos importante tem sido construção de Escolas Profissionalizantes. São em torno de 100 nestes últimos anos do Governo atual. São escolas de alto nível, tanto em estrutura quanto na forma de funcionamento pedagógico, ou seja, voltada para dar condições de aprendizagem para o educando. É mais do que justo, mas, não se deve deixar de ver com bons olhos as outras realidades, pois no mesmo lugar onde foi construída uma Escola de Primeiro Mundo, digamos assim, tem outra escola do mesmo estado em situação de precariedade. 

Concordo que tenhamos escolas de alto nível para aqueles que se destacam como os melhores, mas também se faz necessário dar o que tem de melhor para os demais para que estes também sintam-se valorizados alcancem melhores resultados.
Outro ponto a ser pensado para os nossos dias e para os nossos desafios são as políticas de inclusão social. Nossos jovens sentem-se abandonados à própria sorte. E, não tendo em que se apegar e não vendo progresso a sua frente, acaba indo para outros caminhos acabando de vez com seus sonhos.
Mas gostaria de destacar outro ponto crucial. Todos os anos acontecem às avaliações externas. É claro que numa escola militar, escola profissionalizante, onde são oferecidas todas as condições para os alunos, podem-se exigir resultados, mas em outros casos, não se pode exigir o mesmo. Porém, as cobranças são cada vez maiores. Quem recebe a culpa é sempre o pobre professor, aquele que está na ponta do iceberg. Não se leva em consideração tudo o que eu disse atrás.
Não se pode deixar de analisar que esses profissionais recebem um salário miserável e as condições de trabalho nem sempre são as melhores. É realmente de causar revolta. Esses profissionais são desrespeitados tanto pelo governo quanto pela sociedade que ainda não entendeu que sem eles a sociedade vira uma aldeia talvez pior do que no tempo do homem das cavernas, rebelde e sem controle. Diante desta realidade o profissional se desmotiva e vai levando do jeito que dá, como tem feito os governos de todos os tempos. Sem falar que a profissão do professor tem se tornado uma profissão de risco. 

Gostaria de dedicar este artigo a todos os meus colegas do Magistério que amam o que fazem, mas que algumas vezes sentem-se  frustrados pelo descaso que fazem conosco e, acima de tudo, com o país, pois um país que não preza pela educação estará sujeito ao fracasso.  

Artigo escrito pelo Professor Valdeni cruz

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