sábado, 14 de setembro de 2013

ATENÇÃO PROFESSORES DE TODOS BRASIL!!!!! NOTÍCIA URGENTE, URGENTÍSSIMA

PROFESSORES DO BRASIL! ALERTA GERAL! VEM AÍ MAIS UMA PUNHALADA NOS SEUS DIREITOS! SERÁ DADA URGÊNCIA URGENTÍSSIMA AO PROJETO DE LEI 3776 DE 2008 - QUE MUDARÁ O INDEXADOR DO REAJUSTE DO PISO NACIONAL PARA O INPC! E TUDO COM AJUDA DO GOVERNO FEDERAL E DO MEC! HORA DE REAGIR OU SEU DIREITO AO PISO VIRARÁ FUMAÇA!

Professores do Brasil, é hora de alerta geral, EM REGIME DE URGÊNCIA URGENTÍSSIMA! O Governo Federal e o MEC se comprometeram com o Presidente da Confederação Nacional de Municípios Sr. Paulo Ziulkoski, SEGUNDO RELATO DELE, que em nome dos prefeitos do Brasil, costuma ser recebido pelo Palácio do Planalto, A PEDIR AO CONGRESSO NACIONAL URGÊNCIA PARA APROVAÇÃO DO PROJETO DE LEI Nº 3776, DE 2008, QUE ALTERA O ARTIGO 5º DA LEI DO PISO, LEI FEDERAL Nº 11738, DE 2008, QUE PREVÊ O REAJUSTE ANUAL DO PISO DO PROFESSOR, PELO AUMENTO DO VALOR  ANUAL DO ALUNO. Tudo indica que aprovarão o projeto até o final do ano de 2013, para que já possa valer a partir de janeiro de 2014. Eis as palavras do Sr. Ziulkovski:

 “...Estou preocupado com isso, porque temos pouco tempo para resolver. Já em janeiro os prefeitos vão ter que arcar mais uma vez com o reajuste que eleva consideravelmente os valores”, alertou.
A proposta em debate é o Projeto de Lei (PL) 3.376/2008, que indica o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) como novo critério de reajuste. Ele está em tramitação na Câmara dos Deputados e recebe o apoio da CNM. “O reajuste pelo INPC seria mais justo. Da maneira como está, o piso da categoria vai dobrar a cada dois anos”, disse Ziulkoski em outra ocasião.
Reunião

Ainda como resposta, o Ministério da Educação (MEC) convidou a CNM e demais entidades municipalistas para uma reunião na próxima semana. O governo busca elaborar um estratégia para a aprovação desse PL.
  
A imediata consequência disso é que o piso que seria reajustado, utilizando-se a última portaria do MEC, em 19%, em janeiro de  2014, só receberia um reajuste de pouco mais de 5%. ISSO MESMO, UMA PERDA IMEDIATA DE 14 %.  SE TAL PROJETO FOR APROVADO. E EM CURTO PRAZO A MORTE DO PISO, QUE SERÁ TRANSFORMADO EM PÓ!

ALERTA GERAL, PROFESSORES DO BRASIL! PRECISAM IR À LUTA OU SERÃO DEVORADOS! SEUS DIREITOS PILHADOS! DIREITOS QUE SEQUER FORAM IMPLEMENTADOS INTEGRALMENTE! OS PREFEITOS QUEREM AUMENTAR SUAS VERBAS ÀS CUSTAS DOS PROFESSORES. MAIS UMA TENTATIVA DE SE APROPRIAREM TOTALMENTE DAS VERBAS DO FUNDEB! SERÁ O FIM DO PISO. O GOVERNO FEDERAL E O MEC NÃO PODEM TRAIR OS PROFESSORES. COBRE DO SEU SINDICATO UMA REAÇÃO IMEDIATA E CADA SINDICATO QUE COBRE DA SUA CONFEDERAÇÃO! OU TUDO ESTARÁ PERDIDO! SERÁ UM TIRO DE MISERICÓRDIA NA VALORIZAÇÃO DOS PROFESSORES E NA POLÍTICA EDUCACIONAL BRASILEIRA! COM UNS PREFEITOS DESSES E OS GOVERNADORES QUE ATACAM O MESMO ÍNDICE DE REAJUSTE ATRAVÉS DA ADI 4848, JUNTO AO STF,  O BRASIL, A EDUCAÇÃO E SEUS PROFESSORES ESTARÃO CONDENADOS À IGNORÂNCIA, À MARGINALIZAÇÃO E À CORRUPÇÃO PARA SEMPRE! 

Dr. Valdecy Alves, Advogado Sindical
valdecyalves.blogspot


Evangelho do dia de hoje, Sábado, 14 de setembro de 2013

Evangelho (Jo 3,13-17)


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: 13“Ninguém subiu ao céu, a não ser aquele que desceu do céu, o Filho do Homem. 14Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, 15para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna.
16Pois Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. 17De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Dilma libera R$ 3 bi para municípios

O Ceará foi contemplado com recursos para a instalação de sistemas de abastecimento em áreas afetadas pela seca
Brasília. A presidente Dilma Rousseff anunciou ontem no Palácio do Planalto um pacote de bondades a prefeitos, sobretudo os de municípios do semiárido brasileiro, mas também pediu empenho para entregar ações prioritárias do governo.


Ao mesmo tempo que acenou às prefeituras, Dilma lembrou também que é o governo federal quem paga a conta do Mais Médicos e cobrou que essa informação seja mais divulgada pelos prefeitos FOTO: AGËNCIA BRASIL

O gesto de Dilma contempla a liberação da primeira parcela dos R$ 3 bilhões prometidos por ela há dois meses, durante a Marcha dos Prefeitos, em Brasília. Trata-se de um complemento ao repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), que irão para as contas municipais sem vinculação com qualquer área - ainda que a presidente tenha pedido à época do anúncio que fossem investidos em educação e saúde.

Os valores serão repassados a todas as prefeituras na próxima sexta-feira e o valor da distribuição a cada município deve ser divulgado hoje pela Secretaria de Relações Institucionais. O R$ 1,5 bilhão final deverá ser depositado apenas em abril do ano que vem.

De acordo com a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, a ajuda financeira vem em boa hora. "Os municípios estão com situação de custeio muito elevada, a maior parte com prefeitos de primeiro mandato, e muitos dele pegando a Casa em situações delicadas".

Dilma anunciou também investimento de R$ 135,4 milhões para a instalação de 1.042 sistemas de abastecimento em áreas afetadas pela seca. Os Estados contemplados por esse anúncio serão Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe e o Palácio do Planalto calcula que 41 mil famílias de 336 cidades do semiárido serão contempladas com o benefício.

Os municípios mais beneficiados serão, desta vez, os da Paraíba, com R$ 19,5 milhões, e os de Pernambuco, com R$ 18,7 milhões. Com vistas a 2014, ambos os Estados são considerados pelo Planalto problemáticos do ponto de vista eleitoral: há a perspectiva de Dilma e o PT encontrarem palanque dividido nessas localidades. "Não é necessário combater a seca, essa é uma visão errada. Nós todos concordávamos que nós temos de conviver com ela. E conviver com ela significará domá-la. É na verdade conseguir gerenciá-la, conseguir fazer com que a população não tenha as consequências danosas que a seca produz", disse.

O programa Água para Todos, segundo o governo federal, pretende investir até 2014, cerca de R$ 5 bilhões para implementar esses sistemas, além de cisternas, pequenas barragens e kits de irrigação.

Mais Médicos

Ao mesmo tempo que acenou às prefeituras, Dilma lembrou também que é o governo federal que paga a conta do Mais Médicos. Numa forma de cobrar empenho dos municípios, "até porque uma parte dos 701 municípios que nós sabemos que não tem médico morando nesses locais também são do semiárido", afirmou acrescentando que o apoio adicional aos profissionais não está sendo muito divulgada.

"Eu queria lembrar algo que às vezes não é muito divulgado. Junto com o Mais Médicos a União arca com os R$ 10 mil do médico, da bolsa para o profissional que for para os municípios. Além disso, a União, também arcará com R$ 4 mil para o custeio da equipe do médico adicional", afirmou. "Eu espero também que tenhamos muito sucesso no Mais Médicos", complementou. 

Fonte: Diário do Nordeste

A Palavra de Deus na vida do músico

Ana Lúcia

Setembro é o mês da Bíblia. Logo que tomei consciência disso, fiz uma autoavaliação do meu relacionamento com a Palavra e cheguei à conclusão de que era hora de retomá-la.

Lembrei do início da minha caminhada quando recebi o batismo no Espírito Santo. O primeiro “sintoma” foi uma necessidade da Palavra como eu nunca tinha experimentado. Nesse tempo, quem me guiou foi o método “A Bíblia foi escrita pra você”, de monsenhor Jonas Abib. Então, resolvi ler esse livro novamente. Hoje, com a edição revisada, a obra se intitula “A Bíblia no meu dia a dia”.

Logo nas primeiras páginas, monsenhor Jonas diz:

“Graças a Deus não posso negar: a Bíblia faz parte da minha vida. Ela se tornou carne da minha carne e osso dos meus ossos. Eu comi, mastiguei, digeri, ruminei, assimilei a Palavra de Deus como um alimento. Hoje, ela é como o sangue que corre em minhas veias”.



Se Deus fez isso com o padre, pode fazer comigo e com você. A nossa parte é ler, conhecer, ruminar, assimilar e principalmente viver mais a Bíblia. Não temos noção do que Deus pode fazer em nós e de nós por meio da Palavra.

Em 1977, padre Jonas apresentou aos jovens doCatecumenato seu método, ainda de forma oral, sem nada impresso. Em consequência disso, um ano depois ele desafiou aqueles jovens à vida em comunidade; assim nascia a Canção Nova. Imagine o que um ano de fidelidade à Palavra pode fazer com você!

Pode ser que sua vocação não seja estar em uma comunidade de vida como a Canção Nova, mas, com certeza, em sua vida existem potencialidades que você mesmo desconhece e que a Palavra quer iluminar, quer trazer à tona.

Não podemos estacionar, acomodarmo-nos com o que somos hoje, porque Deus quer sempre mais de nós, Ele tem sempre algo a mais a revelar de Si para nós, e a Palavra é o meio ideal para essa descoberta a cada dia, e precisa ser todos os dias, pois mesmo quando não temos vontade, Deus vê a nossa fidelidade.

Termino com mais um trecho do livro, que é um livro pequeno, simples, fácil de ler e barato. Não faço uma propaganda, mas lhe indico um mapa do tesouro. E que não fique só para você! Reúna seus amigos, sua família, seu grupo de oração para estudar e partilhar juntos. Você não faz ideia das graças que o esperam.

“Em tempo de guerra, é necessário ser guerreiro; e o guerreiro precisa saber usar suas armas, pois, do contrário, será alvejado pelo inimigo. Sem esse conhecimento, ele corre riscos e põe em perigo toda a sua tropa”.

Ana Lúcia
Missionária da Comunidade Canção Nova e cantora do Ministério Amor e Adoração

Evangelho de hoje, 11 de Setembro de 2013

Evangelho (Lc 6,20-26)


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 20Jesus, levantando os olhos para os seus discípulos, disse: “Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus! 21Bem-aventurados vós que agora tendes fome, porque sereis saciados! Bem-aventurados vós que agora chorais, porque havereis de rir! 22Bem-aventurados sereis, quando os homens vos odiarem, vos expulsarem, vos insultarem e amaldiçoarem o vosso nome, por causa do Filho do Homem!
23Alegrai-vos, nesse dia, e exultai pois será grande a vossa recompensa no céu; porque era assim que os antepassados deles tratavam os profetas. 24Mas, ai de vós, ricos, porque já tendes vossa consolação! 25Ai de vós que agora tendes fartura, porque passareis fome! Ai de vós que agora rides, porque tereis luto e lágrimas! 26Ai de vós quando todos vos elogiam! Era assim que os antepassados deles tratavam os falsos profetas.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Professor Diretor de Turma é tema de Seminário na AL

Professor Diretor de Turma: Gestão na sala de aula, é o tema do Seminário que acontece nesta terça-feira, dia 10, das 8 às 17 horas, na Universidade do Parlamento Cearense (Unipace), ligada à Assembleia Legislativa. O objetivo é mostrar o funcionamento da ação desenvolvida pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria da Educação (Seduc), desde 2008, e os resultados alcançados até agora. Estarão reunidos educadores, gestores, pais e alunos da rede pública cearense. A assessora do Gabinete da Seduc, Conceição Ávila de Misquita Viñas, falará sobre o projeto durante a abertura.

O seminário é resultado de um requerimento feito pela Seduc, pelo deputado Professor Teodoro e Associação por uma Educação e Cultura de Qualidade para Todos (Pecqto) à Comissão de Educação da Assembleia Legislativa.

Durante o evento, pais e alunos das escolas estaduais e municipais falarão sobre suas experiências, a partir da implantação do projeto. Haverá ainda a apresentação de um estudo sobre as funções do Professor Diretor de Turma, entre 2010 e 2012. A exposição será feita pelas professoras Luma Nogueira de Andrade, superintendente da 10ª Coordenadoria Regional de Desenvolvimento da Educação (Crede), em Russas, e Vagna Brito de Lima, coordenadora regional do projeto na 6ª Crede, em Sobral.

Professor Diretor de Turma
Trata-se de uma ação em que um professor da unidade de ensino fica responsável por determinada turma e acompanha seu desempenho. Para isso, além do diálogo com o aluno, mantém contato constante com os familiares e com a direção da escola. A ideia é construir um espaço que garanta o acesso e a permanência do aluno, além do seu sucesso e formação enquanto cidadão, evitando assim a evasão escolar. Sua implantação teve início nas Escolas Estaduais de Educação Profissional. O projeto foi expandido para as demais escolas da rede estadual, mediante adesão de cada unidade. Participam 568 escolas. A ação também foi estendida aos municípios. Atualmente, 49 já contam com o projeto em escolas de sua rede. Para a implantação, é preciso requerer adesão junto à Seduc, por intermédio da Coordenadoria de Cooperação com os Municípios (Copem).



SERVIÇO: Seminário Professor Diretor de Turma: Gestão na sala de aula
Data: 10.09.2013
Horário: das 8 às 17 horas
Local: Auditório Dep. João Frederico Ferreira Gomes - UNIPACE /Assembleia Legislativa do Ceará


09.09.2013
Assessoria de Imprensa da Seduc
Assessoria de Imprensa: 3101.3972
Jacqueline Cavalcante – jacquelinec@seduc.ce.gov.br

Evangelho de hoje, 10 de outubro de 2013

Evangelho (Lc 6,12-19)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.
12Naqueles dias, Jesus foi à montanha para rezar. E passou a noite toda em oração a Deus. 13Ao amanhecer, chamou seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu o nome de apóstolos: 14Simão, a quem impôs o nome de Pedro, e seu irmão André; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu; 15Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado Zelota; 16Judas, filho de Tiago, e Judas Iscariotes, aquele que se tornou traidor.
17Jesus desceu da montanha com eles e parou num lugar plano. Ali estavam muitos dos seus discípulos e grande multidão de gente de toda a Judeia e de Jerusalém, do litoral de Tiro e Sidônia. 18Vieram para ouvir Jesus e ser curados de suas doenças. E aqueles que estavam atormentados por espíritos maus também foram curados. 19A multidão toda procurava tocar em Jesus, porque uma força saía dele, e curava a todos.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

A força de uma ideia - A secretária que vem revolucionando a educação com pulso firme e sorriso terno conversa com O POVO sobre aprendizados e desafios

O sorriso desconcerta. Chega a carregar em si o inesperado diante da rigidez que assume quando a feição se torna séria, quando fala dos obstáculos que impedem o avanço da educação. O mesmo sorriso revela também a índole discreta, de uma dureza cheia de ternura. A atual titular da Secretaria da Educação do Estado (Seduc), Izolda Cela, é movida por desafios. Eles, ao mesmo tempo que a lançam a um reconhecimento que não gosta de ostentar, a conduzem para a prática cada vez mais constante de tornar visível o outro pela crença de que “todos são capazes”. Como um dos gestores à frente da educação municipal de Sobral, foi responsável por um cenário de esperança, antes considerado por ela como “desesperador” na cidade. Izolda vem mostrando que é possível reverter quadros de fracasso quando se estabelecem prioridades e se busca alcançá-los com pulso firme, “sem perder o foco”. A secretária explica como alçou ao âmbito nacional a revolução que o sistema de alfabetização vem provocando no Estado. 

O POVO - A sua vida escolar em Sobral foi toda em instituições religiosas. Que influências principais a senhora traz delas?
Izolda - No colégio Santana, fiz as séries iniciais do Ensino Fundamental e depois mudei, na 5ª série, para o colégio Sobralense. Elas representaram para mim exemplos de escolas que funcionavam bem. O Sobralense, por exemplo, era simples, sem luxo, mas era uma escola muito viva. Fazíamos esporte, arte, teatro, coral. Tínhamos vivências de protagonismos em atividades de solidariedade, humanitárias, como ajudar vítimas de enchentes. Tudo, sem nunca esquecer os estudos. Éramos muito cobrados.
 
OP - A atuação política começou na faculdade de psicologia, em Fortaleza?
Izolda - Não. De jeito nenhum. Eu acompanhava o movimento estudantil, votava, mas nunca assumi cargos em DAs (Diretórios Acadêmicos) ou DCEs (Diretório Central dos estudantes), nunca me interessei por essa atuação.

OP - A escola sempre foi o ambiente de trabalho desejado, depois de formada?
Izolda - Quando terminei psicologia na UFC (Universidade Federal do Ceará), voltei para Sobral e me vinculei a duas atividades: em clínicas, com crianças com dificuldades de aprendizagens, e em escolas. Trabalhei no Sobralense, no acompanhamento da educação infantil. Depois, uma amiga pedagoga e eu montamos uma escola de educação infantil e séries iniciais, a Arco-íris, que funciona até hoje. Como a clínica me exigia viagens, e os filhos ainda estavam pequenos, acabei me vinculando mais à escola. Quando passei para ser professora do curso de pedagogia da UVA, me desliguei da clínica de maneira mais definitiva. Foi nessa época, final da década de 1980, que organizamos os primeiros seminários sobre educação, desenvolvimento infantil e práticas pedagógicas no município.

 
OP - Foram suas primeiras atuações numa dimensão mais pública? 

Izolda - Na verdade, pouco tempo depois eu comecei a militar na área dos conselhos tutelares que veio com a criação do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente, em 1990). Fui da comissão eleitoral que preparou a primeira eleição dos conselheiros tutelares. Era algo que realmente me mobilizava.
 
OP - Esse foi o momento mais político?
Izolda - Sim. Veio junto com minha atuação na escola Arco-Íris. Depois, já como professora de pedagogia, na UVA, passamos a acompanhar uma escola municipal de ensino infantil e fundamental vinculada ao curso de pedagogia, um Caic. Por decisão do reitor, o curso de pedagogia passou a funcionar dentro do Caic. 

OP - Dando apoio pedagógico? 
Izolda - Isso. A ideia é que a instituição funcionasse como uma escola de aplicação. Mas nunca funcionou de fato dessa forma. Foi por ela que começamos, pela primeira vez, a ver o que se passava na escola pública. Havia uma desconexão muito grande - e ainda há! - entre a universidade e a realidade da educação pública. Acompanhávamos todo o dia a dia da escola, das professoras. Eu via meninos de 5, 6 anos já com distorção de idade-série. Não sabiam sequer desenhar o nome. Foi nessa escola que eu ouvi algo impressionante de um menino do 1º ano, com 10 anos. Ele reconheceu em mim uma autoridade frente à professora e me falou: “Diga pra essas professoras que copiar essas coisas aí eu já sei. Eu quero é aprender a ler”. Fiquei muito impressionada com essas palavras dele.
 
OP - E na universidade vocês não sabiam dessa realidade?
Izolda - Não. Não sabíamos o que realmente se passava. Nós não tínhamos instrumental para uma observação mais ampla da rede pública. No momento em que constatamos isso naquela escola, eu fiz uma proposta meio intuitiva que era garantir para os meninos do 1º ano um tempo integral. Então, eles iam em casa almoçar, porque não tinha a menor condição de garantirmos refeição, e retornavam para ter um tempo pedagógico a mais. De segunda a quinta, eles tinham esses dois tempos e na sexta-feira, eu trabalhava somente com as professoras nessa perspectiva de alfabetização, nas competências e processos de leitura e escrita. Mas, sabia, a impressão que nós tínhamos é que aquele problema só acontecia ali; em outra escola, a realidade talvez fosse outra. 

OP - Esse foi um embriãozinho do que se tornaria o Programa (Programa de Alfabetização na Idade Certa) estadual? 
Izolda - (Risos) Da minha parte, sim. Porque eu fiquei realmente muito impressionada de ver a absoluta falência de um processo escolar. Esse trabalho de formar os professores durou um ano letivo e não teve mais sequência. Depois o curso de pedagogia se retirou de dentro da escola. Não deu para sabermos se houve algum avanço nas crianças.

OP - E quando se iniciou algo que, de fato, apontava mudanças nessa realidade?
Izolda - De 97 a 2000, durante a primeira gestão do Cid (Gomes, atual governador do Ceará) como prefeito, se iniciou a política de financiamento do Fundef (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério). Isso possibilitou muita coisa. Foi uma luz no fim do túnel. Começou também um movimento de municipalização maior da matrícula do ensino fundamental. Cid foi muito ágil, conseguiu apoio, construiu escolas, melhorou o salário dos professores, reformou, fez concurso, regularizou a merenda escolar, o transporte escolar. Nessa primeira gestão dele, houve um reordenamento de estrutura. 

OP - A senhora não tinha nenhum vínculo com o governo nesse primeiro momento? 
Izolda - Não. Eu militava nos conselhos tutelares. Mas, olhe, Sobral era terra arrasada. Eu lembro também que a Secretaria da Educação fez um convênio naquela época com o Instituto Ayrton Senna (ONG que pesquisa e produz conhecimentos para melhorar a qualidade da educação no Brasil). Implantaram o Acelera Brasil, em 98, pra fazer com que os meninos que estavam em defasagem conseguissem ganhar ritmo e pudessem ir para frente com mais rigor.
 
OP - O quadro de defasagem atingia qual porcentagem dos estudantes?
Izolda - Praticamente, 60% dos meninos, em diferentes níveis, estavam em distorção. O Acelera tentou resolver isso, mas o problema é que os meninos não estavam só em distorção, eles estavam analfabetos. 

OP - A senhora começou no início da segunda gestão. O convite partiu de quem?
Izolda - Do Ivo (Gomes, atual secretário da educação de Fortaleza), que tinha sido chefe de gabinete do Cid, no primeiro mandato, e pediu para ser secretário da educação, em 2001. Ele não é da área, é formado em Direito, nunca teve uma militância dentro de escola, mas ele tem uma percepção muito clara da importância da educação.
 
OP - A senhora nunca tinha vislumbrado nada na política? A convivência com seu marido (Veveu, atual prefeito de Sobral, à época secretário de cultura do município) não lhe incentivava? Izolda- Nada. Zero. Na verdade, eu resisti muito. Estranhei o convite. Disse a ele: “Não, tu precisa de alguém mais experiente”. Ele queria que eu assumisse como secretária adjunta. Tentei me livrar de todo jeito.
 
OP - Quais as primeiras providências?
Izolda - A primeira pesquisa sobre a realidade da escola foi encomendada pela secretaria em 2000. Quando o Cid viu, caiu das nuvens. Ficou realmente arrasado. Quem ouviu o discurso de posse dele na segunda gestão, parecia um discurso de oposição, de tão absolutamente perplexo que ele estava. Ele achava que tinha feito tudo que precisava na primeira gestão, e fez muita coisa, mas faltava entrar na escola. Fizemos outras parcerias, como com o Instituo Ayrton Senna, com o projeto Escola Campeã, de apoio à gestão. Montamos equipe, fizemos diagnósticos de toda a rede. Transformamos 96 escolas em 37. E o mais importante: elegemos duas metas: meta 1, alfabetizar todo os alunos de 6 e 7 anos na idade certa; meta 2, identificar os alunos que estavam analfabetos ao longo das séries do Ensino Fundamental e enturmá-los em salas de alfabetização. 

OP - E para alcançá-las? 
Izolda - Primeiro: selecionar professores por competência. E não queríamos só prova. Queríamos selecionar pessoas com potencial para fazer aquele negócio funcionar. Elaboramos cursos sobre liderança e situações desafiadoras. Houve muita descrença no início. Quando começaram a sair reprovados pessoas que acreditavam ter alguma influência, melhorou a credibilidade. Queríamos pessoas descontaminadas de acomodações, com esperança. Depois, trouxemos para a responsabilidade municipal todos os estudantes de 1º e 2º ano - que ainda eram divididos com a rede estadual. Foi muita confusão, mas estávamos focados na nossa prioridade. E criamos as turmas de metas.
 
OP - Como funcionavam?
Izolda - Aumentamos um ano do ensino fundamental. A nomenclatura de 1º ao 9º ano ainda não existia. Batizamos, então, de 1ª série básica (para trazermos as crianças de 6 anos) e a 1ª série regular (para as crianças de 7 anos). A meta 1 era trabalhada pela alfabetização nos meninos de 6 e 7 anos. E a meta 2, os meninos que estavam no 3º, no 4º e no 5º analfabetos. O problema era grande: nas séries iniciais, nós tínhamos em torno de 18 mil alunos ao todo; 12 mil eram só de turmas de meta. Nossa, foi muito trabalho, foi dureza. 

OP - Como a secretaria acompanhava as escolas? 
Izolda - Definimos muito claramente os papéis da secretaria, da direção, dos professores, dos pais dos alunos. Cobrávamos muito. Instituímos prêmios às escolas que apresentavam bons resultados. Os professores tinham formação em serviço, recebiam material elaborado especificamente para aquela realidade, o que trouxe uma rotina estruturada ao professor. Os 200 dias letivos passaram a ser absolutamente sagrados. Nada justificava a escola deixar de ter aula. Implantamos um calendário. Os professores das salas de metas recebiam gratificações de acordo com o desempenho dos alunos. Era 30% do salário. Fizemos entrevistas com os alunos para avaliá-los.
 
OP - Receberam alguma crítica? Como foi o retorno dessas novas exigências?
Izolda - Às vezes chegavam umas críticas da universidade dizendo que a gente estava matando o povo, porque os diretores e as crianças estavam estressadas. Eu só dizia: estamos não, não morre nenhum! Foi realmente uma gradação de maturidade das pessoas. Eles sabiam que se não houvesse comprometimento, a gente exonerava, mas também que eles não eram descartáveis. Os diretores precisavam arcar com o ônus da autonomia. Se um professor não estivesse agindo, é conversar, tirar, se preciso. Então, eles deviam entender que se não tomassem pra si a responsabilidade, eles iam ficar patinando. A gente fiscaliza tudo, a presença, inclusive, ligávamos para a escola para saber se estavam lá. Não permitíamos contar como abandono uma criança sair da escola sem a comprovação de que estava matriculado em outro canto.

OP - A senhora acha que falta nas escolas públicas esse movimento de responsabilização por parte dos gestores? 
Izolda - Falta. Precisa-se de mais liderança, regras claras, objetivos explícitos, prioridades definidas. O trabalho de Sobral me ensinou isso. Foi uma grande escola, especialmente por ver o que as pessoas são capazes quando estão realmente mobilizadas para se alcançar um objetivo. Hoje, não é qualquer desculpinha que me convence, não, porque vi tanta coisa que parecia sem jeito e as pessoas serem capazes de transformar. Por isso eu acho que na rede estadual a gente ainda tem muito para avançar nesse sentido.
 
OP - Falta dinheiro para melhorar a educação pública?
Izolda - Eu acho que, com os recursos que o País já tem, mesmo enfrentando dificuldades, nós poderíamos estar muito melhor do que o que nós estamos. Temos muito mais problemas de gestão e responsabilização por resultados do que falta de dinheiro. 

OP - Por que eleger como política principal do Estado algo que deveria funcionar como a co-responsabilidade dos municípios? 
Izolda - Porque, do contrário, estaríamos enxugando gelo. A crise no ensino médio é consequência dessa etapa inicial. Ele amarga os piores resultados. É uma visão sistêmica da educação básica. Não inventamos a roda, é o óbvio. Nossa prestação de contas é com a aprendizagem dos alunos. Uma das nossas agendas prioritárias no Estado é com a rede de escolas profissionalizantes.
 
OP - Elas são a solução para essa crise no ensino médio? A tendência é transformar as regulares em profissionalizantes?
Izolda - Não, é importante que haja itinerários diferentes aos estudantes, mas que não devem ser apartados um do outro, mesmo que o foco seja só o vestibular. Aliás, nosso grande desafio ainda é o acesso à universidade. Não sei bem qual o nosso percentual, mas o número ainda é baixíssimo. 

OP - Em relação aos professores, como a Seduc vem estudando as reivindicações da categoria?
Izolda - Bom, principalmente em relação à Lei do Piso, acredito que não temos mais nenhuma pendência. Estamos distante do salário que a gente deseja, mas houve uma crescimento significativo neste governo. 

OP - Fortaleza vem apresentando os piores desempenhos no Spaece-Alfa.Na última avaliação, ficou em último lugar. Na época, falou-se que a Capital possuía uma realidade específica em comparação aos outros municípios. A justificativa é plausível? 
Izolda - Não é que Fortaleza tenha caído ao longo dos anos, os outros municípios é que cresceram em um ritmo maior. A alfabetização precisa ser encarada como prioridade. Não tenho dúvidas que isso acontece agora.
 
OP - Há possibilidades de a senhora candidatar-se ao governo do estado?
Izolda - Zero de possibilidades. Não há nada de concreto que justifique a especulação.

Fonte: O Povo

domingo, 8 de setembro de 2013

TU É QUE ESCOLHES ENTRE O BEM O MAL

"ELE COLOCOU DIANTE DE TI O FOGO E A ÁGUA"

Não digas: "É o Senhor que me faz pecar", porque ele não faz aquilo que odeia.

Não digas: "É ele que me faz errar", porque ele não tem necessidade de homem pecador. O Senhor odeia toda espécie de abominação e nenhuma é amável para os que o temem. 

Desde o princípio ele criou o homem e o abandonou nas mãos de sua própria decisão. Se quiseres, observarás os mandamentos para permanecer fiel ao seu prazer. Ele colocou diante de ti o fogo e a água; para o que quiseres estenderás tua mão. Diante dos homens está a vida e a morte, ser-te-á dado o que preferires. É grande, pois, a sabedoria do Senhor, ele é todo poderoso e vê tudo.

Seus olhos vêem os que o temem, ele conhece todas as obras do homem. Não ordenou a ninguém ser ímpio, não deu a ninguém licença de pecar.
ECLESIÁSTICO 15, 11-20 Bíblia de Jerusalém

Portanto, saibamos que pagamos exatamente pelos nossos erros. Deus não tem culpa de nada. Somos nós que escolhemos entre o certo e o errado. Se estamos vivendo uma situação de sofrimento, de vergonha e humilhação, façamos uma reflexão que teremos plena certeza de que poderíamos ter evitado e com certeza nossa consciência nos avisou, mas não levamos em conta o que nossa consciência dizia. Como temos liberdade, sufocamos a consciência e, uma vez sufocada, sua voz silencia dentro de nós. Porém, quando recobramos a consciência é como se ela gritasse com todas as forças: porque você fez isso comigo? Dai então vem os transtornos emocionais, como por exemplo, a tristeza, a depressão, o remorso e a culpa. Este é o preço que pagamos por nossa teimosia, nossa falta de temor a Deus. Sabemos que muitas vezes isso é causado pelo desejo de ter, de poder e de se sentir maior e mais importante do que os outros. Mas no fim, percebemos que tudo é ilusão. Já dizia e Eclesiastes: Vaidade das vaidades, tudo é vaidade.

Evangelho para este Domingo, 08 de Setembro de 2013

Evangelho (Lc 14,25-33)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!
Naquele tempo, 25grandes multidões acompanhavam Jesus. Voltando-se, ele lhes disse: 26“Se alguém vem a mim, mas não se desapega de seu pai e sua mãe, sua mulher e seus filhos, seus irmãos e suas irmãs e até da sua própria vida, não pode ser meu discípulo. 27Quem não carrega sua cruz e não caminha atrás de mim, não pode ser meu discípulo.
28Com efeito: qual de vós, querendo construir uma torre, não se senta primeiro e calcula os gastos, para ver se tem o suficiente para terminar? Caso contrário, 29ele vai lançar o alicerce e não será capaz de acabar. E todos os que virem isso começarão a caçoar, dizendo: 30‘Este homem começou a construir e não foi capaz de acabar!’
31Ou ainda: qual o rei que ao sair para guerrear com outro, não se senta primeiro e examina bem se com dez mil homens poderá enfrentar o outro que marcha contra ele com vinte mil? 32Se ele vê que não pode, enquanto o outro rei ainda está longe, envia mensageiros para negociar as condições de paz.
33Do mesmo modo, portanto, qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo!”
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

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