sexta-feira, 30 de março de 2012

Ministro da Justiça e presidente do Senado consideram denúncias graves


 
Nesta quinta-feira, 29, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), se manifestaram a respeito da Operação Monte Carlo, mais especificamente sobre a gravidade das denúncias que envolvem o ex-líder do DEM no Senado, senador Demóstenes Torres, que manteve amizade com o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, a ponto de ter trocado com o mesmo 298 ligações telefônicas em um período de sete meses. "A Polícia Federal cumpriu seu papel rigorosamente. Todas as escutas, todas as provas coletadas foram feitas a partir do que a lei determina e que o Poder Judiciário decidiu. Temos a consciência absolutamente tranquila que cumprimos a lei", afirmou o ministro. Já Sarney, disse que dará prosseguimento à representação que pede quebra de decoro parlamentar contra Demóstenes Torres, apresentada ontem, 28, pelo PSOL.

Hoje Demóstenes e seu advogado Antônio Carlos Almeida Castro, conhecido como Kakay, receberam os autos do 
inquérito encaminhado ontem ao STF (Supremo Tribunal Federal), cujo relator será o ministro Ricardo Lewandowski, que autorizou nesta quinta-feira a quebra de sigilo bancário de Demóstenes e de outros envolvidos em denúnicias referentes à Operação Monte Carlo. A expectativa é que após lerem o documento o senador e Kakay se pronunciem a respeito, o que deve ocorrer na próxima semana; quando também está programada uma reunião da Executiva Nacional do DEM em que o futuro de Demóstenes na sigla será decidido. Segundo matéria do Jornal Folha de São Paulo, ontem o senador teria afirmado para pessoas próximas que não irá nem renunciar, nem se licenciar do cargo, mesmo estando “morto politicamente”, teria dito.

O advogado criminalista Kakay é tido por muitos como sendo o “defensor dos fortes”, como classificado em reportagem da 62ª edição da Revista Piauí, em que o perfil de Antônio Carlos é traçado. Seu cliente mais recente foi o ex-ministro dos Esportes, Orlando Silva – 
que deixou a pasta após denúncias de irregularidades; além de dois ex-presidentes (Itamar Franco e José Sarney); um vice (Marco Maciel); 40 governadores; inúmeros parlamentares; cinco presidentes de partido; e 18 ministros, divididos entre os governos Fernando Henrique Cardoso (13), Luiz Inácio Lula da Silva (3) e Dilma Rousseff (2).


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