sábado, 31 de dezembro de 2011

LITURGIA DO DIA 31 DE DEZEMBRO



Santa Catarina Labouré

31 de dezembro
A chamada “medalha milagrosa” é fruto de uma visão que a religiosa vicentina Catarina Labouré teve da Virgem Maria em 1830. Na visão, a Imaculada apareceu como está na imagem e pronunciou a oração “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós, que recorremos a vós”, exatamente como a conhecemos.
Irmã Catarina foi batizada com o nome de Zoe de Labouré. Filha de uma numerosa família de fazendeiros cristãos, nasceu em 2 de maio de 1806, na região de Borgonha, interior da França. Na infância, ficou órfã de mãe e desde então “adotou Mãe Maria” como sua guia, dedicando-lhe grande devoção. Cresceu estudiosa, obediente e muito piedosa. Aos dezoito anos, a vocação para a vida religiosa era forte, então pediu ao pai para segui-la, mas ele relutou.
Dada a insistência por anos a fio, ela já estava com vinte e quatro anos, antes de consentir preferiu mandá-la a Paris, para que testasse sua vocação. Chegou em abril de 1830 na cidade, e logo percebeu que estava certa na decisão, pois não se motivou com os encantos da vida agitada da sociedade urbana. Então, em maio, com autorização de seu pai, iniciou o noviciado no Convento das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, em Paris mesmo.
Quando recebeu o hábito das vicentinas, mudou o nome para irmã Catarina. A jovem noviça impressionava pelo fervor com que rezava na capela das vicentinas, diante do relicário de são Vicente de Paulo, onde tinha constantes visões. Contou ao confessor que primeiro lhe apareceu várias vezes o fundador, depois as visões foram substituídas por Jesus eucarístico e Cristo Rei, em junho do mesmo ano. Orientada pelo confessor, continuou com as orações, mas anotando tudo o que lhe acontecia nesses períodos. Assim fez, e continuou o seu trabalho num hospital de Paris.
Em junho, sempre de 1830, teve um ciclo de cinco aparições da Imaculada da medalha milagrosa, sendo três consideradas mais significativas. A primeira delas foi na noite de 18 de junho, quanto veio um anjo e a conduziu à capela da Casa-mãe, onde Catarina conversou mais de duas horas com Nossa Senhora, que avisou sobre os novos encontros.
Ela voltou a aparecer em novembro e dezembro. A que mais chamou a atenção foi a de 27 de novembro, quando veio em duas seqüências, que, por uma intuição interior, Catarina pensou em cunhar numa medalha. Foi assim que surgiram as primeiras, em junho do ano seguinte. Também foi criada a Associação das Filhas de Maria Imaculada, que propagou o culto a Nossa Senhora Imaculada através da medalha. Desde aquela época, passou a ser conhecida como “a medalha milagrosa”, pelas centenas de curas, graças e conversões que produziu por intercessão de Maria.
Depois disso, as visões terminaram. Catarina Labouré morreu em 31 de dezembro de 1876, em Paris, onde trabalhou quarenta e cinco anos, no mesmo hospital designado desde o início de sua missão de religiosa vicentina.
Foi beatificada, em 1933, pelo papa Pio XI e canonizada pelo papa Pio XII em 1947. Seu corpo está guardado num esquife de cristal na capela onde ocorreram as aparições. Para a família vicentina, o Vaticano autorizou uma festa no dia 28 de novembro. A celebração universal a santa Catarina Labouré foi marcada no dia de sua morte pela Igreja de Roma.
Santa Catarina Labouré, rogai por nós!

Sl 95 (96), 1-2. 11-12. 13 (R. 11a)
R. O céu se rejubile e exulte a terra!
1 Cantai ao Senhor Deus um canto novo,
cantai ao Senhor Deus, ó terra inteira!

2 Cantai e bendizei seu santo nome!

Dia após dia anunciai sua salvação.
R. O céu se rejubile e exulte a terra!


11 O céu se rejubile e exulte a terra,
aplauda o mar com o que vive em suas águas;

12 os campos com seus frutos rejubilem

e exultem as florestas e as matas.
R. O céu se rejubile e exulte a terra!


13 na presença do Senhor, pois ele vem,
porque vem para julgar a terra inteira.
Governará o mundo todo com justiça,
e os povos julgará com lealdade.
R. O céu se rejubile e exulte a terra!
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espirito Santo, como era no principio, agora e sempre . Amém!

Ano B – Dia: 31/12/2011
A Palavra se fez carne e habitou entre nós.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 1,1-18

1 No princípio era a Palavra,
e a Palavra estava com Deus;
e a Palavra era Deus.

2 No princípio estava ela com Deus.

3 Tudo foi feito por ela e sem ela nada se fez
de tudo que foi feito.

4 Nela estava a vida, e a vida era a luz dos homens.

5 E a luz brilha nas trevas,
e as trevas não conseguiram dominá-la.


6 Surgiu um homem enviado por Deus;
Seu nome era João.


7 Ele veio como testemunha,
para dar testemunho da luz,
para que todos chegassem à fé por meio dele.


8 Ele não era a luz,
mas veio para dar testemunho da luz:


9 daquele que era a luz de verdade,
que, vindo ao mundo,
ilumina todo ser humano.


10 A Palavra estava no mundo
- e o mundo foi feito por meio dela -
mas o mundo não quis conhecê-la.


11 Veio para o que era seu,
e os seus não a acolheram.


12 Mas, a todos que a receberam,
deu-lhes capacidade de se tornarem filhos de Deus
isto é, aos que acreditam em seu nome,


13 pois estes não nasceram do sangue
nem da vontade da carne
nem da vontade do varão,
mas de Deus mesmo.


14 E a Palavra se fez carne e habitou entre nós.
E nós contemplamos a sua glória,
glória que recebe do Pai como filho unigênito,
cheio de graça e de verdade.


15 Dele, João dá testemunho, clamando:
‘Este é aquele de quem eu disse:
O que vem depois de mim passou à minha frente,
porque ele existia antes de mim’.

16 De sua plenitude todos nós recebemos graça por graça.

17 Pois por meio de Moisés foi dada a Lei, mas a graça
e a verdade nos chegaram através de Jesus Cristo.


18 A Deus, ninguém jamais viu.
Mas o Unigênito de Deus, que está na intimidade do Pai,
ele no-lo deu a conhecer.


Palavra da Salvação.



Vós já recebestes a unção do Santo, e todos tendes conhecimento.
Leitura da Primeira Carta de São João
18Filhinhos, esta é a última hora. Ouvistes dizer que o Anticristo virá. Com efeito, muitos anticristos já apareceram. Por isso, sabemos que chegou a última hora.
19Eles saíram do nosso meio, mas não eram dos nossos, pois se fossem realmente dos nossos, teriam permanecido conosco. Mas era necessário ficar claro que nem todos são dos nossos.
20Vós já recebestes a unção do Santo, e todos tendes conhecimento.
21Se eu vos escrevi, não é porque ignorais a verdade, mas porque a conheceis, e porque nenhuma mentira provém da verdade.
Palavra do Senhor
Graças a Deus.

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