Sindicato APEOC exige aprovação do reajuste salarial dos professores


salario.dinheiroA falta de uma explicação da Assembleia Legislativa, que possa justificar razão maior da não inclusão, em pauta, para discussão e aprovação do projeto de lei que determina reajuste complementar de 6,15%, para os professores da educação básica do estado, decepciona as lideranças do Sindicato APEOC. O mencionado projeto chegou ao Poder Legislativo e foi entregue pessoalmente pelo governador Camilo Santana, em 28 de maio. E, mesmo com pedido de urgência para tramitação ainda não chegou ao plenário para início do processo de discussão e aprovação. Inexplicavelmente, tramitou lentamente nas comissões técnicas do Poder Legislativo, como se melhoria salarial dos profissionais da educação básica fosse ação isolada e ainda de menosprezado significado no contexto do processo educacional.
Pagamento de salário digno aos profissionais da educação básica na rede pública de ensino ainda está distante da capacidade de perceber dos gestores públicos brasileiros, apesar dos seus reiterados compromissos assumidos em campanha eleitoral, prometendo luta por uma educação de qualidade social e com profissionais financeiramente valorizados. Reprisar esse lembrete é necessário à mente dos nossos deputados estaduais, pois o Sindicato APEOC não luta, neste momento, por salário digno. De há muitos anos, o professor já deveria estar recebendo, próximo ou semelhante ao que percebe um professor no Canadá ou na Finlândia, em torno de R$ 15 mil/mês. Luta o Sindicato APEOC, obstinadamente, pelo pagamento de um salário mínimo ou piso nacional de salário preestabelecido por lei federal, inclusive também com data de vigência a partir de 1º de janeiro de 2015.
Senhores deputados e gestores públicos, sem educação, sem valorização dos profissionais educadores e sem estímulo à dignidade do ser, não há cidadania nem país desenvolvido, e, nem muito menos com bem estar social. Os professores da educação básica da rede pública cearense merecem esse mínimo de estimulo à dignidade. Aprovar, em regime de urgência, essa insignificante complementação salarial de 6,56%, proposta em projeto de lei do Poder Executivo, tramitando na Assembleia Legislativa, não afeta um milésimo da merecida remuneração de cada parlamentar.
Senhores deputados, o educador mercê um pouco de atenção!
Editorial do Programa Educação em Debate –
Coordenação Sindicato – APEOC.

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