sábado, 7 de fevereiro de 2015

PROFESSOR VALDENI CRUZ - AFASTAMENTO DO PROGRAMA A VOZ DO SINDSEP




Muitas pessoas me perguntaram por que não estou fazendo o programa hoje. Caros amigos ouvintes existem momentos que temos que dar um tempo em nossas prioridades. Foram 4 anos que fiquei a frente do Programa a VOZ DO SINDSEP e foi de um aprendizado muito grande. Agradeço a todos pela audiência que tivemos durante esse tempo. Porém, chega o momento em que não estamos nos sentido bem com as circunstancias na qual estamos inseridos.

 Não fa...zia o programa por status, pois não preciso andar atrás disso. Sou competente o bastante para não ficar tentando me promover. É verdade que eu gosto do rádio, do programa e do estilo do mesmo. É bom ser reconhecido por aquilo que a gente faz, mas nem tudo é para sempre e isso não significa dizer que eu não volte depois. Para tudo existe um tempo e é preciso entender o tempo de cada coisa na vida.

 Não pensem ninguém, portanto, que houve algum desentendimento de minha parte com a direção sindical. Foi uma decisão pensada e que no momento certo eu pedi afastamento da apresentação do programa. Não é preciso que haja especulações a respeito. Todos podem mudar de opinião em qualquer tempo e a qualquer hora. E mais, sempre haverá pessoas prontas para tudo.

 Ah! também não precisam ficar na dúvida se sai ou não do sindsep. Não. Eu não sai, continuo filiado ao sindsep, que é uma instituição que defende os direitos dos servidores.
Até breve!!!!

QUEM É O PROFESSOR?

Professor Valdeni Cruz


Vendo as Reportagens do Jornal Nacional sobre a Educação no Brasil percebo que mesmo estando cercado de limitações, difíceis condições de trabalho e desvalorização da profissão eu sou um vocacionado ao Magistério. Digo isso porque estou sempre otimista em Sala de Aula mesmo quando o cenário não é dos mais agradáveis.

Já se foram 13 anos e aqui estou para dizer que não me arrependo de ter escolhido esta profissão, ou melhor, esta missão. Lembro-me que quando comecei a lecionar muitos dos meus colegas professores diziam a seguinte frase: você só está empolgado porque está começando agora. Eu achava aquilo meio estranho, pois de fato eu era empolgado no início e olhe que não sabia de nada no que refere a problemática na pratica.

É verdade que o cenário não era um dos melhores como hoje ainda não é, mas naquele tempo era bem mais. Quando comecei, ainda como temporário, fui lecionar para jovens e adultos. Deparei-me com pessoas com aprendizados diferentes, realidades sociais diferentes. Porém, foi neste cenário que fui lapidando a mim mesmo e a minha pedagogia. Sempre que finalizava as aulas do dia era uma sensação de alegria e dever cumprido. Muitos daqueles alunos chegavam completamente desmotivados e ao término da aula eram outras pessoas. Foram mais ou menos 6 anos dentro desta realidade de ensino.

Iniciei o exercício do Magistério em 2002 como temporário no município de Pentecoste e já em 2003 já fui premiado com o Concurso Público. Depois das experiências no ensino de Jovens e Adultos fui para o ensino regular, de 6º ao 9º. Trabalhei 12 anos seguidos em uma mesma escola é em um bairro considerado por muitos como uma área de risco.

Em 2006 comecei uma experiência de trabalho como Professor também no Ensino Médio. Comecei dando aulas como substituiu. Lembro que uma professora de geografia depois que soube que poderia substituir, sempre ia em minha casa com o livro na mão e 10 reais dentro. Na primeira vez que me prontifiquei em substituí-la parece que eu ia para o martírio. Porém, dentro de mim havia uma confiança de entender que eu iria estar com gente como eu. Ao chegar à sala de aula tentava impor meu jeito de ser e graças a Deus já se vão 9 anos de Ensino Médio.

Neste ano de 2014 fui agraciado em mais um concurso para professor no qual passei para o cargo de professor de história. Isso me alegrou muito. Continuo acreditando na Educação como partem fundamental de mudanças de uma sociedade. Luto e me esforço para fazer meus alunos crerem nisso.

Hoje tenho uma boa compreensão sobre a situação educacional de meu município. Trabalho com alunos do 8º ao 3º ano do Ensino Médio e posso dizer com toda a segurança que nós professores podemos fazer a diferença. É preciso entrar numa sala de sempre como se fosse à primeira vez. Não podemos ir a sala de aula apenas para falar de um conteúdo; é preciso ir para estar com eles, junto deles.

Precisamos ser a diferença na vida de nossos educandos. Faz-se necessário que nos aproximemos mais deles e sintamos que ali estão pessoas que antes de qualquer coisa passa por diversos problemas. Muitas vezes antes de querer enfiar um conteúdo qualquer em suas mentes é melhor conversar sobre qualquer coisa, ganhar a confiança deles e se conseguirmos tudo se torna mais fácil.

Mas é preciso estarmos conscientes  de que não se faz educação somente com boa vontade. É preciso que muitas outras coisas aconteçam para mudar de fato a qualidade da educação em nosso País – Estado - Município para melhorar a educação como um todo e não somente partes fragmentadas aqui e ali. Tem que se pensar em políticas que vá de encontro a parte fundamental do processo educacional: o Professor. É ele que faz a diferença, mas para isso deve-se melhorar e muito a remuneração desses profissionais bem como as condições de trabalho destes. Não é justo que nossas autoridades vivam somente de discurso e demagogia; é preciso prática.

Por melhor que seja o professor não podemos esquecer que ele é gente. Que ele precisa de reciclagem, reconhecimento em todos os sentidos, do contrario, estaremos tentando enganar a todos achando que as coisas acontecem por milagre. É preciso respeito à classe dos trabalhadores da Educação.

Portanto, sejamos nós a mudança que queremos ser. Nada muda por si só. Antes de tudo é preciso ter consciência de quem somos para que tenhamos certeza do que queremos. A educação é um direito essencial de todos e por isso mesmo exige que tudo melhore para que esta também seja melhorada.

AFASTAMENTO DO PROGRAMA A VOZ DO SINDSEP - AFASTAMENTO DO PROFESSOR VALDENI CRUZ


Professor Valdeni Cruz
 
Muitas pessoas me perguntaram por que não estou fazendo o programa hoje. Caros amigos ouvintes existem momentos que temos que dar um tempo em nossas prioridades. Foram 4 anos que fiquei a frente do Programa a VOZ DO SINDSEP e foi de um aprendizado muito grande. Agradeço a todos pela audiência que tivemos durante esse tempo. Porém, chega o momento em que não estamos nos sentido bem com as circunstancias na qual estamos inseridos.

 Não fa...zia o programa por status, pois não preciso andar atrás disso. Sou competente o bastante para não ficar tentando me promover. É verdade que eu gosto do rádio, do programa e do estilo do mesmo. É bom ser reconhecido por aquilo que a gente faz, mas nem tudo é para e isso não significa dizer que eu não volte depois. Para tudo existe um tempo e é preciso entender o tempo de cada coisa na sua vida.

 Não pensem ninguém, portanto, que houve algum desentendimento de minha parte com a direção sindical. Foi uma decisão pensada e que no momento certo eu pedi afastamento da apresentação do programa. Não é preciso que haja especulações a respeito. Todos podem mudar de opinião em qualquer tempo e a qualquer hora. E mais, sempre haverá pessoas prontas para tudo.

 Ah! também não precisam ficar na dúvida se sai ou não do sindsep. Não. Eu não sai, continuo filado ao sindsep, que é uma instituição que defende os direitos dos servidores.
 
Até breve!!!!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

LUTO

Professor Valdeni Cruz
 
Num momento estamos alegres pelas vitórias que conquistamos e em outros ficamos profundamente tristes. Esta é vida do vale de lágrimas que citamos na Salve-Rainha... Ontem me alegrava muito pelo resultado de um concurso e hoje recebemos uma notícia entristecedora. A notícia de que meu cunhado, DANIEL, foi chamado por Deus. Ele já vinha num processo de enfermidade em torno de 8 meses e nesta madrugada de terça-feira ele foi chamado. Um jovem ainda, mas como nós não compre...entendemos os mistérios de Deus. Portanto, resta-nos o silêncio e aceitar, ainda que muito difícil a vontade do senhor. Afinal, quem está seguro nesta vida? Que o bom Deus no qual acreditamos possamos lhe conceder o seu descanso na eternidade. A nós resta continuar nossa trajetória, pois mais cedo ou mais tarde estaremos fazendo também esta viagem que não gostaríamos de fazer nunca, mas que faremos...

VITÓRIA EM CONCURSO PÚBLICO

Professor Valdeni Cruz

Quero aqui expressar minha alegria nesta noite de hoje por ter sido confirmado minha vaga dos classificados do Concurso de Pentecoste. Fiz o concurso para professor de história, que é minha formação específica, apesar de também poder ter feito para Educação Básica, pois sou formado também em Pedagogia. Porém, mesmo sabendo do total de vagas que eram bem menos, optei por concorrer para minha área específica. Graças a Deus logrei êxito neste concurso para mais 100 horas. Quero agradecer ao meu Grande Deus, aquele que desde sempre tem me acompanhado nas lutas da vida. Ao mesmo tempo, quero agradecer a todos aqueles que contribuíram direta ou indiretamente por esta vitória. Aos meus mais próximos, aos amigos e a todos os que torcem por mim. Quero continuar prestando o serviço que sempre prestei a esta cidade que me acolheu desde os anos de 1991. Como já sou funcionário público e sempre tentei zelar pela missão que eu recebi e quis, que é educar, quero continuar com o mesmo propósito de honrar este povo e a esta cidade com o meu trabalho na educação.
A todos os que comigo alcançaram esta vitória, parabéns!!!

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Propostas de leitura de Textos para os alunos do 9º ano


ALCINO LEITE NETO

EDITOR DE MODA 
VIVIAN WHITEMAN 
DA REPORTAGEM LOCAL

Moda tem que parar de sacrificar modelos


   Chegou a um nível irresponsável e escandaloso a magreza das modelos nas semanas brasileiras de moda. As garotas, muitas delas recém-chegadas à adolescência, exibem verdadeiros gravetos como pernas e, no lugar dos braços, carregam espécies de varetas desconjuntadas. De tão desencarnadas e enfraquecidas, algumas chegam a se locomover com dificuldade quando têm que erguer na passarela os sapatos pesados de certas coleções.

   Usualmente consideradas arquétipos de beleza, essas modelos já estão se acercando de um estado físico limítrofe, em que a feiura mal se distingue da doença.
   Essa situação tem o conluio de todo o meio da moda, que faz vista grossa da situação, mesmo sabendo das crueldades que são impostas às meninas e das torturas que elas infligem a si mesmas para permanecerem desta maneira: um amontoado de ossos, com cabelos lisos e olhos azuis.
   Uma rede de hipocrisia se espalhou há anos na moda, girando viciosamente, sem parar: os agentes de modelos dizem que os estilistas preferem as moças mais magras, ao passo que os estilistas justificam que as agências só dispõem de meninas esqueléticas. Em uníssono, afirmam que eles estão apenas seguindo os parâmetros de beleza determinados pelo "mercado" internacional - indo todos se deitar, aliviados e sem culpa, com os dividendos debaixo do travesseiro.

  Alguns, mais sinceros, dizem que não querem "gordas", com isso se referindo àquelas que vestem nº 36. Outros explicitam ainda mais claramente o que pensam dessas modelos: afirmam que elas não passam de "cabides de roupas".
   Enquanto isso, as garotas emagrecem mais um pouco, mais ainda, submetidas também a uma pressão psicológica descomunal para manterem, em pleno desenvolvimento juvenil, as características de um cabide.
Um emaranhado de ignorâncias, covardias e mentiras vai sendo, assim, tecido pelo meio da moda, inclusive pelos estilistas mais esclarecidos, que não pesam as consequências do drama (alheio) no momento em que exibem, narcisicamente, suas criações nas passarelas.
   Para uma semana de moda, que postula um lugar forte na sociedade brasileira, é um disparate e uma afronta que ela exiba a decrepitude física como modelo a milhões de adolescentes do país.
   Para a moda como um todo, que vive do sonho de embelezar a existência, a forma como os agentes e os estilistas lidam com essas moças é não apenas cruel, mas uma blasfêmia. Eles, de fato, não estão afirmando a grandeza da vida, mas propagando a fraqueza e a moléstia.
   O filósofo italiano Giorgio Agamben escreveu que as modelos são "as vítimas sacrificiais de um deus sem rosto". É hora de interromper esse ritual sinistro. É hora de parar com essas mistificações da moda, que prega futuros ecológicos, convivências fraternais e fantasias de glamour, enquanto exibe nas passarelas verdadeiros flagelos humanos.


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Segunda Proposta de leitura 




É cada vez mais comum jovens recorrerem a plásticas, sobretudo ao implante de silicone e lipoaspiração

20 de março de 2010

Fabiana Gonçalves - ESPECIAL PARA O SUPLEMENTO FEMININO

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), dos 629 mil procedimentos cirúrgicos estéticos realizados no Brasil entre setembro de 2007 e agosto de 2008, 37.740 (ou 8%) foram feitos em adolescentes. O dado deriva de um estudo inédito, que avaliou o número e o tipo de cirurgias registrados nesse período, tendo como fontes os 3.533 cirurgiões associados. Por falta de dados anteriores, não se sabe como era esse panorama. Porém, médicos atestam que jovens estão recorrendo, cada vez mais cedo, a cirurgias plásticas que, tradicionalmente, são feitas na idade adulta.

"Há cinco, dez anos, queriam corrigir pequenos problemas, como orelha de abano e imperfeições no nariz . Hoje, os adolescentes, em especial as meninas, querem se submeter a uma plástica por outros motivos", assegura o cirurgião plástico Sebastião Guerra, de Belo Horizonte, presidente eleito da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica 2010/2011. Segundo ele, assim como ocorre com as mulheres adultas, a maioria das garotas quer aumentar os seios ou fazer lipoaspiração. "As correções de nariz e orelha caíram para terceiro e quarto lugares na lista de procura."

Luís Gustavo Couto Gadioli, 18 anos, faz parte desse grupo. O jovem passou a infância e a adolescência queixando-se das orelhas. "Não era nada que chamasse tanto a atenção dos outros. Mas, para mim, tinha peso. Como tenho cabelo volumoso, era mais fácil de escondê-las. Mas quando cortava os cabelos, ficava complicado." Luís Gustavo diz que isso nunca foi motivo de chacota na escola, mas, mesmo assim, as orelhas eram um problema para ele.

Quando o jovem - que mora em Limeira, no interior do estado - veio para São Paulo, no ano passado, para tentar a carreira de modelo, convenceu os pais sobre a necessidade da cirurgia. Argumentou que até poderia perder trabalhos por causa disso. "Como tinha 17 anos e precisava da autorização dos meus pais, eles me acompanharam desde a primeira consulta médica." O cirurgião alegou que o problema não era tão acentuado, conta ele. Mas prometeu amenizá-lo. "Adorei o resultado."

O cirurgião plástico André de Freitas Colaneri, de São Paulo, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, diz que pacientes como Luís Gustavo são muito comuns. Conta, por exemplo, que operou uma adolescente que, no segundo retorno após a cirurgia, já usava os cabelos curtíssimos, coisa que nunca fazia por causa das orelhas. "Casos como esse são indicados para a cirurgia. E por que deveriam ser adiados?" Mas ressalva: "é claro que o médico deve ter o bom senso de perguntar logo na primeira consulta o porquê da cirurgia. E verificar se há um problema de fato, real, ou se o jovem quer modificar seu corpo para ficar parecido com alguém ou porque está na moda."

Corpo de mulher. Segundo o cirurgião Sebastião Guerra, enquanto os meninos são mais ponderados - pensam, planejam, decidem, desistem -, as meninas estão cada vez mais seguras do que querem. Muitas vezes, já chegam ao consultório dizendo que desejam uma prótese mamária e informando a quantidade de silicone que vão colocar. "Somos reticentes em operar uma adolescente de 13 anos, por exemplo. Mas isso não quer dizer que ela não possa ser operada", ressalva.

O que o cirurgião quer dizer é que não há uma idade mínima para que um jovem se submeta a uma intervenção estética. Mas deve-se tomar cuidado com relação à constituição corporal. "Hoje, uma adolescente de 13, 14 anos já tem o corpo de mulher. Além da autorização dos pais, é preciso fazer uma avaliação médica e, quando necessário, adiar a cirurgia para mais dois anos, no mínimo."

Esse foi o tempo máximo que os pais de Vivian Taniguti Javonne, 16 anos, conseguiram adiar a sua desejada plástica. Desde os 13 anos, a estudante queria colocar próteses de silicone. Para convencê-la de que era muito nova, os pais tentaram outros meios de levantar a sua autoestima. "Ela fez terapia, mas não adiantou. Autorizamos a cirurgia, mas queríamos que ela fizesse pelo menos quando completasse 18 anos, já que ainda está em fase de crescimento", lamenta o analista de sistemas, Vilson Javonne, 62 anos, pai de Vivian.

Mas, de tanto a filha insistir, foi convencido de que seu busto era desproporcional ao seu tamanho e de que isso lhe traria outros prejuízos psicológicos. Os pais decidiram, então, iniciar a busca por cirurgiões filiados à Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. "A minha recuperação foi rápida. E acredito que o resultado valeu a pena", opina a adolescente, que trocou o sutiã 40 pelo 44 .

Por ser muito jovem e, por isso mesmo, ter maior propensão para sofrer alterações nos tecidos do corpo, cerca de um mês e meio depois da cirurgia, Vivian começou a notar estrias. "São o maior efeito colateral desse tipo de cirurgia durante a adolescência", afirma cirurgiã Luciana Pepino, de São Paulo. Ela acrescenta que cuidados como a hidratação mamária não anulam o problema. "De modo geral, essas jovens devem tentar adiar ao máximo o implante de silicone. Precisam estar entre o segundo e o quarto ano da primeira menstruação, além disso não devem colocar próteses muito grandes, pois a força da gravidade faz com que esse tecido se rompa, formando as estrias que futuramente podem levar à flacidez."

Fase de mudanças. Para o médico hebiatra (especialista em adolescentes) Mauro Fisberg, é preciso saber se a intervenção pode influenciar de maneira importante a vida do jovem. "Cirurgia plástica reparadora é uma intervenção estética e, ao mesmo tempo, reparadora", afirma. "Pode melhorar muito a autoestima da menina, além de corrigir a postura." Ainda assim, acrescenta, a indicação é a de que a paciente tenha chegado ao que os médicos chamam de "maturação sexual", com mamas no estágio 4 - no tamanho das de uma adulta.

O médico lembra que, atualmente, é comum adolescentes desejarem próteses de silicone como presente de 15 anos ou de formatura. "É preciso avaliar se a adolescente tem mamas realmente pequenas para a sua estrutura e se possui uma caixa torácica suficiente para suportar o tamanho das próteses." Segundo ele, é fundamental saber se a intervenção vai trazer benefícios a longo prazo. "É preciso bom senso dos pais e, principalmente, do cirurgião, pois essas cirurgias podem mudar o padrão de equilíbrio corporal."


O cirurgião plástico José Teixeira Gama é taxativo quando o assunto é intervenção cirúrgica estética em jovens com menos de 18: "Só opero adolescente com a indicação médica, e nunca por estética simplesmente.São muito novos para decidirem sobre mudanças no corpo. Além disso, toda cirurgia traz riscos à saúde e uma cicatriz."


Proposta de Leitura para os alunos do 8º ano - O humor nosso de cada dia!

Aula do professor Valdeni Cruz

Para meus alunos do 8º ano 



Sopa de macarrão

Domingos Pellegrini

O filho olha emburrado o prato vazio,  o pai pergunta se não está com fome.
— Com fome eu tô, não to é com vontade de comer comida de velho.
Lá da cozinha a mãe diz que decretou ― De-cre-tei! — que ou ele come legumes e verduras, ou vai passar fome.
— Não quero filho meu engordando agora para ter problemas de saúde depois. Só quer batata frita e carne, carne e batata frita!
Ela vem com a travessa de bifes, o pai tira um, ela senta e tira o outro, o filho continua com o prato vazio.
— Nos Estados Unidos — continua ela — um jornalista passou um mês comendo só fastfood, engordou mais de seis quilos!
— E como é que ele agüentou um mês só comendo isso?! — perguntou o pai, o filho responde:
— Porque é gostoso! — E pega com nojo uma folhinha de alface, põe no prato e fica olhando como se fosse um bicho.
A mãe diz que é preciso ao menos experimentar para saber o que é ou não gostoso, e o pai diz que, quando era da idade dele, comia cenoura crua, pepino, manga verde com sal, comia até milho verde cru
— E devorava o cozido de legumes da sua avó! E essa alface? Pra comer, é preciso botar na boca..
O filho enfia a alface na boca, mastiga fazendo careta, pega um bife, a mãe pula na cadeira, pega o bife de volta:
— Não-senhor! Só com salada pra valer, arroz, feijão, tudo!
— Ele continua olhando o prato vazio, até que resmunga:
— Se vocês sempre comeram tão bem, como é que acabaram barrigudos assim?
O pai diz que isso é da idade, o importante é ter saúde.
— E você, se continuar comendo só fritura, carne, doce e refrigerante, na nossa idade vai pesar mais de cem quilos!
— No Japão — resmunga ele — podia ser lutador de sumo e ganhar uma nota.
— E no Natal — cantarola a mãe — vai ser Papai Noel né? E Rei Momo no carnaval...
— Não tripudie — diz o pai. — Ele ainda vai comer de tudo. Quando eu era menino,detestava sopa. Aí um dia minha mãe fez sopa com macarrão de letrinhas, passei a gostar de sopa!
O filho pergunta o que é macarrão de letrinhas, o pai explica. Ele põe na boca uma rodela de tomate, o pai e a mãe trocam um vitorioso olhar. O pai faz uma voz doce:
— Está descobrindo que salada é gostoso, não está?
— Não, peguei tomate para tirar da boca o gosto nojento de alface, mas acabo de descobrir que tomate também é nojento.
— Mas catchup você come não é? Pois é feito de tomate!
— E ele também não come ovo — emenda a mãe — mas come maionese, que é feita de ovo!
O filho continua olhando o prato vazio.
— Coma ao menos feijão com arroz — diz o pai.
Ele pega uma colher de feijão, outra de arroz dizendo que viu um filme onde num campo de concentração só comiam assim pouquinho, só o suficiente pra sobreviver... Mastiga tristemente, até que o pai lhe bota o bife no prato de novo, mas a mãe retira novamente:
— Ou salada ou nada! Sem chantagem sentimental!
O pai come dolorosamente, a mãe come furiosamente, o filho olha o prato tristemente.
Depois a mãe retira a comida, ele continua olhando a mesa vazia. Na cozinha, o pai sussura para ela:
— Mas ele comeu duas folhas de alface, não pode comer dois pedaços de bife?!...
Ela diz que de jeito nenhum, desta vez é pra valer; então o pai vai ler o jornal, mas de passagem pelo filho, pergunta se ele não quer um sanduíche de bife — com salada, claro. Não, diz o filho, só quer saber de uma coisa da tal sopa de letras. O pai se anima:
— Pergunte, pergunte!
— Você podia escrever o que quisesse com as letras no prato?
— Claro! Por que, o que você quer escrever?
— Hambúrguer, maionese e catchup
É teimoso que nem o pai, diz a mãe. Teimoso é quem teima comigo, diz o pai. O filho vai para o quarto, só sai na hora da janta: sopa de macarrão. Então, vai escrevendo, e engolindo as palavras: escravidão, carrascos, nojo, e enfim escreve amor, o pai e mãe lacrimejam, mas ele explica:
— Ainda não acabei, tá faltando letra pra escrever: amo rosbife com batata frita...
Domingos Pellegrini – Crônica brasileira contemporânea. São Paulo:
Salamandra, 2005. P.210-3.)


Após a leitura do texto


Perguntas:

1- A qual gênero textual pertence o texto : "Sopa de macarrão"?
Crônica
2- Qual é a sua tipologia textual?
Narrativa
3- Qual é o objetivo desse gênero textual?
Entreter, divertir ou levar o leitor à reflexão.
4- Quais são suas principais características?
É um texto simples, curto, que aborda assunto do cotidiano, tem caráter 
reflexivo e  interpretativo, humor com um discurso que utiliza ironia.
 Pontuação expressiva;subjetividade, emprego de recursos estilísticos; 
 foco narrativo em 1ª ou 3ª pessoa.
5- Qual é o público-alvo?
Público em geral.
6-Qual é o tema desse texto:  "Sopa de macarrão"?
Hábitos alimentares

INFORMAÇÕES DO TCE - MUNICÍPIO DE PENTECOSTE

PARA OS QUE GOSTAM DE FICAR INFORMADOS E SABER DE DADOS VERDADEIROS, DISPONHAM LEIA TUDO E SE INFORME. ESSES SÃO DADOS OFICIAIS. NÃO ES...