quinta-feira, 14 de agosto de 2014

GESTORES DE PENTECOSTE TENTAM IMPLANTAR O SISTEMA FEUDAL E O REGIME ABSOLUTISTA NO LUGAR DOS PRINCÍPIOS DEMOCRÁTICOS E REPUBLICANOS

Professor Valdeni Cruz


O sistema feudal começou a ruir no final do séc. XIV e o Regime Absolutista a se desmoronar a partir de 1789 com a Revolução Francesa.  Porém, em todo o curso da história existiram governos que se acharam donos do mundo a ponto de oprimirem o povo e impor a eles todo o tipo de castigo e de mandar tirar-los até própria vida daqueles que ousavam a não se submeterem aos seus caprichos.

No Brasil não é diferente. Desde o início de nossa história somos marcados por todo tipo de atrocidades. Primeiro contra os índios, aqueles que eram os donos de tudo o que hoje se conhece como terras brasileiras. Depois forçaram os negros a trabalharem como escravos, sendo que estes eram tratados como animais, não tendo direito a nada nem a própria vida. Aqueles que adentraram ao Brasil se apossaram de tal forma que em bem pouco tempo aqueles que eram os donos natos das terras foram sendo expulsos a ponto de hoje não terem mais onde viver.

A pressão e a opressão marcaram desde sempre a nossa história. Passando pelos negros que viviam sobre castigos e todo tipo de tortura para dar lucro aos senhores donos de engenhos, fazendeiros, e grades latifundiários, trabalhadores das fazendas de cafés, e inda a extração da borracha. Depois estes castigos foram impostos aos que se revoltavam por não aceitarem pacificamente os castigos, como é o casos das grandes revoltas no Brasil. E mais recentemente cito aqui a Ditadura Militar. Período que ficou marcado pela tortura, mortes e o silencio da imprensa. Percebemos que as pessoas sempre sofreram algum tipo de pressão para ficarem calados e não lutarem por nada.

Pentecoste, cidade que vai completar 141 anos de emancipação política, ainda se arrasta para poder viver a plena cidadania. Digo isso porque não é verdade que seu povo viva numa democracia plena. Seus governantes sempre foram algozes e continuam querendo impor a sua vontade feudal e um sistema absolutista de governar. Aqueles que sobem ao poder só têm em mente acabar com os poucos direitos que eles não deram, pois é fruto da Constituição Federal de 1988. Mesmo assim tentam desrespeitar a essas leis.

O povo de Pentecoste vive a minguar uma saúde miserável, falta de saneamento básico, vive uma política que envergonha a todos, além de ser uma cidade onde o servidor não vale nada. O Município de Pentecoste, representado pelos seus governantes durante o curso da história tem negado os direito dos professores não querendo dar o direito a um terço de planejamento, nega-se o quinquênio, licença premio, nega-se um plano de saúde, nega um aumento digno, não tem um plano de carreira digno, negam direitos garantidos, negam o direito de formação desses profissionais, pois esses que estudam se formam e adquirem um diploma a duras penas parece não valer nada para o seu crescimento profissional. Digo não vale porque os gestores têm aversão a quem estuda se forma e trabalha honestamente e tem competência. Para os nossos governantes aqueles que trabalham devem ser tratados como coisa sem valor e não como gente/ser humano que tem direito a viver dignamente com um salário que lhes garanta o mínimo de bem-estar.
Aqui em Pentecoste as autoridades desejam transformá-lo em um mini país independente, pois leis federais não são obedecidas. A justiça manda cumprir uma coisa e tenta-se a todo custo descumprir. A forma usada é sempre a mesma: o terrorismo, a prepotência, o desrespeito e a arrogância...

Sobre a causa do salário mínimo que foi dado o parecer final pelo STJ e depois ratificado e mandado cumprir pela Juíza local, situação que havia entrado em vigor a mando da mesma juíza em novembro de 2013, agora volta à tona. É no mínimo estranho para quem pensa um pouco.


Penso que isso merece uma resposta a altura de nossa parte como servidores. Lembre-se que tudo isso funciona como uma afronta ao trabalhador e as leis desse país. Essas são as atitudes daqueles que pensam que podem tudo. Estes que agora fazem isso com os servidores são os mesmos que dão o abraço e o beijo de Judas, mas não nos esqueçamos que Judas ao trair Jesus sentiu-se tão desgraçado que procurou um lugar para se matar. Aqueles que prejudicam ao pequeno, os que trabalham dignamente não ficarão impunes. A própria natureza se encarregará de extirpar do meio dos justos aqueles que tentam aniquilar os princípios da boa conduta. E se quisermos ser mais cristãos, diria: a justiça de Deus se fará agora ou daqui a pouco. Aqueles que traem os filhos de Deus e os filhos desta pátria sentirão mais cedo ou mais tarde o peso de sua traição.

Mas temos no hino uma refrão que diz:

É NOSSO DEVER CANTAR
O CHÃO QUE NOS VIU  NASCER
A TERRA DE NOSSA HERANÇA
E O POVO QUE NÃO SE CANSA
DE TER CORAGEM DE SER

Este povo só precisa entender uma coisa: esta terra é nossa no plural. Ela não pertence a um punhado de gente que deseja se apropriar de tudo...

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